Quem � voc�?
O que eu gostaria de fazer � dar a voc�s uma id�ia de quem voc�s s�o.

A id�ia comum de quem n�s somos v�m da �supersti��o� do materialismo.

Normalmente pensamos em n�s como um corpo f�sico que aprendeu como pensar, e como uma esp�cie de ego encapsulado na pele que est� confinado num saco de carne e osso e que passa o tempo de uma vida espremido no volume de um corpo.

Esta id�ia de quem n�s somos vem a n�s porque n�s interpretamos a realidade atrav�s dos nossos sentidos.

N�s pensamos que nossos sentidos nos d�o uma imagem precisa do mundo.

Mas a verdadeira �natureza� da realidade est� al�m dos nossos sentidos.

N�s temos esta id�ia de que a experi�ncia sensorial � o teste crucial da realidade, que somente se eu puder tocar alguma coisa ou ver alguma coisa � que ela realmente existe, caso contr�rio isto est� "apenas na minha imagina��o".

Por�m, mesmo do ponto de vista do "senso comum", n�s sabemos que isto n�o � verdade. Por que?

Meus sentidos me dizem que a terra � plana e ningu�m acredita mais nisso.

Meus sentidos me dizem que o ch�o no qual eu estou de p� est� parado, mas eu sei que ele est� se movendo atrav�s do espa�o numa velocidade estonteante.

Meus sentidos me dizem que o sol nasce no oriente e se p�e no ocidente, quando na verdade sabemos que � a terra e n�o o sol que se move.

Meus sentidos me dizem que as coisas t�m uma certa textura, cor, cheiro - mas na realidade o que eu percebo dessas coisas n�o � realmente sua natureza intr�nseca, � a resposta (natureza) do observador.

E como os meus sentidos decodificam alguma coisa que � muito mais vasta, mais abstrata e bastante inef�vel?

Neste momento, 99% das pessoas nesta sala est�o recebendo menos do que um bilion�simo dos est�mulos que est�o presentes nesta sala.

Os est�mulos que as pessoas realmente recebem � governado pelo �conceito� daquilo que ela pensa que existe "l� fora" (fora dela). Sem o conceito voc� n�o vai perceber. Com efeito, isto n�o existe para voc�.

O que n�s chamamos realidade � o resultado de uma cole��o de nossas experi�ncias subjetivas - Se acontecer da gente concordar com essas experi�ncias subjetivas, n�s chamamos isto de "ci�ncia objetiva".

Mas, "ci�ncia" n�o � nada mais do que um m�todo de explorar o nosso mapa daquilo que n�s pensamos que � a verdade.

Ci�ncia n�o � um m�todo para explorar a verdade. Ci�ncia � somente uma extens�o do nosso mapa da realidade (somente um dos modos de �express�o� da experi�ncia humana).

O modelo de quem n�s pensamos ser realmente est� congelado em um modo obsoleto de pensar � � o modelo que concebe o corpo como uma estrutura anat�mica congelada.

De fato, o corpo humano (como tamb�m tudo mais na cria��o) � um rio de intelig�ncia, energia e in-forma��o (�impulsos� com capacidade de gerar �forma�- portanto �inteligente�) que est� constantemente se renovando durante cada segundo desta exist�ncia.

Assim como n�o podemos entrar no �mesmo� rio duas vezes, porque da segunda vez outras ser�o as �guas, o Eu real, que � permanente, n�o pode entrar no �mesmo� corpo duas vezes. Cada segundo voc� est� renovando seu corpo mais facilmente do que antes.

O corpo f�sico que voc� tem agora n�o � o mesmo que voc� tinha 20 minutos atr�s.

Uma pessoa pode examinar um n�mero de processos psicol�gicos para ver como isto � literalmente verdadeiro.

Vamos considerar apenas o ato de respirar: a cada inspira��o voc� inala 10 elevado a 22 �tomos do universo. � uma quantidade astron�mica de material cru que vem de todos os lugares e termina como estrutura celular renovada do corpo.

A cada expira��o, voc� est� expirando 10 elevado a 22 �tomos do universo, que t�m sua origem em todos os lugares dentro do corpo.

