| O carrapato � um �caro que est� mais presente em nosso meio do que a gente possa imaginar. Ele al�m de causar uma les�o na pele eritematosa e com coceira, pode ser o transmissor de v�rias doen�as: erliquiose, babesiose, doen�a de Lyme, borreliose e febre maculosa. Dentre todas, irei discorrer apenas da erliquiose e Babesiose, que s�o as mais comuns em c�es e gatos. Conv�m citar que n�o s�o todos os carrapatos que transmitem doen�as, apenas carrapatos contaminados, ent�o n�o fique achando que basta achar um carrapato no animal que ele j� vai ficar doente! � cada ano, tenho diagnosticado mais casos de doen�as transmitidas por carrapatos, ssendo que em alguns casos, infelizmente, o animal veio � �bito. Da� a import�ncia de discorrer sobre essas doen�as. ERLIQUIOSE � transmitida por carrapatos do g�nero Rhipicephalus sanguineus, o carrapato marrom do c�o, que pode estar carregando o parasita Erlichia canis. A infec��o ocorre quando o carrapato se alimenta do sangue e sua saliva contamina o local onde ele pica. Depois de uma incuba��o de 8 a 20 dias, vem as tr�s etapas da infec��o: - Fase Aguda: dura de 4 a 8 semanas, com o in�cio dos sintomas durante a primeira a terceira semana p�s infec��o. Em geral s�o benignos ou inaparentes. Os sinais mais comuns s�o: letargia, falta de apetite, perda de peso, mucosas mais p�lidas e febre. Podem ocorrer alguns sintomas respirat�rios. Em geral, encontram-se carrapatos no animal. - Fase Subcl �nica e Cr�nica: a fase subcl�nica dura de 6 a 9 semanas e pode terminar ao iniciar a cr�nica. Em algumas �reas enzo�ticas, os c�es podem sofrer infec��o subclinica meses a anos. Os sinais cl�nicos s�o: depress�o, perda de peso, mucosas p�lidas, flacidez abdominal, epis�dios de cegueira, infec��es secund�rias, edema escrotal e de extremidades. Podem ocorrer hemorragias caracterizadas por pequenos pontos vermelhos(pet�quias) no abdomem e mucosas. Podem ocorrer hemorragias internas, provocando sangramento nasal, pulmonar e fezes com sangue. Anormalidades oculares s�o caracterizadas por conjuntivite, edema corneal, brilho aquoso, entre outras. Podem ocorrer sinais nervosos compat�veis com meningite, resultando em cegeuira, ataxia, hiperestesia e convuls�es. Diagn�stico O diagn�stico � feito pelos sintomas, exame f�sico e testes laboratoriais. O teste espec�fico para a doen�a e com 96% de precis�o � o teste do PCR ( Polymerase Chain Reaction = rea��o em cadeia da polimerase). � uma t�cnica que permite a amplia��o do DNA ou RNA in vitro, utilizando uma rea��o enzim�tica catalisada pela enzima polymerase. Esse� um teste de DNA que ir� detectar o parasito em uma pequena amostra. Ele n�o d� falsos positivos. O hemograma deve ser feito para acompanhar o estado hematol�gico do c�o, mas n�o � um teste espec�fico, j� que altera��es hematol�gicas podem ocorrer mais tardiamente. A sorologia pode ser um meio diagn�stico a ser utilizado, por�m falsos negaivos podem ocorrer, principalmente em animais que j� tiveram a doen�a, e o t�tulo de anticorpos pode diminuir repentinamente em alguns c�es, justamente antes do �bito. Tratamento � feito com produtos antirikettsiais e medica��o de suporte. Utilizam-se tetraciclinas, clornfenicol, dipropionato de imidocarb. Toda medica��o deve ser prescrita e administrada por um veterin�rio. Pode ser necess�rio transfus�es de sangue e cortic�ides. Quando o tratamento � institu�do no in�cio da oen�a, o progn�stico � favor�vel Preven��o A preven��o deve ser feita no sentido de evitar a exposi�o dos animais aos carrapatos. N�o existe nenhum produto repelete de carrapatos, mas deve-se, na medida do poss�vel, manter o ambiente livre de carrapatos, usar produtos carrapaticidas no c�o, estra atento a qualquer mudan�a no animal chamando o veterin�rio o mais r�pido poss�vel. BABESIOSE Atinge animais silvestres e dom�sticos , � causada por um hematozo�rio transmitido por carrapatos. O per�odo de incuba��o ap�s a exposi��o � de 10 dias a 3 semanas. Tamb�m pode ser transmitida via transplacent�ria, ou ainda trasnfus�o sangu�nea. Ocasiona anemia progressiva como principal sintoma cl�nico. A babesiose canina pode ser subcl�nica, hiperaguda ou cr�nica. Os sintomas cl�nicos mais comuns S�o: depress�o, debilidade, anorexia, mucosas p�lidas, icter�cia (expressa porcolora��o marelada das mucosas), febre e aumento do ba�o. Em c�es com doen�a grave, observam-se pet�quias, diminui��o de plaquetas ou coagula��o vascular disseminada. as infec��es cr�nicas se caracterizam por febre intermitente, apetite caprichoso, e acentuada perda de peso. H� formas at�picas da doen�a que podem causar sintomas raros como: ascite, edema perif�rico assim�trico, estomatite ulcerativa, transtornos gastro intestinais, sinais neurol�gicos, sintomas respirat�rios e altera��es circulat�rias. A babesiose felina afeta gatos menores de 2 anos e se caracteriza por inapet6encia, letargia, debilidade, pelagem �spera e mucosas p�lidas; e diferentemente da canina, � raro abservar febre. Diagn�stico Feito atrav�s dos sintomas e exames laboratoriais. No hemograma, pode-se observar anemia hemol�tica, bilirrubinemia e no exame de urina hemoglobin�ria e bilirubin�iria.Tamb�m est� presente anisocitose, policromasia, policitose e eritr�citos nucleados. Para confirmar o diagn�stico, observa-se o parasita em esfrega�os sangu�neos corados por GIemsa. Mais confi�vel � o teste PCR para babesia, assim como para erliquiose. Tratamento Utiliza-se tratamento de sustento e antiprotozo�rios espec�ficos como: aceturato de diminazen, isetionato de fenamidina e dipropionato de imidocarb. Quandoa anemia � muito grave e o hemat�crito est� abaixo de 15%, indica-se a trasnfus�o de sangue fresco completo. Tamb�m deve-se utilizar ferro, vitaminas do complexo B e ester�ides anabolizantes para favorecer a produ��o de ertitr�citos. Para gatos, utiliza-se o fosfato de primaquina e transfus�es de sangue. Vale lembrar que toda a medica��o deve ser rigorosamente prescrita e administrada por um veterin�rio. Preven��o Idem a da erliquiose |
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