Uma Conversa com Deepak Chopra
Deepak Chopra foi entrevistado pela conhecida revista norte-americana Magical Blend, que nos concedeu a permiss�o parra reproduzir o texto. Ele fala sobre seus novos livros e sobre como viver em equil�brio.

Michael Peter Langevin e Mike Richman publicado na revista Magical Blend (http:/www.magicalblend.com).

Tradu��o: PM Agria. Imagem de abertura: Alex Alprim

O Dr. Deepak Chopra �, sem d�vida, uma das figuras mais respeitadas e populares nos campos de bem-estar e desenvolvimento humano.

Fundador e diretor do Chopra Center for Well Being, em La Jolla, California, ele � mundialmente conhecido como professor, palestrante e escritor, autor de mais de 301ivros, incluindo Torne-se Mais Jovem, Viva Mais Tempo (Grow Younger, Live Longer). Seu livro mais recente � The Deeper Wound: Recovering the Soulfrom Fear and Suffering (A Ferida Mais Profunda: Recuperando a Alma do Medo e do Sofrimento), publicado pela Harmony Books, que ser� lan�ado no Brasil pela Editora Rocco.

Gostamos muito de seu livro, Torne-se Mais Jovem, Viva Mais Tempo. Em sua vis�o, quais s�o os h�bitos mais importantes que dever�amos cultivar para desenvolver longevidade, sa�de e alegria?

Acho que o livro resume realmente tudo isso, mas eu diria que o fator mais importante � saber como controlar o estresse, ter uma experi�ncia de vida que seja f�cil, sem esfor�o, espont�nea, n�o ter ansiedade, e ser alegre. Esse � o h�bito mais importante que voc� pode cultivar como modo de vida.

O estresse �, obviamente, um culpado oculto e importante por tr�s de muita enfermidade, morte e doen�a. Como voc� recomendaria que reduz�ssemos nosso n�vel de estresse, particularmente diante de alguns dos eventos dos �ltimos meses (os jornalistas referem-se ao atentado de 11 de setembro e suas conseq��ncias)?

Obviamente, n�o existe qualquer f�rmula; todas as pessoas t�m suas t�cnicas favoritas. Podemos falar sobre m�sica, medita��o, ioga, t�cnicas respirat�rias, relaxamento. A coisa mais importante para se entender � que as pessoas ficam estressadas quando suas necessidades s�o amea�adas e que todos n�s, como seres humanos, temos necessidades fundamentais tais como a sobreviv�ncia, a seguran�a, o amor, a necessidade de possuir coisas, a auto-estima e a espiritualidade. Quando as necessidades s�o amea�adas - e s�o amea�adas, certamente, pela trag�dia que aconteceu -, a primeira coisa � que as pessoas sentem-se arrancadas do fluxo da vida. Sentem-se isoladas e separadas, e isso acarreta muito medo. Se o ocorrido for muito repentino, o medo levar� ao choque, ao torpor e � nega��o, porque voc� n�o quer acreditar que aconteceu.

Segue-se uma fase de vulnerabilidade e desamparo.

Essa � uma oportunidade de fazer contatos, oferecer e procurar ajuda, e de se aproximar realmente de outras pessoas, pois esse est�gio de vulnerabilidade e desamparo � se n�o for enfrentado apropriadamente atrav�s da procura e contato com pessoas - levar� a ataques de p�nico ou ansiedade aguda. Logo, procura-se um escape atrav�s da raiva e da hostilidade, pois a raiva serve para dois prop�sitos: ela lhe d� algo externo para focalizar, em vez de encarar o que est� acontecendo no intenor; e tamb�m lhe d� uma sensa��o de controle, ou seja, a pessoa tem alguma coisa para fazer. Logo, a raiva e a hostilidade tornam-se justificativas para mais raiva e hostilidade e, atrav�s dessa justificativa, t�m-se viol�ncia, intoler�ncia e, finalmente, terrorismo, que depois leva a um estado de ansiedade cr�nica em que cada pequeno est�mulo no ambiente provoca ansiedade. E, no final, muito desperd�cio de energia, depress�o e culpa, o que depois perpetua o ciclo de raiva, hostilidade, ansiedade, depress�o e culpa.

