CRIATIVIDADE GERENCIAL COMO FERRAMENTA DO GERENCIAMENTO EFICAZ
Consultor
de Plantão nº 33
O processo motivacional no
gerenciamento criativo decorre de estímulos que provocam e movimentam a equipe
para resultados, prestando-se a despertar o entusiasmo e a alegria para se alcançar
resultados. Um gerente criativo
pode ser a mola-mestra para extrair o máximo de sua equipe de trabalho, da
mesma forma que o técnico no futebol se torna o maior responsável pela competência
do time dentro de campo.
Criatividade é a capacidade
de interagir com o meio, utilizando os recursos disponíveis de tal maneira que
se possa atingir resultados surpreendentes.
Por conta disso não está associada à quantidade ou até à qualidade
desses recursos, mas sim à capacidade de otimizá-los de tal forma que,
através de diferentes combinações, possa-se obter inúmeras soluções
criativas.
A chamada Personalidade Criativa é a que reúne determinadas qualidades
naturais, tais como autoconfiança, fluência de idéias, curiosidade
intelectual, atitude investigadora, entre outras, que facilita
significativamente a consecução de resultados criativos. No entanto, não
trazer tais qualidades de berço não representa necessariamente uma
incapacidade para agir criativamente. Experiências recentes têm demonstrado
que a criatividade pode ser aprendida, ou seja: uma pessoa pode estimular sua
percepção e conhecer técnicas que lhe possibilitem desenvolver um
comportamento criativo. E uma vez exercitadas continuamente, a conseqüente
ampliação da capacidade investigativa a levará a utilizar cada vez mais o seu
potencial criativo.
Tratando-se, portanto, de uma qualidade adquirida e decorrente de empenho próprio, e não
necessariamente nata, é claro que uma postura gerencial voltada para a busca
continua de soluções criativas acaba por contaminar toda a sua equipe, e
desenvolver nos seus integrantes a capacidade de explorar ao máximo todos os
recursos de que dispõe, por mais limitados que sejam, para descobrir os seus múltiplos
usos de forma a suprir um número significativo de dificuldades à primeira
vista tidas como "insolúveis".
Um contínuo exercício de esforços direcionados para soluções criativas
acaba por desenvolver habilidades que a própria equipe desconhecia possuir,
onde aprende a arte de surpreender a si própria com resultados obtidos através
do aproveitamento de situações simples do cotitiano, que se multiplicam em
progressão geométrica e vão adquirindo um rítmo cada vez mais ágil a cada
nova tentativa.
Mas, para que isso aconteça, é fundamental que o seu líder possua antes
tais qualidades para funcionar como agente multiplicador natural e estendê-las
a todos os demais, o que só ocorre com a criação de um tal nível de
afinidade que cada integrante funcione como espelho para os outros, ao
reproduzir atitudes que assumem proporção de "marca registrada" da
equipe de trabalho.
Significa
dizer que o Gerente passa a atuar como agente motivacional, estabelecendo condições
de estímulo e gerando participação através de permanente envolvimento da
equipe no processo decisório. A
chave é estar atento a uma série de componentes que precisará introduzir no
convivio diário com sua equipe de trabalho, e que se transformarão, com o
tempo, em uma característica do relacionamento entre seus integrantes,
estabelecendo uma sintonia entre eles e impulsionando suas ações, através da
sinergia produzida, para os resultados institucionais, como decorrência de uma
"percepção interativa" que se estabelece como sentimento comum.
Por sua vez, este sentimento acabará por consolidar-se como uma cultura
que é incorporada por quem faz parte dela, e reconhecida como identidade do
grupo de trabalho por quem a observa de fora.
Entre os ditos componentes
poderíamos enfatizar todo um conjunto de atitudes demandadas pelo gerente e
praticadas de forma permanente, tais como:
Para os que defenderem que tais coisas parecem óbvias demais é importante lembrar que o principal ingrediente da criatividade - que é conseqüência direta dessa liberdade para se expor idéias e expressar sentimentos - é justamente a simplicidade, a habilidade de reunir elementos comuns do cotidiano e transformá-los em resultados inéditos que até então se acreditava distante da realidade por falta dos recursos ditos "concretos". Mas é aí que se revela o diferencial que leva uma pessoa comum à loucura, se confinada em um quarto confortável durante um periodo mais longo, e desperta a genialidade em outras que buscaram em si mesmas as condições para transformar um minúsculo e escuro cubículo de uma solitária em uma fonte inimaginável de recursos.