Voc� est� literalmente respirando peda�os dos seus �rg�os, tecidos e estruturas de DNA. Tecnicamente falando, n�s estamos compartilhando intimamente nossa estrutura interna uns com os outros o tempo todo. Voc� n�o pode reivindicar exclusividade sobre o seu corpo.

Na literatura V�dica, os Rishis disseram:

"Quando eu descobri quem eu realmente era eu descobri que eu n�o estou na mente, mas a mente est� em mim; eu n�o estou no corpo, mas o corpo est� em mim; eu n�o estou no mundo mas o mundo est� em mim, curvado de volta dentro de mim eu me crio de novo e de novo.

Em ess�ncia, eu sou Aquilo que cria tudo Daquilo - eu sou Aquilo, voc� � Aquilo, tudo isto � Aquilo e isto � tudo que h�; se voc� descobrir Aquilo, ent�o voc� tem Tudo."

Existem alguns experimentos que eu gostaria de falar a respeito porque eles s�o cruciais para este entendimento.

Um experimento foi publicado pelo Dr. Herbert Specter, pelo Instituto Nacional de sa�de, aonde ele deu a ratos uma inje��o de um qu�mico (chamado "polyIC") que estimula o sistema imunol�gico. Ao mesmo tempo, ele fez com que esses ratos cheirassem c�nfora. Depois de algum tempo, ele descobriu que sempre que estes ratos cheiravam c�nfora eles estimulavam o seu pr�prio sistema imunol�gico. Outros cientistas verificaram este trabalho e confirmaram que:.

Se voc� contaminasse os ratos com bact�ria de doen�a e fizesse com que eles cheirassem c�nfora, eles n�o ficariam doentes. Conclus�o: A diferen�a crucial entre vida e morte � a interpreta��o da mem�ria do cheiro da c�nfora - a interpreta��o da mem�ria.

Isto tem qualquer sentido para n�s?

Pode apostar que sim, porque isto � tudo que a gente faz. N�s estamos constantemente interpretando nossas mem�rias.

Em m�dia os humanos tem mais ou menos 60.000 pensamentos por dia. O que � desconcertante � que mais ou menos 95% dos pensamentos que voc� teve hoje s�o os mesmos que voc� teve ontem.

Humanos se tornaram "bandos de reflexos condicionados" constantemente reestimulados e provocados pela m�dia, pessoas e circunst�ncias nos mesmos eventos qu�nticos, eventos bioqu�micos, resultados comportamentais e experi�ncias de vida.

N�s nos tomamos "v�timas" da mesma repeti��o das nossas mem�rias obsoletas. A ironia � que o seu atormentador de hoje � o voc� que sobrou de ontem.

Imagine que o edif�cio que n�s estamos � feito de tijolo e voc� tem a habilidade de mudar cada tijolo do edif�cio uma vez ao ano - que � o que n�s fazemos com nosso corpo f�sico.

Voc� pergunta... bem, se eu estou realmente reconstituindo meu corpo inteiro a cada ano, ent�o porque eu ainda tenho este problema nas costas e esta artrite?

A quest�o � que atrav�s da resposta condicionada e apego ao conhecido, n�s engendramos os mesmos eventos qu�nticos atrav�s da nossa pr�pria auto-intera��o que t�m o mesmo resultado.

Na antiga literatura V�dica da �ndia, em um lugar o Sr. Shiva diz:

"Veja o mundo como se fosse pela primeira vez; veja atrav�s dos olhos de uma crian�a e subitamente descubra que voc� est� Livre".

Escravid�o n�o � outra coisa sen�o ver o mundo atrav�s da camuflagem de id�ias pr�-concebidas, no��es, expectativas, interpreta��es, r�tulos, descri��es, defini��es, avalia��es, an�lises e finalmente com julgamento.

Se voc� pudesse ver o mundo sem julgamento, voc� o veria como uma crian�a - fresco, com infinitas possibilidades, todas contidas num Eterno continuum.

O que voc� precisa para ser livre n�o � do desconhecido � mas do conhecido.

�Liberdade� do Conhecido � o que n�s precisamos.