Essa � a anatomia do medo, sempre que nossas necessidades s�o amea�adas. Ent�o, para responder sua pergunta de uma maneira bastante simples, pergunte a si mesmo: "Do que estou precisando agora na �rea de sobreviv�ncia, seguran�a, amor, posses, auto-estima e espiritualidade?" Depois, procure cumprir essas necessidades. Essa � a melhor maneira de impedir que seu corpo e mente entrem em entropia.

Como isso funciona no mundo cotidiano?

Existem tr�s componentes em qualquer experi�ncia: h� o est�mulo externo, uma interpreta��o interna e uma resposta biol�gica do corpo.

Ent�o, considerando essas tr�s coisas, podemos dizer que talvez possamos mudar o ambiente e, algumas vezes, isso � poss�vel, outras, n�o.

Se ficar preso em um engarrafamento lhe causa muito estresse, ent�o voc� pode mudar o ambiente, pode sair para trabalhar mais cedo, ou ir trabalhar mais tarde, mudar de emprego ou de casa. Ent�o, primeiro voc� pergunta: "O que posso fazer para mudar o que vejo como uma amea�a para mim e para o ambiente? Como posso mudar o est�mulo externo?" A segunda coisa que se pode fazer � dizer: "Muito bem! N�o posso mudar o est�mulo externo; o que posso fazer para reinvent�-lo, para mudar o contexto do est�mulo, para entender a oportunidade em seu bojo?" Em outras palavras, como posso fazer uma limonada s� tendo lim�es?

Ent�o, isso � reinventar, reinterpretar, mudar o contexto, e existem muitas maneiras cognitivas e perceptivas de fazer isso. A terceira coisa que se pode fazer � mudar sua resposta biol�gica.Voc� n�o muda o est�mulo, n�o muda o contexto, mas pode mudar sua resposta biol�gica aprendendo a relaxar seu corpo ou aquietar sua mente. � a� que coisas como treinamento aut�geno, reflexologia, relaxamento muscular progressivo, massagem, medita��o e t�cnicas psicofisiol�gicas assumem um papel importante. N�o h� qualquer resposta pronta para todo mundo, mas quando voc� observa uma pessoa, voc� v� como a vida dela est� transcorrendo, e voc� a ensina como assumir responsabilidade por suas emo��es, como vivenci�-las, identific�-las, exprimi-las, liber�-las, compartilh�-las, e como celebrar a experi�ncia de vida sem criar intoxica��o emocional e turbul�ncia t�xica em seu sistema de mente-corpo.

Voc� diria, realmente, que o amor � a resposta definitiva para a maior parte desses problemas que temos entre n�s ou com n�s mesmos?

Sim, o amor � o oposto de medo e isolamento, mas voc� sabe que, se est� se sentindo amea�ado em suas necessidades, provavelmente, nem mesmo ter� tempo para pensar em amor.

Em seu livro, Como Conhecer Deus (How To Know God), voc� diz que as pessoas t�m como escolher a forma pela qual se relacionam com Deus.

Sim, penso que a experi�ncia divina depende do n�vel da consci�ncia. Nas tradi��es orientais, esses n�veis de consci�ncia freq�entemente s�o referidos metaforicamente como os sete chakras. Em meu livro, expliquei os mesmos sete n�veis de consci�ncia em termos de respostas biol�gicas, come�ando com a resposta de luta/fuga, a reativa, a resposta de consci�ncia em repouso, a intuitiva, a criativa, a vision�ria e, finalmente, a sacra. Ent�o, come�amos com n�veis de consci�ncia limitados e, na s�tima resposta, chegamos a um n�vel de consci�ncia infinito e desprendido, n�o-conceitual, inef�vel, por�m experiencial. Assim, o livro � realmente uma vers�o contempor�nea de um dos modos mais antigos de considerar a experi�ncia da divindade.

Em sua pr�pria vida, voc� � um exemplo para as pessoas devido � extens�o, criatividade e produtividade de suas atividades cotidianas.

