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| Sou Lu�s Guimar�es, nome de guerra, e poucos cabelos grisalhos - n�o s�o brancos! - me separam do meio s�culo. N�o tenho uma 'carreira' que possa alardear em parangonas, como a do visado no meu �ltimo livro (P.e Mel�cias, clique nele para ir � p�gina), mas depois de um per�odo de alguns anos no campo das artes gr�ficas - como revisor de portugu�s, chefe da respectiva sec��o, com 18 pessoas e posteriormente tamb�m da fotocomposi��o -, farto de aturar as exig�ncias dos jornalistas ingressei no... jornalismo! Naquela casa colaboraria na produ��o de t�tulos como Correio da Manh�, Expresso, �xito, Tempo, Di�rio Popular, O Independente (que al� nasceu), III S�rie do Di�rio da Rep�blica, etc. etc., al�m de livros e revistas. Desde sempre, ou seja desde que pude adquirir uma m�quina (uma Pentax de boa mem�ria), dediquei-me � fotografia, da forma empenhada que hoje n�o consigo manter e com bons resul-tados, passe a imod�stia. Nunca tive qualquer forma��o espec�fica em �rea alguma - de revisor a fot�fgrafo, passando pela pagina��o ou o jornalismo. Aprendi experimentalmente e 'por cima do ombro' de terceiros. � um facto indesment�vel - fui at� ao antigo 4.� ano liceal e, academicamente, c'est fini. A 'vida' chamava-me, exigente. O que era de esperar de um chavalo (n�o se usava o termo, ent�o) em meados dos anos 70 - do s�culo passado!, como estou antigo!?... - fui para o Mundo, primeiro para a Holanda, depois para Espanha, Fran�a, por a� fora. Com cerca de 20 anos vivi 'maritalmente' com uma holandesa e a sua filha, a linda Astrid, Deslumbrei-me com a organiza��o daquele pa�s, com a sua liberalidade, frequentei as coffee shops onde de fumava haxixe sem problemas, at� fui 'agredido' por um cavalo da pol�cia no Vondelpark, foram tempos de descoberta e fasc�nio. Em Portugal, Caetano pontifica-va. A guerra era a amea�a pendente sobre a juventude. Nem vale a pena ir muito al�m, est�o a ver o percurso de algu�m que chegou a passar pelos hindu�stas devotos de Krishna, ao tempo em que George Harrisom cantava My Sweet Lord e outras, at� mais importantes mas menos divulgadas. Voltando ao passado mais recente, no meu regresso 'a casa' revisitei o mundo, que antes j� aflorara, ao tempo das comunas e ashrams, do flower power, das experi�ncias extra-sensoriais, esot�ricas mesmo, consumindo e 'disponibilizando' aqueles produtos de todos conhecidos que nos punham noutra dimens�o - mas nada, mesmo nada de semelhante � desgra�a a que hoje assistimos - era outra gente, com outro background e horizontes. Fruto de algum desnorte nesse campo, e j� a viver com uma mo�oila que me daria em breve o primeiro rebento, e gra�as � benignidade in extremis, legislativamente, da lei, acabei por passar 18 meses num 'c�rcere' em que se passaram epis�dios deveras interessantes e que o amenizaram sobremaneira mas para os quais n�o cabe aqui lugar. Mais tarde, ent�o, deparei-me com uma crian�a e a respectiva m�e, pelo que tive de fazer pela vida, ingressando ent�o, como revisor de portugu�sm na aludida gr�fica - alternativa proporciona-da pelo meu pai e que me lan�ou no mundo dos jornais ou, antes, das letras, que parecia ser a minha 'voca��o'. Estive no Record, no Lusitano, at� que me foi 'oferecida' a chefia e edi��o de um jornal e revista mensais - esta de grande qualidade, apesar do �mbito algo restrito, a agricultura (Portugal Agr�-cola), at� dirigir outro mens�rio, EuroRegi�es, projecto mal dirigido, ao longo de cerca de dois anos, suspendendo o meu v�culo laboral por falta dos pagamentos devidos, at� hoje. Entretanto, fruto de uma entrevista feita a Fernando Pessa, aquando do seu centen�rio, consegui publicar um livro a partir dela e com as suas �ltimas fotos, Cem Anos de Comunica��o, a que se seguiria outros, com Jos� Hermano Saraiva, Vitorino d'Almeida, Ant�nio Calv�rio, V�tor Mel�cias e, a sair, Jos� Vilhena - v� ao Index, e clique para ver). Neste resumo brev�ssimo do meu percurso de vida, h� em falta factos, pessoas e epis�dios tantos, que me faz pena n�o os partilhar convosco, aqui e agora, nem que fosse para alicer�ar os anos que levo neste 'calv�rio' terreno. Mais n�o fiz porque n�o me foram dadas, � partida, outras condi��es. � o meu karma. Outras porque, a partir de certa altura, baixei os bra�os e/ou atirei a toalha ao ch�o, procurando apenas assegurar melhores bases � minha descend�ncia - mas sempre, sempre!, sob o estigma de que n�o possu�a os alicerces para ir mais al�m, tendo a cal�a maior do que a perna. � Vera e ao Alexandre pe�o perd�o, por ser assim e n�o de outro modo. �s m�es de ambos, Celeste e Alice, o desejo de um esfor�o para que valorizem os rebentos que lhes dei em contraponto ao companheiro que lhes deu origem. Para mim apenas espero um ocaso suave, para que, numa pr�xima oportunidade, tenha outro alento, por forma a aproveitar melhor o tempo de exist�ncia que me foi concedido. Provavelmente nada ser� assim, como auguro, mas se for o caso n�o deixarei de aqui vos dar not�cia posteriormente Lu�s Guimar�es |
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