Primeiro, a dor. A solidão. A saudade. Quero voltar para casa.

Termino indo parar num lugar aberto e verde. Tem outros seres ali, e eles parecem ocupados em voar de um lado e para o outro, para cima e para baixo, esguios, graciosos, deixando um traço de prata por onde voam. Há montanhas de contorno suave e nuvens baixas junto ao horizonte que não parece existir. É um céu verde, escuro, pontilhado por grãos prateados.

Fico extasiada e pergunto se é daqui mesmo que venho. Alguém me responde que sim. Mas quando me pedem para voar, sinto que não posso. Passei muito tempo fora.

Depois de muito treino, começo a espiralar pelo céu, sentindo todo o verde em meu corpo, flutuando ou em acrobacias por toda a imensidão de verde e prata. E continuo assim.

 

 

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