BABALORIXÁ LUCAS DE OXALÁ
(NAGÔ-IJEXÁ)
 

ORIXÁ

     O Orixá é uma força da natureza, ancestral divinizado que pelos poderes que tinha se tornou um Orixá, claro que essas lendas dissertam sobre o inicio das eras quando o Planeta começou a ser criado.

      O Orixá por ser uma força pura da natureza ele habita a mesma, como o mar, os rios, os ventos e fogo etc...

      Cada ser humano nasce com uma centelha divina localizada no alto da cabeça, essa centelha se chamada Orí, é no Orí que o Orixá da pessoa habita, assim comandando sua cabeça e sua vida, por isso o Orixá é chamado de pai ou mãe se for um Orixá feminino.

      O Orixá ocupa um lugar muito importante na vida da pessoa em todos os ângulos, na parte espiritual, material, afetiva, familiar, por que o Orixá requer compromissos, que sem falta tem que serem cumpridos.

      O filho nutre um amor tão grande pelo Orixá que abre mão de muitas coisas pelo seu pai ou mãe de cabeça.

      O Orixá além de habitar na natureza e nos Orís de seus filhos, também habita em seus assentamentos. A energia do Orixá fica imantada em uma pedra chama de Ocutá, que deve ser "catada" viva no rio, e é jogada nos búzios para ver se o Orixá aceita aquele ocutá.

      Esse Ocutá recebe o Achorô (sangue), e fica numa vasilha de barro ou louça junto com suas pequenas ferramentas feitas de metal, búzios e moedas e acompanhado de sua quartinha, pequeno vaso com tampa aonde fica a água que o Orixá trabalha.

      O Orixá fica tão vivo nesse ocutá, que o ocutá cresce durante todo o tempo da vida religiosa da pessoa.

      O conjunto de todos os Orixás assentados se chama Orumalé no qual a pessoa que for se aprontar no batuque deve possuir um orumalé próprio.

      O Orixá além de seu nome recebe um sobrenome próprio que será mantido em segredo, assim esse Orixá será unicamente da pessoa, sendo um orixá independente de qualquer um mesmo tendo o mesmo nome.

      O Orixá de uma pessoa é descoberto através dos búzios, assim como o orixá de corpo e as demais passagens.
 

* Textos escritos por Lucas de Oxalá.

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