Quem sou eu?

Meu nome é Luiz, sou Católico Apostólico Romano, portanto, Cristão, Brasileiro, morador do interior do estado de São Paulo. Formado em gestão de tecnologia da informação, extremamente interessado em mecânica, eletrônica e assuntos que remetem a sociedades secretas, suas fés, seu controle sobre a humanidade e como entendê-las.

Sobre este blog:

A ideia deste "blog" de um HTML só é que ele seja SIMPLES, fácil de abrir em qualquer navegador, desde um celular, até um 386 usando um browser que roda em MS-DOS 6.22.
O objetivo é que a informação que esteja aqui seja acessível em sistemas super modernos e no mais arcáico possível dos dispositivos pois em um futuro não muito distante, talvez seja apenas isso que nos reste.
Todos os links serão apontados para dentro deste HTML, a não ser que seja alguma referência externa, mas tentarei evitar isso ao máximo pois a ideia é não ter este blog vinculado a ninguém e nem a nada.
Normalmente eu não vou passar este endereço para ninguém, se vc chegou aqui sozinho, parabéns e fique à vontade, espero que o conteúdo aqui lhe ajude de alguma forma.
Se eu te passei este endereço, é sinal que eu confio em vc, seja responsável com este conteúdo e não me exponha. Lembre-se que eu tenho tanto a perder quanto vc.

Área de acesso rápido ou índice:

Nessa área ficarão os links para acessar rápido os assuntos que tratarei no blog, serão sub-títulos ou capítulos de uma grande história em um enorme "textão" que podem ser acessados de forma mais rápida por aqui:

Primeiro assunto: Jesus Cristo
Minha História: Maverick
Mecânica: Honda CG Titan 125 ano 1995

 

 

 

 

Primeiro assunto: Jesus Cristo

Jesus Cristo é o caminho, a verdade e a vida. Tudo o que um ser humano fizer dentro do caminho deixado por Cristo, seus ensinamentos e conceitos, será abençoado, livrado dos males e, portanto, vai prosperar.
NUNCA duvide, a dúvida gera MEDO e o medo corrompe a fé. Então a frase que todo Cristão deve ter em mente após a primeira frase deste texto é: NÃO TENHAIS MEDO!
Lembre-se também de não usar nomes "terceirizados" para a sua fé como "G.A.D.U.", "O cara lá de cima", "Aquele que tudo vê" e coisas desse tipo.
Professe sua fé como os Cristãos devem o fazer, sem apelidos, sem pronomes esquizitos e "modismos", sua fé é em Jesus Cristo e ponto final!
Nomes alternativos, vão gradativamente turvando sua visão, vão deturpar sua fé e te tirar do caminho certo com sofismas e relativisações que tem o objetivo de corromper o ser humano.
Esse texto vai continuar...

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Minha História: Maverick

Por que um cara que trabalha com "Informática", como falavam na minha época, ou "T.I." se vc for mais novo, foi gostar de um carro que foi produzido no Brasil de 1973 a 1979 e em uma quantidade ridiculamente pequena?
A ideia desta seção da página é explicar isso de uma forma não muito prolixa e cansativa.