Bem, eu poderia lhe dizer que � a minha atitude interior que est� acontecendo. O oceano se eleva em ondas e, depois, estas descem. Ent�o, o fen�meno ao qual as pessoas se referem quando falam de Deepa Chopra � uma ondula��o no oceano da consci�ncia, que vai baixar em algum momento. E, enquanto isso durar, podemos nos divertir.

Como outras pessoas podem seguir seu exemplo, aumentando sua alegria de viver e melhorando a qualidade de sua exist�ncia?

Penso que a chave � n�o ser demasiadamente obstinado com rela��o �s opini�es, n�o ser dogm�tico ou defensivo. � importante passar um tempo sozinho, praticar n�o-fixa��o, ficar quieto, testemunhar o mist�rio da vida que nos circunda em cada momento da nossa exist�ncia, enquanto ele acontece espontaneamente.

Quais seriam os maiores empecilhos que ficam no caminho das pessoas que despertam para essas mudan�as?

Acho que quanto mais pensamos em n�s mesmos maior ser� o impedimento Quanto mais nos concentramos em objetivos pessoais, gratifica��o do ego e ambi��o menos chance haver� de acessarmos os reinos mais profundos da exist�ncia. Algumas vezes, em momentos de sil�ncio, voc� consegue perceber que n�o existe uma pessoa; existe somente o universo fingindo ser uma pessoa.

Na procura das pessoas por Deus ao longo dos s�culos, elas geralmente se voltavam para a religi�o. Contudo, o papel da religi�o na vida das pessoas parece estar mudando radicalmente.

Bem, o papel da religi�o tem sido etnocentrismo, fanatismo, racismo. �dio, guerra, limpeza �tnica, assassinato e estupro. Vamos ser honestos: nenhuma religi�o pode afirmar ter realmente oferecido salva��o para a humanidade. As religi�es t�m girado ao redor de controle, poder, conquista e dinheiro. Al�m disso, os fundadores da religi�o n�o foram fundadores intencionais. N�o acredito que Cristo se considerava um crist�o, que Buda se considerava um budista ou que Maom� se considerava um mu�ulmano. Essas s�o institui��es que se desenvolveram depois, e mesmo tendo oferecido conforto e o senso de comunidade, globalmente elas dividiram mais do que unificaram. Ent�o, � medida que entramos em um mundo, uma economia, uma cultura e uma internet globalizados, penso que tamb�m entraremos em uma espiritualidade globalizada.

Voc� acha que a religi�o se desenvolveu dessa forma porque tenta captar a verdade e engess�-la?

Ela faz isso. Outra coisa � que a Verdade � t�o poderosa, e possui um efeito t�o incr�vel nas vidas das pessoas, que os indiv�duos que pensam que s�o donos dela - ou os que est�o pr�ximos daqueles que a forneceram - ficam tentados a usar esse poder para gratifica��o do ego. A tenta��o � ficar intoxicado pelo poder que ela lhe confere.

Voc� diria que o poder intoxicante � a mesma coisa que experimentar o contato com o Universo, ou com Deus?

N�o � a mesma coisa, porque o vislumbre do poder real d� origem � tenta��o de us�-lo. O poder � bom se voc� n�o us�-lo para controlar outras pessoas. Penso que as pessoas realmente espirituais n�o t�m qualquer direito ou poder sobre outras e, mesmo assim, s�o extremamente poderosas.

Muitos de seus livros t�m aconselhado pessoas no sentido de viverem vidas mais saud�veis e satisfat�rias. Que papel voc� acha que o corpo exerce no desenvolvimento espiritual das pessoas?

