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DO SÉCULO DA PRESSA PARA O 3º MILÊNIO
Quem ainda acredita no velho axioma de que "pode mais quem sabe mais" precisa repensar a sua forma de trabalhar o conhecimento. O século 20, chamado “o século da pressa”, consagrou uma nova verdade que ressalta a importância da comunicação no contexto empresarial e social, mudando o antigo conceito para "pode mais quem sabe antes”. *
Luiz Roberto Bodstein
Tem-se criado infinitos recursos gráficos, audio-visuais, etc. que a todo o momento revolucionam os meios de comunicação de forma a tornar rápido e eficaz o fluxo de informações. Do telefone ao telex e deste ao fax, do telégrafo à TV e ao radar, do envio de correspondência por mensageiro ao correio eletrônico, do rádio à comunicação direta via satélite, hoje se acha disponível uma imensa gama de recursos utilizados pelas organizações, que saíram dos quadros de aviso e jornais internos (house-organs) para um complexo sistema internacional de rede de comunicação, como a Internet.
Com toda essa facilidade, hoje só sabe menos que o concorrente quem quer. Existe uma enorme facilidade de acesso a muito mais informações do que precisamos - e conseguimos - assimilar. Daí que ninguém mais pode partir da premissa de que sabe mais. Porém, sai na frente quem se adianta para buscar a informação que precisa antes que seu concorrente o faça, e isso, sim, é que faz a diferença. No século da pressa, a exemplo de uma corrida de Fórmula 1, qualquer segundo pode representar uma grande vantagem em relação ao adversário. Gloriosos segundos à frente no vertiginoso mercado destes novos tempos pode significar a diferença entre o sucesso e o fracasso de um empreendimento.
Com o desenvolvimento tecnológico da comunicação, hoje em dia está se tornando cada vez mais comum a formação de equipes virtuais que, mesmo tendo todos os seus integrantes separados por grandes distâncias, podem trabalhar em conjunto através dos sistemas informatizados que utilizam para realizar "reuniões" que dispensam a participação presencial. Qualquer usuário de um telefone digital, já amplamente difundido nos sistemas telefônicos de todo o país, já tem acesso fácil a um serviço de teleconferência, que lhe permite estabelecer conversação simultânea com até 12 pessoas ao mesmo tempo, tornando a presença física irrelevante para que grandes decisões possam ser tomadas pelos componentes do grupo.
Os sistemas de comunicação à distância estão fazendo surgir um novo tipo de profissional e também uma antes impensável forma de relacionamento empresa-empregado: trata-se do “home-office”, ou seja, o trabalho executado em casa, sem necessidade de deslocamentos que aumentam custos tanto para a empresa quanto para o funcionário. A estrutura daquela pode ficar mais enxuta, com elevada economia de recursos, e o empregado dispensa gastos com refeições externas, passagens e roupas. Todos os contatos são feitos via computador, fax, telefone ou até por circuitos integrados de transmissão de imagem e som (webcam).
A comunicação tem o poder de transformar um aglomerado de pessoas em uma equipe, e torná-la tão eficaz quanto mais eficientes forem os canais estabelecidos para serví-la. Num processo voltado para a Qualidade, compete ao gerente estabelecer canais confiáveis e sistematizados de comunicação, de forma a garantir a adequação do fluxo de informações em todos os níveis na sua área de atuação, promovendo a perfeita integração da equipe e facilitando assim o alcance de suas metas.
Isso permite trazer as informações da ponta, realizar um efetivo gerenciamento das relações com os clientes e com o mercado de um modo geral, efetuar-se um adequado acompanhamento das ações delegadas, divulgar amplamente a missão, estratégias e planos organizacionais, além de, entre outras vantagens, zelar pela imagem que a empresa conquistou junto a seus clientes.
Estabelece-se assim um permanente canal de acesso aberto nos dois sentidos de forma que, por um lado, possam ser divulgados objetivos, produtos e serviços e, por outro, possam chegar subsídios que norteiem o processo de promover a contínua satisfação e superar as expectativas dos clientes.
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