É uma floresta exuberante, um lugar maravilhoso. Árvores e plantas em abundância, verde de todos os tons possíveis e imaginários, ar fresco, sol brilhando. Estou muito feliz, voando entre as plantas. Sou bem pequena, uma coisinha pequena que voa e está feliz.
Então uma coisa grande aparece e me agarra. Apavorada, bato as asas, me debato com braços e pernas, mas a coisa não me larga. É um monstro horroroso, feio como eu nunca vira.
Fica me olhando e rindo, espantado. Grito para me largar, mas ele não parece me escutar ou me entender.
Ele me leva para um lugar escuro, e me deixa presa numa gaiolinha. Grito o mais alto que posso para ele me soltar, mas ele não me escuta. Duvido que ele não saiba que eu quero sair dali, mas não faz nada. Aliás, faz: ele me cutuca para que eu bata as asas. Tento me desviar da varinha com a qual me cutuca, apavorada que ele me machuque.
Peço repetidamente para ele me deixar ir. Só consigo pensar em sair dali, no quanto eu quero sair dali. Mas ele não me atende.
Pouco a pouco, vou ficando fraca, já não posso mais gritar. Também não posso voar, só posso pedir para ele me tirar dali. Quero sair, mas a coisa não me atende. Morro ali, querendo muito sair, sem que o monstro me solte.