O Princípio

O Ford Maverick só caiu no meu gosto por que meu finado e saudoso pai me levava à escola com um Maverick 4 portas Amarelo Tarumã com teto de vinil e motor 4 cilindros OHC que era do proprietário da chácara em que eu e minha família vivíamos. O carro fora emprestado a ele para me levar e buscar quando comecei a estudar, na época em 1990, iniciava-se a escola pelo "prézinho" com 6 anos de idade. Meu pai era caseiro nesta chácara e o carro agilizava o percurso pois era um pouco distante para ir à pé.
Essa rotina deve ter durado algo em torno de 2 anos pois em 1992 meu pai já tinha mudado de emprego e mudamos para a cidade, a chácara ficou com o Maverick mas eu fiquei para sempre com a lembrança dele na minha mente.
As lembranças são tão fortes que ainda me lembro do cheiro que o carro tinha, detalhes do painel, rádio, lembro-me de ter quebrado o quebra-sol do lado do passageiro (criancas...) e de ter deixado certa vez o rádio ligado o que descarregou a bateria do carro, o que me fez perder um dia de aula e levar uma das maiores broncas (muito merecidas) da minha vida.
O tempo passou e esse carro foi vendido para pessoas da cidade em que eu moro, pedi e implorei para o meu pai para ele comprar esse carro, só que eu não tinha noção de valores, tinha menos de 10 anos e só tinha o sonho de ter esse carro pois ficou marcado em minha mente que "era o carro do meu pai". Não deu certo, vi o carro se decompor de dono em dono, lembro-me até de uma batida na porta traseira que deixou ela toda afundada que certa vez vi e me cortou o coração... Este carro foi de propriedade de um investigador da minha cidade que tinha o apelido de "Mandioca", foi com ele que mais vi esse carro e foi com ele que a porta traseira foi amassada.
Ainda me lembro de um dia, já com meus 10 anos mais ou menos, eu estava indo para escola quando vi esse Maverick parado na rua de baixo do posto de saúde central da cidade, eu encarei tanto o carro que me distraí trombei com uma placa de trânsito, me deixou com um galo na testa e minha mãe ficou me chamando a atenção por um longo tempo.
Algum tempo depois, comigo ainda forçando a barra com meu saudoso pai para ele ir atrás de comprar este carro, veio a triste notícia: O carro foi vendido para um fazendeiro do Mato Grosso que tinha grana e amava o carro.
Eu ainda lembro que fiquei chateadíssimo, pois eu queria AQUELE Maverick, o "Maverick do meu pai", o que me marcou a infância e que ficou na minha memória de maneira tão forte por tanto tempo. Como toda criança faria, culpei meu pai, culpei minha mãe, mas eu não tinha ideia da condição difícil que vivíamos, não tinha ideia da luta da vida adulta e o quão pesado é sustentar um lar. Hoje, se eu tivesse a oportunidade de falar com meu saudoso pai, eu pediria perdão por essa atitude mimada que eu tive e tantas e tantas outras que nem cabe escrever aqui.
Foi tudo muito instenso para mim sobre aquele carro e eu prometi a mim mesmo que quando eu me tornasse adulto meu carro seria um MAVERICK.

