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Da Constituição Federal:

Capítulo VI

Art. 225

Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações.

Parágrafo 1°- para assegurar a efetividade desse direito, incumbe ao Poder Público:

VII - proteger a fauna e a flora, vedadas, na forma da Lei, as práticas que coloquem em risco sua função ecológica, provoquem a extinção de espécies ou submetam os animais à crueldade.

 

Então Conheça o PODER PÚBLICO

Camara de descompressãoCamara de DescompressãoSeringa

Animal sendo sacrificadoAnimais SacrificadosAnimais Sacrificados

Animais SacrificadosAnimais SacrificadosCadela com cria

Aguardando sua morte

Animais com ferimentosCão com sarna

Até quando e quanto podemos suportar tal situação contra animais. Aos que senten-se indignados com tanta crueldade, com certeza nunca. Talvez a história não tenha nos ensinado nada, pois desde os tempos dos campos de concentração de Auschwitz-Birkenau e Majdanek, onde as Centrais de Segurança do Reich, ordenaram que os judeus poloneses se mantivessem estreitamente agrupados "como condição prévia para o objetivo final" -- uma frase enigmática que, embora dê indícios de um projeto maior, não comprova que os nazistas já teriam em mente o extermínio em massa ? Para eles, o confinamento era justificado pela necessidade de excluir os judeus, tidos como uma praga, pois para satisfazerem seus desejos de supremacia. Alguns seres humanos pensavam ter o direito de usufruir dos corpos de milhões de outros seres até sua exaustão completa. Será que campos como estes não estão preservados em nossa sociedade, ou esse confinamento justificado pela necessidade de excluir os animais de rua, tidos como uma praga.

Vejam as coincidencias

 

Até quando ?? Sei que também faço parte deles, e quando um deles é morto, um pedaço de mim tambem desaparece.

 

A REVOLUÇÃO DOS BICHOS (parte)