Eu preciso pular no Desconhecido a cada segundo das nossas vidas, porque o Conhecido n�o � outra coisa do que padr�es r�gidos de condicionamento do passado - mem�rias e pesos do passado.

O Conhecido est� dentro da consci�ncia temporal. A consci�ncia temporal � a consci�ncia da Auto-Imagem (ego).

Atrav�s da nossa pr�pria interpreta��o n�s abandonamos o Eu superior pela Auto-Imagem.

A Auto-Imagem n�o � nada mais do que uma m�scara social, o verniz de prote��o e a m�scara atrav�s da qual n�s nos escondemos.

A Auto-Imagem tem somente um objetivo: ela quer se refor�ar a si mesma o tempo todo.

A Auto-Imagem tem uma consci�ncia temporal, aonde cada a��o comportamental � provocada em antecipa��o de uma resposta ou em persegui��o de uma mem�ria.

Neste momento, no seu corpo f�sico, voc� tem mais de um milh�o de �tomos que j� estiveram no corpo de Cristo, Maom�, George Bush e todo mundo. Todo mundo que alguma vez existiu. Parte do material cru deles est� no seu corpo.

Apenas nas �ltimas tr�s semanas um quatrilh�o de �tomos entraram no seu corpo depois de terem passado atrav�s dos corpos de cada esp�cie viva no planeta.

De acordo com os estudos dos is�topos radioativos, voc� regenera quase todo o seu corpo em um ano.

Noventa e oito porcento de todos os �tomos do seu corpo s�o substitu�dos em menos de um ano.

Voc� literalmente faz um f�gado novo a cada seis semanas, uma nova pele a cada m�s, uma nova parede do novo est�mago a cada cinco semanas, um novo esqueleto a cada tr�s meses, as c�lulas do c�rebro a cada ano e o DNA (que guarda a mem�ria de milh�es de evolu��es), v�m e v�o a cada seis semanas.

Se voc� quiser prestar conta de cada �tomo no seu corpo, s�o todos substitu�dos em menos de 2 anos.

Se voc� pensa que voc� � o seu corpo f�sico, voc� certamente tem um problema:

De qual corpo voc� est� falando?

O que aconteceu com o corpo do ano passado?

Voltou � poeira de onde uma vez ele veio... Est� morto e ainda assim eu n�o morri. Este � o primeiro grande insight que a ci�ncia est� come�ando a compreender.

Eu estou constantemente vivendo a morte f�sica do corpo. Neste exato momento.

Talvez o corpo seja um lugar que as minhas mem�rias chamam de "casa" pelo tempo de exist�ncia.  

Em outras palavras, n�o � mat�ria quem produz Consci�ncia - � o contr�rio.

� a consci�ncia que produz mat�ria. Consci�ncia que constr�i e se torna mat�ria f�sica.

� isto apenas uma especula��o filos�fica Oriental?

Eu gostaria de dizer que este � um insight cient�fico. Se voc� for a um f�sico e perguntar:

"Qual � a verdadeira natureza da realidade f�sica?"

O f�sico pode te dizer que a verdadeira natureza da realidade f�sica � que ela n�o � f�sica.

Se voc� olhar para qualquer coisa "material" voc� ver� que ela � feita de �tomos, que s�o feitos de part�culas movendo-se a uma alta velocidade em torno de enormes espa�os vazios - e estas part�culas n�o s�o objetos materiais de modo algum. S�o flutua��es de energia e informa��o que ocupam um enorme Vazio de informa��o e energia.

Visto atrav�s dos olhos de um f�sico e n�o atrav�s da experi�ncia sensorial humana, o corpo humano (ou qualquer outra coisa f�sica) � proporcionalmente t�o Vazio quanto o espa�o intergal�ctico.

Se voc� pudesse ver alguma coisa como ela realmente � voc� veria um enorme Vazio com alguns pontos fragmentados (eles mesmos sendo energia) e algumas descargas el�tricas (mais energia).

O fato � que 99,99999% do corpo humano ou de qualquer coisa � basicamente espa�o vazio. O 0,00001% que parece material tamb�m � espa�o vazio.

A coisa toda � feita atrav�s do nada.

O material essencial do Universo � aquele que n�o � material de jeito nenhum.