A vida adulta

O ano era 2003, eu tinha 19 anos, meu saudoso pai me presenteou com o que na minha época era o ápice do reconhecimento como "adulto", a "carta de motorista", hoje chamam de "CNH" e muitos jovens hoje nem ligam tanto quanto a minha geração ligava para isso. Para nós era uma espécie de "emancipação", símbolo de independência e responsabilidade. Eu, como quase todo jovem da minha época, já tinha um emprego, já tinha juntado um pouco de dinheiro e depois de ter a CNH em mãos, algum tempo depois, lá pelo final de 2003 ou início de 2004, comprei meu primeiro veículo: uma moto, CG 125 ano 1998.
Isso em 2004 era uma grande conquista, uma moto com apenas 6 anos de uso, não era de se desmerecer. Meu pai havia ficado muito orgulhoso de mim, ele não era de falar muito, mas ele demonstrava que estava orgulhoso e isso fazia eu me sentir muito bem.
Porém, no caminho para a casa do dono da moto que comprei, pasei por uma garagem de carros (que não existe mais) chamada de "Caliman veículos" e eu vi de relance o que nunca mais sairia da minha memória: Um Maverick cor de vinho... Meu primeiro pensamento: não é para mim.
Algum tempo se passou e eu curti e andei muito com minha moto, até que eu caí de moto, por culpa MINHA (CLARO!), eu havia bebido e abusado da velocidade, não consegui fazer uma curva em uma rotatória que nem existe mais hoje em dia e cheguei em casa com a moto toda detonada, um enorme corte no dedão da mão direita e todo dolorido...
Após esse acidente meus pais fizeram o que quaisquer pais fariam, mandaram que eu sumisse com aquela moto. Eu aceitei, mas condicionei essa venda a eu comprar um Opala e com ajuda deles ainda por cima! Sim, eu admito que eu era manipulador, não me orgulho disso, mas foi o jeito que encontrei para aproveitar aquele momento de uma forma favorável a mim.
Depois dessa jogada, muita coinversa e arte do convencimento, eu tive meio que um "aval" para eu ir buscar o tal Opala que eu queria... Na verdade eu nunca quis um Opala, eu fiz toda essa proposta para ir atrás do Maverick que eu havia visto e pensado que não era para mim. Então eu fui, saí um dia so meu trabalho no almoço e fui na reta da garagem que eu sabia que tinha visto o Maverick vinho até encontrá-lo. Quando eu o vi, parei no meio da rua e fiquei olhando ainda montado na moto, foi uma cena e tanto, tomei coragem e entrei na garagem para ver ele.
Na garagem cheguei como quem sabia exatamente o que queria, sem dúvidas, sem nem sequer pestanejar, olhei o carro de cima a baixo... Não era um espetáculo, mas me servia, era um Maverick, não tão mexido, meio velhinho, cheio de detalhes, muuuitos detalhes...
Fiz a proposta ao dono da garagem, o senhor Mário Caliman, minha moto no valor de R$ 2500,00 e R$ 2000,00 em dinheiro, ele avaliou a moto e aceitou a oferta. "Só" faltava arrumar 2 mil reais sendo que eu ganhava menos de 600 reais por mês. Eu disse a ele que voltaria com o dinheiro na semana seguinte mas que o negócio estava fechado.
Quando cheguei em casa, eu não sabia como explicar o que eu tinha feito, então fui logo do início: Comprei um Maverick. A reação do meu pai e da minha mãe foi de negar tudo de todo jeito, não aceitaram nem um pouco bem, quando falei que eu precisava de 2 mil ainda para concluir o negócio, a reação foi pior ainda... Enfim, depois de MUITO debate eu soltei a frase chorando "eu quero pelo menos tentar, se der errado, eu vendo!", foi assim que convenci minha mãe e por sua vez o meu pai. Eles toparam pegar emprestado 2000 reais para que eu pudesse realizar meu sonho. Nunca vou esquecer desse dia, eu sentado à mesa da cozinha, chorando e pedindo isso para minha mãe, falando dessas coisas, tem momentos que marcam DEMAIS a gente.
Sim, se vc sabe fazer conta de adição, provavelmente chegou à conclusão que eu paguei R$ 4500,00 no meu Maverick, eram outros tempos, o dinheiro valia mais e carro valia MUITO menos!
E o grande dia chegou, eu não sabia dirigir bem ainda, não tinha "as manhas" como dizia meu pai... Eu e o meu pai fomos buscar o Maverick na garagem, lembro até hoje que meu pai ficava me falando para desistir, para comprar um Golzinho, para copar qualquer outra coisa, menos o Maverick, mas eu estava irredutível, sempre fui muito focado no geral, mas nesse assunto de Maverick, era totalmente radical. Meu saudoso pai ouviu muitos "não" da minha parte naquele dia, não tenho orgulho disso, talvez hoje eu faria diferente, mas hoje eu sei o que é andar de Maverick por causa dos meus pais e dos "não" que eu dei naquele dia ao meu pai...
Chegando na garagem, acho que meu pai quis sair correndo sem nem olhar para trás, ele olhou o carro (ele não tinha visto ele ainda!) e disse que era bem judiado e que estava bem feio, perguntou se era isso mesmo que eu queria e, obviamente, disse que sim sem nem pensar meia vez. A cara de bravo e decepcionado dele era inconfundível.
Foi feito o pagamento do carro e meu pai veio dirigindo o carro até um posto de gasolina onde abastecemos o carro, com o dinheiro do meu pai por que eu não tinha UM CENTAVO sequer, após abastecer ele me deixou perto do meu trabalho e foi para casa. Ele vio a me dizer depois que o carro não tinha freio, deu bastante trabalho pois o carburador estava bem sujo. Foi uma tremenda realização para mim, mas com toda certeza o início de uma ENORME dor de cabeça para o meu pai.
Alguns detalhes interessantes: meu pai ODIOU a cara do dono da garagem, traçou o perfil do cara em um minuto de conversa: malandro, cara larga, rolista, clássico. Ele demorou quase 1 mês para arrumar o recibo do carro, liguei algumas vezes, fiquei com medo de perder a grana, o carro e toda a bronca que eu ia levar dos meus pais nessa situação. Mas finalmente num dia de tarde ele me ligou e disse que o recibo estava em mãos. O carro era de Pereira Barreto, por isso a demora (essa era a desculpa do garageiro) mas que se resolveu como deveria ser. O carro era de Pereira Barreto e havia sido retirado na revenda chamada CARJE de Araçatuba.
Meu pai levou o carro para vistoriar afim de fazer a transferência para o meu nome e adivinhe quem fez a vistoria do carro? Sim, o investigdor conhecido como "Mandioca", o mesmo que comprou o Maverick da chácara, uma pequena coincidência da vida, antigamente nas cidades menores eram os investigadores de Polícia Civil que vistoriavam os veículos, não existiam as empresas de vistoria como hoje em dia. Meu pai disse que ele só perguntou se o carro veio andando e se "tudo funcionava", seta, farol, buzina. Claramente meu pai confirmou tudo e disse que o carro era de outra cidade, ele então solicitou a traca de targeta de nome de cidade da placa. Ele nem olhou o carro. Algo bem comum para a época, final dos anos 90, início dos anos 2000. Lembre-se que estamos em Abril de 2004.

Esse texto vai continuar...

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