� muito importante. Se seu corpo n�o estiver saud�vel, voc� n�o ir� ter a aten��o focalizada para cultivar o estado de consci�ncia que lhe confere uma experi�ncia espiritual. De forma semelhante, se voc� for pobre e n�o conseguir se alimentar, n�o ir� pensar em coisa alguma al�m de suplicar a Deus como um pedinte. Vivekananda, o grande fil�sofo indiano, costumava dizer que � um insulto falar sobre espiritualidade a algu�m que est� faminto - primeiro, voc� tem de aliment�-lo. Os pobres materialmente geralmente s�o pobres culturalmente, em educa��o, em consci�ncia ou em esp�rito. Mas n�o enxergamos a pobreza como um desequil�brio no ecossistema, em boa parte na mesma forma que a ostentosa e extravagante exibi��o de riqueza. Existe algo na exibi��o de extravag�ncia e riqueza que pode ser vulgar e degradante. Acho que precisamos reconhecer que ambos os extremos s�o realmente perigosos para nossa evolu��o.

Como as pessoas podem agir para fazer diferen�a no estado do planeta?

Pergunte constantemente a si mesmo: "Como posso ajudar? Qual � o meu papel, como posso servir?" E reconhe�a que h� alegria, realiza��o e sucesso tremendos que prov�m disso. A chave do sucesso � saber que, quando voc� n�o se prende a ele como objetivo propriamente dito, � a� que ele acontece.

Quando escuto alguma de suas fitas ou converso com pessoas que o ouviram falar, voc� parece ter uma capacidade incr�vel de fornecer informa��es, fatos e cifras. Voc� sente que fez alguma coisa para acentuar a capacidade de funcionamento de seu c�rebro ou mente?

Desde a inf�ncia, tenho um apetite voraz por ler e aprender, e fa�o isso o tempo todo. Tamb�m estou sempre escrevendo. Posso estar escrevendo quatro ou cinco livros ao mesmo tempo e, simultaneamente, estar lendo quatro, cinco ou dez livros. Acho que sou um compulsivo-obsessivo!

Parece que voc� se d� muito bem com isso. Qual voc� acha ser o melhor conselho que podemos dar aos leitores de nossa revista?

Existem quatro maneiras de entrar em contato com a divindade, que s�o descritas nas tradi��es orientais. Chamam-se os quatro iogas, com ioga significando "uni�o".

O primeiro � o karma voga, que significa o ioga de a��o. O ensinamento b�sico � que n�o importa o que voc� fa�a, sempre que agir, sinta que � um instrumento do divino, que cada a��o sua, cada respira��o sua, � um movimento divino do eterno. Como resultado disso, voc� nunca tem de se preocupar com as conseq��ncias, pois sempre estar� fazendo a coisa certa. Se voc� tiver a atitude interior de que � um instrumento para que a intelig�ncia universal se expresse, ent�o isso acontecer�.

O segundo � o raja yoga, que � a pr�tica de medita��o, ora��o, solid�o, introspec��o e contempla��o.

O terceiro � o bhakti yoga, que � o amor. Fa�a do amor as rela��es mais importantes e promissoras, e a atividade mais importante de sua vida.

O quarto � o jnana yoga, o cultivo do intelecto. Estude, leia, procure por sinais.- os sinais s�o o melhor caminho para compreender as leis da natureza, e o que s�o essas leis se n�o os pensamentos de Deus?

Quando voc� fala do divino, voc� o imagina como uma entidade individual?

Voc� pode fazer isso se ajud�-lo, mas para mim o divino � a intelig�ncia infinita que se orquestra em tudo, desde uma folha de capim at� gal�xias e supernovas, buracos negros e todos os universos que continuam se expandindo no infinito, bem como meus pensamentos e sensa��es mais �ntimos.

Voc� acha que a forma como nossas vidas se desdobram, com todos seus desafios, reveses e desapontamentos, � realmente o universo tentando experimentar ou expandir suas experi�ncias? Que a maneira pela qual nossas vidas se desdobram, com todos os seus reveses, desapontamentos e dificuldades, � o universo experimentando atrav�s de cada Indiv�duo?

Acho que, provavelmente, essa � uma boa maneira de ver a quest�o. O universo n�o tem significado, inerentemente. Os significados que n�s lhe conferimos prov�m do contexto, das rela��es e experi�ncias de nossa pr�pria vida, de forma que o contexto, o significado e a rela��o ficam entrela�ados. E se voc� tem a atitude de que as dificuldades e adversidades que experimentamos podem ser oportunidades para crescimento pessoal, ent�o isso caminhar� nessa dire��o. Se voc� der outra interpreta��o, ent�o isso levar� ao sofrimento. A interpreta��o depende de n�s.