A "coisa" essencial do Universo � "n�o-coisa".

O aspecto mais interessante disto � que n�o apenas � "n�o coisa" mas est� pensando "n�o coisa" porque nosso espa�o interior (assim como o espa�o interior do universo) n�o � somente um V�cuo - � o �tero da Cria��o - a natureza vai para o mesmo lugar para criar uma gal�xia ou um corpo humano assim como um pensamento.

Por que o que � um pensamento?

Um pensamento n�o � outra coisa sen�o um impulso de energia e informa��o vindo do mesmo Campo Unificado que estrutura e engendra todas as for�as da natureza que, em �ltima inst�ncia, s�o experienciadas como "realidade material".

Por si s�, o campo est� al�m do �corpo� e da �mente�. O �pensador� n�o est� localizado no reino do corpo ou mente - o campo � o �pensador� atr�s do pensamento, assim como, a causa da mente e do corpo.

Um grande pensador Sufi uma vez disse: "Al�m das id�ias de fazer certo ou fazer errado, existe um campo - eu encontro voc� l�."

Einstein falou sobre o campo. N�o � somente um campo para eventos de espa�o-tempo que n�s chamamos "realidade material", mas um campo de potencialidade.

� um continuum de todas as possibilidades e estados de energia de informa��o que subseq�entemente se manifesta em eventos de tempo-espa�o.

V� al�m da consci�ncia temporal e voc� vai encontrar o Eu, Consci�ncia Sem Tempo, porque o Eu est� al�m do corredor do tempo-espa�o, energia e mat�ria, o Eu tem uma consci�ncia sem tempo na qual a Vida � supremamente concentrada no Presente.

Na literatura V�dica, os Rishis dizem:

"Eu n�o me preocupo com o passado, eu n�o estou sobrecarregado pelas Culpas e Mem�rias do passado, eu n�o antecipo o Futuro ou tenho Medo dele, porque a minha Vida est� supremamente concentrada no Presente - a resposta certa para cada situa��o acontece para mim como ela ocorre - porque constru�do dentro de meu Eu est� um processo que � ainda mais preciso do que pode ser encontrado dentro das limita��es do pensamento racional - n�o existe destino pior do que ser pego em mecanismos de racionalidade".

Quando uma pessoa escapa dos mecanismos da racionalidade, ent�o uma pessoa escapa da pris�o do condicionamento tempo-espa�o e causa. Voc� deve ir al�m do Intelecto. Experi�ncia sensorial n�o � o teste crucial da realidade.

Ent�o, se nossos corpos s�o id�ias auto-engendradas, a pergunta � "Quem est� tendo estas id�ias?"

Eu gostaria de dizer que esta pessoa que "faz a escolha� � � �n�o-local� � n�o est� confinada dentro do corpo, voc� n�o pode alfinet�-lo em qualquer lugar, porque ele est� em todo lugar e em nenhum lugar ao mesmo tempo.

Voc� n�o pode encontrar o local daquele que decide movimentar o seu bra�o.

Voc� pode encontrar no c�rebro a execu��o do comando, mas n�o aquele que decide movimentar o bra�o.

Onde est� aquele "que faz a escolha"?

Aquele que faz a escolha est� no espa�o silencioso entre os nossos pensamentos. Este espa�o cont�m escolhas infinitas e em cada pequeno espa�o entre cada pensamento existe o Eu sentado l�, como parte do "pensador atr�s dos pensamentos".

Aquele espa�o � a janela e o v�rtex (redemoinho) transformador atrav�s do qual a mente individual se comunica com a Mente C�smica. Este processo � a restaura��o da mem�ria do todo - de quem n�s somos.

Eu Sou o Esp�rito Ilimitado que est� presente em cada pedacinho da manifesta��o.

Eu apenas escolhi este aqui por esse tempo - um acontecimento de tempo-espa�o do continuum da Eternidade.

Ter a restaura��o desta mem�ria, no n�vel da experi�ncia, � ser livre e inteiro. Voc� pode realizar qualquer coisa, e tudo como a Natureza faz, sem esfor�o, apenas Sendo - o mundo vai se oferecer para voc� - n�o h� escolha.
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