George Orwell

Por que, então, permanecemos nesta miséria? Porque quase todo o produto do nosso esforço nos é roubado pelos seres humanos. Eis aí, camaradas, a resposta a todos os nossos problemas. Resume-se em uma só palavra - Homem. O homem é o nosso verdadeiro e único inimigo. Retire-se da cena o Homem, e a causa principal da fome e da sobrecarga de trabalho desaparecerá para sempre. "O Homem é a única criatura que consome sem produzir. Não dá leite, não põe ovos, é fraco demais para puxar o arado, não corre o suficiente para alcançar uma lebre. Mesmo assim, é o senhor de todos os animais. Põe-nos a trabalhar, dá-nos de volta o mínimo para evitar a inanição e fica com o restante. Nosso trabalho amanha o solo, nosso estrume o fertiliza e, no entanto, nenhum de nós possui mais do que a própria pele. As vacas, que aqui vejo à minha frente, quantos litros de leite terão produzido este ano? E que aconteceu a esse leite, que deveria estar alimentando robustos bezerrinhos? Desceu pela garganta dos nossos inimigos. E as galinhas, quanto ovos puseram este ano, e quantos se transformaram em pintinhos? Os restantes foram para o mercado, fazer dinheiro para Jones e seus homens. E você, Quitéria, diga-me onde estão os quatro potrinhos que deveriam ser o apoio e o prazer da sua velhice? Foram vendidos com a idade de um ano - nunca você tornará a vê-los. Como paga pelos seus quatro partos e por todo o seu trabalho no campo, que recebeu você, além de ração e baia? "Mesmo miserável como é, nossa vida não chega ao fim de modo natural. Não me queixo por mim que tive até muita sorte. Estou com doze anos e sou pai de mais de quatrocentos porcos. Isto é a vida normal de um varrão. Mas, no fim, nenhum animal escapa ao cutelo. Vós, jovens leitões que estais sentados a minha frente, não escapareis de guinchar no cepo dentro de um ano. Todos chegaremos a esse horror, as vacas, os porcos, as galinhas, as ovelhas, todos. Nem mesmo os cavalos e os cachorros escapam a esse destino. Você, Sansão, no dia em que seus músculos fortes perderem a rigidez, Jones o mandará para o carniceiro e você será degolado e fervido para os cães de caça. Quanto aos cachorros, depois de velhos e desdentados, Jones amarra-lhes uma pedra ao pescoço e joga-os na primeira lagoa. "Não está, pois, claro como água, camaradas, que todos os males da nossa existência têm origem na tirania dos seres humanos? Basta que nos livremos do Homem para que o produto de nosso trabalho seja somente nosso. Praticamente, da noite para o dia, poderíamos nos tornar ricos e livres. Que fazer, ? Trabalhar dia e noite, de corpo e alma, para a derrubada do gênero humano. Esta é a mensagem eu vos trago, camaradas: Revolução! Não sei quando sairá esta Revolução, pode ser daqui a uma semana, ou daqui a um século, mas uma coisa eu sei, tão certo quanto o ter eu palha sob meus pés: mais cedo ou mais tarde, justiça será feita. Fixai camaradas isso, para o resto de vossas curtas vidas! E, sobretudo, transmiti esta minha mensagem aos que virão depois de vós, para que as futuras gerações prossigam na luta, até a vitória. "E lembrai-vos, camaradas, jamais deixai fraquejar vossa decisão. Nenhum argumento poderá deter-vos. Fechai os ouvidos quando vos disserem que o Homem e os animais têm interesses comuns, que a prosperidade de um é a prosperidade dos outros. É tudo mentira. O Homem não busca interesses que não os dele próprio. Que haja entre nós, uma perfeita unidade, uma perfeita camaradagem na luta. Todos os homens são inimigos, todos os animais são camaradas." Nesse momento houve uma tremenda confusão. Enquanto o Major falava, quatro ratos haviam emergido de seus buracos e estavam sentados nas patinhas de trás, a ouvi-lo. De repente, os cachorros lhes deram, pela presença, e somente devido à rapidez com que sumiram nos buracos foi que os ratos conseguiram escapar com vida. O Major levantou a pata, pedindo silêncio. - "Camaradas - disse ele -, eis aí um ponto que precisa ser esclarecido. As criaturas selvagens, tais como os ratos e os coelhos, serão nossos amigos ou nossos inimigos? Coloquemos o assunto em votação. Apresento à assembléia a seguinte questão: os ratos são camaradas?" A votação foi realizada imediatamente e concluiu-se, por esmagadora maioria, que os ratos eram camaradas. Houve apenas quatro votos contra, dos três cachorros e do gato que, depois se descobriu votara pelos dois lados. O Major prosseguiu: - "Pouco mais tenho a dizer. Repito apenas: lembrai-vos sempre do vosso dever de inimizade para com o Homem e todos os seus desígnios. Qualquer coisa que ande sobre duas pernas é inimigo, qualquer coisa que ande sobre quatro pernas, ou tenha asas, é amigo. Lembrai-vos também de que na luta contra o Homem não devemos assemelhar-nos a ele. Mesmo quando o tenhais derrotado, evitai seus vícios. Animal nenhum deve morar em nem dormir em camas, nem usar roupas, nem beber álcool, nem fumar, nem tocar em dinheiro, nem fazer comércio. Todos os hábitos do Homem são maus. E, principalmente, jamais um animal deverá tiranizar outros animais. Todos os animais são iguais. "E agora, camaradas, vou contar-vos o sonho que tive a noite passada. Não sei como explicá-lo. Foi um sonho sobre como será o mundo quando o Homem desaparecer. Mas lembrou-me algo que há muito eu esquecera. Há anos, quando eu ainda um leitãozinho, minha mãe e as outras porcas costumavam cantar uma antiga canção da qual só conheciam a melodia e as três primeiras palavras. Na minha infância aprendi a melodia, depois a esqueci. A noite passada, entretanto, ela me voltou à memória, O mais interessante é que me lembrei também dos versos - os quais, tenho certeza, foram cantados pelos animais de antanho, e depois esquecidos durante várias gerações. Vou cantar essa canção, camaradas. Estou velho e minha voz é rouca, mas quando vos houver ensinado a melodia, podereis cantá-la melhor do que eu. Chama-se Bichos da Inglaterra." O velho Major - limpou a garganta e começou a cantar. De fato, a voz era roufenha, mas ele cantava razoavelmente, e a melodia era bem movimentada, algo entre Clementine e La Cucaracha. Os versos diziam o seguinte: Bichos ingleses e irlandeses, Bichos de todas as partes! Eis a mensagem de esperança, No futuro que virá! Cedo ou tarde virá o dia, Cairá a tirania E os campos todos da Inglaterra Só aos bichos caberão! Não mais argolas em nossas ventas, Dorsos livres dos arreios, Freios e esporas, descartados, Chicotadas abolidas! Muito mais ricos do que sonhamos Possuiremos daí por diante O trigo, o feno, e a cevada, Pasto aveia e feijão! Brilham os campos da Inglaterra, Águas puras rolarão. Ventos leves soprarão Saudando a redenção! Lutemos todos por esse dia Mesmo que nos custe a vida! Cavalos, vacas, perus e gansos, Liberdade conquistemos! Bichos ingleses e irlandeses, Bichos de todas as partes! No futuro que virá!

Crítica e ironia: armas que ainda nos restam

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