| Medita��o Atenciosa | ||||||||
| �Dentro de voc� existe um sil�ncio e um santu�rio aos quais pode se retirar a qualquer momento e ser voc� mesmo�.
Hermann Hesse Introdu��o Para a maioria das pessoas a medita��o est� relacionada a coisas como relaxamento f�sico, redu��o de estresse e paz de esp�rito. Embora esses sejam objetivos v�lidos, o verdadeiro prop�sito da medita��o � algo superior e mais espiritual. Afinal, os iogues e os profetas que primeiro reconheceram e aperfei�oaram os princ�pios da medita��o j� viviam bem relaxados nas montanhas dos himalaias nas quais se retiravam. Eles come�aram a praticar a medita��o para encontrar o Eu superior. Seu objetivo n�o era o descanso, mas a ilumina��o. A viagem pelo Eu � a experi�ncia mais importante e transformadora que voc� pode ter. Deixe-me explicar o que essa experi�ncia imp�e. Para come�ar, direi que o corpo � apenas a manifesta��o objetiva de nossas id�ias (corpo = experi�ncia da consci�ncia objetiva), enquanto a mente � a manifesta��o subjetiva (mente = experi�ncia da consci�ncia subjetiva). O corpo est� sempre mudando, e a mente, com os pensamentos, desejos e sentimentos tamb�m vai e vem. Tanto o corpo quanto a mente s�o fen�menos presos ao tempo e ao espa�o, mas n�o s�o eles que experimentam as coisas. Mas afinal algu�m tem de passar pelas experi�ncias, algu�m que est� al�m do tempo e do espa�o, e esse algu�m � o verdadeiro voc�! Esse "voc�" (observador) � a ess�ncia �atemporal� de todas as experi�ncias relacionadas ao tempo, a entidade que existe por tr�s do sentimento, do pensamento. Esse "voc�" � nada mais nada menos que a alma. A ci�ncia moderna consegue isolar um pensamento ou uma inten��o uma fra��o de segundo depois de eles nascerem. Mas nenhuma m�quina criada pelo homem � capaz de revelar a verdadeira origem desse pensamento (o �pensador� dos pensamentos). � in�til procurar essa fonte no corpo ou na mente, porque ela simplesmente n�o est� l�. � como desmontar o r�dio na expectativa de encontrar l� dentro o int�rprete da m�sica que se est� ouvindo. O cantor n�o estar� dentro do r�dio, que n�o passa de um conjunto de pl�stico e metal projetado para captar um campo de informa��es (ondas de r�dio) e convert�-las numa ocorr�ncia no espa�o e no tempo. Da mesma maneira, o verdadeiro "voc�" � um campo n�o-localizado que o corpo e a mente captam no espa�o e no tempo. A alma se expressa atrav�s do corpo e da mente, mas mesmo que essas duas entidades fossem destru�das, nada aconteceria ao verdadeiro "voc�", porque o "esp�rito incondicional" n�o se encontra em forma de mat�ria ou energia. Na verdade, ele existe nos momentos de sil�ncio entre um pensamento e outro. H� um intervalo entre cada pensamento em que voc� faz as escolhas. Esse intervalo � a porta de entrada do Eu superior, o Eu c�smico. O verdadeiro "voc�" n�o est� limitado pelas fronteiras f�sicas do corpo nem pela quantidade de anos que j� viveu, mas pode ser encontrado no espa�o infinitamente pequeno e ao mesmo tempo imenso que existe entre seus pensamentos. Apesar de silencioso, esse espa�o � cheio de possibilidades, um campo de potencialidade pura e ilimitada. Todas as diferen�as entre mim e voc� resultam das diferentes escolhas que fizemos nesse espa�o, e essas possibilidades s�o sempre renovadas. As a��es geram lembran�as... as lembran�as geram desejos... e os desejos criam a��es e assim por diante, num c�rculo condicionado que n�o tem fim. As sementes das lembran�as e dos desejos continuamente buscam se expressar atrav�s de mecanismos mentais e corporais, criando assim o mundo que experimentamos a cada momento. Vamos analisar melhor esse processo. Num sentido amplo, nossa exist�ncia pode ser entendida em tr�s n�veis distintos. O primeiro n�vel, composto de mat�ria e energia, � o corpo f�sico. O segundo, que � chamado de corpo sutil, inclui a mente, o racioc�nio e o ego. E o esp�rito e a alma existem no terceiro n�vel, que � chamado de corpo causal. Atrav�s da medita��o podemos retirar a consci�ncia do caos interno e externo do primeiro n�vel, o mundo de objetos f�sicos e pensamentos cotidianos, e transport�-la para o estado de tranq�ilidade e sil�ncio caracter�sticos da alma e do esp�rito. Com pr�tica e dedica��o, � poss�vel alcan�ar o imenso conhecimento e desvendar as verdades definitivas da natureza. A medita��o pode assumir v�rias formas. As mais avan�adas usam mantras. Os mantras s�o sons primordiais, sons b�sicos da natureza, que a mente pode usar como ve�culo para elevar a consci�ncia. Geralmente, os mantras s�o selecionados por instrutores qualificados e ensinados individualmente. � assim que ensinamos a medita��o dos sons primordiais no Centro de Medicina Mental / Corporal de San Diego. Mas h� tamb�m outras formas de medita��o, menos espec�ficas mas ainda assim muito eficazes. A medita��o atenciosa, o m�todo apresentado aqui, � uma excelente maneira de come�ar. Medita��o atenciosa Descubra sua sabedoria interior... ou apenas descanse Trata-se de uma t�cnica simples de desencadear um estado de relaxamento profundo de corpo e mente. � medida que a mente se aquieta e permanece desperta voc� vai se beneficiar de um estado de consci�ncia mais profundo e tranq�ilo. 1. Antes de come�ar, encontre um local silencioso em que n�o v� ser perturbado. 2. Sente-se e feche os olhos. 3. Concentre-se na respira��o, mas inspire e expire normalmente. N�o tente controlar ou alterar a respira��o deliberadamente. Apenas observe. Ao observar a respira��o, vai ver que ela muda. Haver� varia��es na velocidade, no ritmo e na profundidade, e pode ser que ela pare por um momento. N�o tente provocar nenhuma altera��o. Novamente, apenas observe. Pode ser que voc� se desconcentre de vez em quando, pensando em outras coisas ou prestando aten��o aos ru�dos externos. Se isso acontecer, desvie a aten��o para a respira��o. Se durante a medita��o voc� perceber que est� se concentrando em algum sentimento ou expectativa, simplesmente volte a prestar aten��o na respira��o. Pratique esta t�cnica durante quinze minutos. Ao final, mantenha os olhos fechados e permane�a relaxado por dois ou tr�s minutos. Saia do estado de medita��o gradualmente, abra os olhos e assuma sua rotina. Sugiro a pr�tica da medita��o atenciosa duas vezes ao dia, de manh� e no final da tarde. Se estiver irritado ou agitado, pode pratic�-la por alguns minutos no meio do dia para recuperar o eixo. Na pr�tica da medita��o pode ocorrer tr�s tipos de experi�ncias, sendo que as tr�s est�o �corretas� (mas evite a tenta��o de avaliar a experi�ncia ou sua capacidade de seguir as instru��es). a) Voc� pode se sentir entediado ou inquieto, e a mente vai se encher de pensamentos. Isso significa que emo��es profundas est�o sendo liberadas. Se relaxar e continuar a meditar, vai eliminar essas influ�ncias do corpo e da mente. b) Voc� pode cair no sono. Se isso acontecer durante a medita��o, � sinal de que voc� anda precisando de mais horas de descanso. c) Voc� pode entrar no intervalo dos pensamentos... silencioso, al�m do som ambiente... quanto maior o intervalo entre um pensamento e outro melhor. Como a mente c�smica est� sempre presente entre um pensamento e outro, poder� ent�o se conectar com ela. Se descansar o suficiente, mantiver a boa sa�de e devotar-se todos os dias � medita��o, voc� vai conseguir um contato significativo com o se Eu mai�sculo. Essa � a sua intelig�ncia superior ilimitada, seu g�nio supremo e verdadeiro, que, por sua vez, reflete a sabedoria do universo. Tudo estar� a seu alcance se confiar na sabedoria interior. |
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