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A ERA DAS COMUNIDADES
Uma busca de respostas para solucionar os preocupantes acontecimentos em nossa época, não pode começar por outra via que não seja a social. Quem é o homem que habita o início do século XXI?
Sem querer descambar para a monótona análise filosófica, poderemos fazê-la sob um olhar econômico. Que além de mais objetivo e pragmático, coloca em voga, vários aspectos comuns ao nosso cotidiano.
Mas afinal? Que preocupantes acontecimentos são esses aos quais me refiro? Eu não estou falando das conseqüências, pois essas os jornais apontam com mais propriedade. Eu estou focalizando as causas. Essas causas não têm cronologia, elas permeiam o homem desde o seu início, e de acordo com a condução dos nossos senhores, elas desencadeiam todo o processo de revolta ou aceitação com relação ao status imposto por eles.
O dispositivo mais visível no qual podemos nos firmar para condensar o nosso status atual é a globalização. Ela é a ditadura da democracia contemporânea, por ela e para ela fomos educados desde a nossa infância. Nossa puberdade viu surgir junto com a erupção dos hormônios o desejo de integrar-se ao mundo. Ao atingir a maturidade quem é global está de bem com a vida. E aí daquele que não se submete às novas tendências. Morrerá na condenação eterna...
Mas em síntese o que de concreto podemos afirmar sobre a globalização? As primeiras frases que afluem à minha mente fazem parte de uma cartilha que aprendi em nosso sistema de lavagem cerebral denominado escola. Vamos a alguns bordões que o nosso senso comum nos remete quando pensamos nesse assunto: Integração Mundial, Aldeia Global, Mercados Comuns, Racionalização Política Pela Via Democrática... E por aí vai...
Quando vejo alguém recitando esse mantra, me pego a pensar na possibilidade de faze-lo diante do túmulo de Augusto Comte. E delirando o vejo levantar gritando: Finalmente o século das luzes, pelo qual tanto lutei, chegou!
O pior é que chegou mesmo!
Que o digam os habitantes das favelas cariocas, juntamente com os moradores de Bagdá!
Alguém poderá dizer que uma coisa não tem nada a ver com a outra, mas já que comecei a devanear, agora não paro mais. É bem verdade que há uma distinção geográfica imensa entre essas guerras, mas porque não dizer que existe uma grande analogia entre as suas causas?
Quando penso na questão energética, uma história bíblica aflora em minha mente. Não é de hoje que o óleo é importante na vida das pessoas, aposto que essa comparação você nunca pensou ser possível. É uma pequena história entre o profeta Eliseu e uma viúva que estava endividada. Ela iria entregar seus dois filhos para a escravidão como pagamento. Foi aí que pediu socorro ao profeta e ele respondeu com uma pergunta: O que tens em casa?
Tudo o que ela tinha era o combustível para iluminar a casa a noite e fazer comida, enfim, tudo o que ela tinha era o essencial para a sua sobrevivência. O profeta mandou que ela pegasse todas as vasilhas dos vizinhos e derramasse aquele óleo em todas que etivessem à sua mão. Assim o fez, até perceber que não havia mais recipientes, então o óleo parou de brotar!
Após isso o profeta deu a sentença: Vai, vende o óleo, e paga a tua dívida. Tu e teus filhos vivei do resto (2 Rs 4:1-7).
Tirando todas as interpretações religiosas de lado, até porque me falta competência para tal. Você mesmo já deve ter percebido vários elementos nessa história que se assemelham ao que ocorre hoje na questão energética mundial.
A invasão do Iraque é a invasão na casa da viúva pobre. Quem olha para o Iraque não consegue perceber a riqueza e a importância daquele país dentro do contexto energético mundial. Vê um país semelhante àquela viúva: endividado, vulnerável, explorado por homens inescrupulosos que escravizam as pessoas que nele moram.
Entretanto George Bush é um leitor inveterado da bíblia, por isso deve ter percebido o fio daquela história melhor do que eu. Pena que não cumpriu a segunda parte da sentença profética, só quis saber o que eles tinham em casa. Invadiu o país e vai tentar tirar mais proveito dessa pobre rica viúva!
Eu poderia falar tudo isso sem usar a analogia bíblica, assim o fiz para provocar mesmo. O objetivo é demonstrar como funciona a lógica capitalista. Algo que já foi tão bem abordado por Max Weber.
A questão básica é: Você tem que possuir algo.
Possui para explorar e viver através dele!
Isso é muito interessante!
Porque países como os EUA, Japão e Alemanha, são
muito pobres em recursos naturais, e ricos em
tecnologia e capital. Aprenderam a viver na escassez,
e sabem que para sobreviver precisam dominar
os outros para possuir algo!
Agora ficou mais fácil entender a que se destina
a globalização. É necessário possuir algo
do qual não se tem, para sobreviver. Esse é o raciocínio!
Eles sabem e nós muitas vezes não percebemos: É possível
viver sem dólar, computadores, antenas parabólicas,
e naves espaciais. Mas não sem água,
comida, combustível e mulher bonita(desculpem não resisti!)
Para o seu desespero, esse texto tera continuação...
Eu odeio tanto o capitalismo que me comprometo a fazer um pacto em prol da humanidade:
Vou contar o segredo infálivel para destruí-lo,
assim que a minha conta bancária atingir U$: 1.000.000!
Pede benção ao dólar meu filho, pede...Ele é tão bonitinho, cheire ele, cheira...hummmmmm
(Tom zé)
Abraços!!!
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