Falando sobre equil�brio e sustentabilidade, como voc� definiria a frase "viver em equil�brio" a partir da perspectiva do indiv�duo, bem como da sociedade mundial?

Equil�brio, em termos m�dicos, � uma coisa chamada homeostase, que significa que sempre existe uma al�a de retroalimenta��o auto-referida que mant�m um estado de n�o-altera��o din�mica no meio da mudan�a. Assim, seu n�vel de a��car no sangue permanece entre 80 e 120, seu n�vel de colesterol permanece entre determinados n�veis - em outras palavras, h� uma varia��o de n�o-altera��o no estado de mudan�a din�mica. Tanto a mudan�a quanto a n�o-altera��o s�o mantidas dinamicamente juntas em homeostase - esse � o estado de equil�brio, e s� pode ser atingido atrav�s de uma integra��o de corpo, mente, esp�rito e ambiente em uma s�rie cont�nua.

Voc� come�a a ver que o ambiente � uma extens�o de seu corpo, que seu corpo � uma extens�o de sua mente, que sua mente � uma extens�o da consci�ncia e que, no n�vel mais profundo, voc� � a consci�ncia que projeta mente, corpo e ambiente. O ambiente em que voc� se encontra � o que voc� criou, e assumir responsabilidade, portanto, significa entender a mec�nica dessa n�o-altera��o din�mica no meio da mudan�a, e � a isso que todas as tradi��es de conhecimento se referem.

Podemos reprogramar essas din�micas e mecanismos?

N�o gosto de usar apalavra "programa", pois ela envolve manipula��o, e eu n�o gostaria de manipular o que � natural. Acho que podemos sair da programa��o que nos faz ficar desequilibrados, que � realmente a hipnose de nosso condicionamento social, cultural e, freq�entemente, religioso.

Juntamente com o livro Torne-se Mais Jovem, Viva Por Mais Tempo, voc� fez um CD, com o talentoso Dave Stewart, que muitos conhecem da banda Eurythmics. Como isso aconteceu?

Dave freq�enta minhas palestras e se interessa por esse assunto. Freq�entemente, ap�s as palestras, pass�vamos alguns minutos improvisando diante do p�blico. Sempre houve uma boa resposta, ent�o, um dia dissemos: "Vamos fazer!"

Como voc� definiria sua pr�tica di�ria pessoal?

Eu medito cerca de 1 h30 a 2 horas todos os dias, e me exercito cerca de 1h30 a 2 horas. Meu dia come�a �s 4 horas da manh�, e vou para a cama geralmente por volta de 10h ou 10h 30 da noite. Exceto quanto a essas duas coisas em que sou bastante regular, tudo mais � muito espont�neo, dependendo do que preciso durante o dia; assim, n�o fico preso a qualquer resultado.

Seu exerc�cio � predominantemente ioga?

N�o. Na verdade, � uma combina��o de uma hora de exerc�cios cardiovasculares e vinte minutos de ioga. Depois, tamb�m fa�o treinamento com pesos.

Finalmente, com refer�ncia a dois de seus projetos recentes, se nosso prop�sito � "conhecer Deus", bem como "nos tornarmos mais jovens e vivermos mais", voc� acha que se as pessoas conhecessem verdadeiramente Deus, elas iriam querer viver mais?

Penso que a �nica raz�o para viver mais seria usar seu corpo e mente para explorar a consci�ncia. O desejo de viver mais, ou de n�o prolongar a vida, seria bastante pessoal. Ele se basearia no karma de uma pessoa. Portanto, seria algo bastante individual. A raz�o principal para viver uma vida longa e saud�vel � que seu corpo � o ve�culo para sua consci�ncia, e se voc� vai entrar nessa rodovia c�smica, bem que voc� poderia ter uma boa viagem.
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