1) Colegas aguardem a CEF  homologar as  Guias do Recolhimento do Imposto Sindical, estamos em tratativas com a Diretoria da Instituição.

[O primeiro encaminhamento junto a CEF foi dia 08/02. O retorno veio dia 10. Pediram novas guiais que chegaram da gráfica dia 15, e foram para a CEFdia 16/2].

Brevemente avisaremos os colegas.

 

 2) MEC quer aulas de filosofia e sociologia

Em 2001, FHC vetou projeto de lei, alegando falta de professores

Renata Cafardo [Jornal O Estado de São Paulo, 20/02/2006]

O Ministério da Educação (MEC) quer tornar obrigatórias as disciplinas de filosofia e sociologia no ensino médio de todo o País. A proposta foi enviada para discussão do Conselho Nacional de Educação (CNE) e a decisão deve sair até o fim de março. Atualmente, as matérias já são oferecidas em redes de ensino de 12 Estados, obrigatoriamente ou como opção para os alunos.

Essa é a primeira vez que a questão volta a ser debatida nacionalmente desde 2001, quando o ex-presidente e sociólogo Fernando Henrique Cardoso vetou um projeto de lei que pedia a volta das disciplinas. Na época, ele alegou que faltavam professores para cumprir a futura demanda. "A questão da falta de professores exige atenção, mas faltam também para física, química e biologia no ensino médio. Isso não pode ser obstáculo para que elas façam parte da grade curricular", diz a diretora de Ensino Médio da Secretaria de Educação Básica do MEC, Lúcia Helena Lodi.

Em 2004, formaram-se no País 245 profissionais em Filosofia que optaram por fazer Licenciatura, ou seja, tornaram-se professores. O MEC não tem números correspondentes para sociologia. Sabe-se apenas que cerca de 2.300 concluíram o curso de Ciências Sociais. "Um mesmo professor pode dar aulas em várias escolas", diz o presidente do Sindicato dos Sociólogos do Estado de São Paulo, Paulo Roberto Martins. O documento do MEC pede que as disciplinas sejam oferecidas em "pelo menos duas aulas semanais em pelo menos uma das séries do ensino médio, cabendo à escola estabelecer uma carga horária adequada (...)".

São Paulo começou a oferecer as disciplinas em 2005. Depois de uma consulta às escolas foi decidido que os 1º e 2º anos teriam aulas de filosofia e que, nos 3º anos, poderia ser escolhido entre sociologia e psicologia. Hoje, há 1.800 professores de filosofia na rede. Neste ano, com a criação do período integral em 500 escolas, elas passaram também a oferecer a disciplina para alunos de 1ª a 8ª série.

"Não adianta dizer que não tem professor. É preciso oferecer a disciplina justamente para estimular as pessoas e as universidades", diz a Valéria de Souza, da coordenação de estudos e normas pedagógicas da Secretaria Estadual da Educação.

INTERPRETAÇÕES

 

A discussão atual retoma um velho debate sobre interpretações da Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LBD), de 1996. Segundo parecer de 1997 do próprio CNE, a LDB fala em "domínios de conhecimentos de filosofia e sociologia" e isso não necessariamente significa obrigatoriedade das disciplinas. A partir de então, a adoção ou não de filosofia e sociologia ficou por conta de cada Estado. O entendimento hoje do MEC é de que o trecho da LDB exige sim que os alunos cursem as disciplinas de filosofia e sociologia.

 

"Não será uma matéria pacífica no conselho", diz o presidente da Câmara da Educação Básica do CNE e futuro relator do novo parecer, Cesar Callegari. Ele, no entanto, adianta que vai defender a volta das disciplinas. "Isso vai requalificar o ensino médio, que perdeu muito na área de humanas", diz. Depois de pronto, o parecer precisa ainda ser homologado pelo ministro Fernando Haddad. Hoje, Callegari e outros integrantes do CNE se reúnem com dirigentes do MEC para discutir a questão.

A posição de Callegari tem apoio de várias associações de professores pelo País. "As disciplinas são essenciais no processo de desenvolvimento do aluno, na capacidade de crítica, raciocínio, análise e ajudam até nas outras matérias, como matemática e ciências", diz o presidente do sindicato dos professores no Estado de São Paulo (Apeoesp), Carlos Ramiro.

De acordo com o MEC, a disciplina de sociologia foi obrigatória no País entre 1925 e 1942 no que seria o equivalente ao ensino médio de hoje. Filosofia nunca foi uma exigência, mas sempre esteve presente em currículos de vários Estados.

3) Ao Sociólogo e Professor
Dr. Emir Sader
Universidade do Estado do Rio de Janeiro - UERJ

"Saudações a quem têm coragem! A quem não se rende, a quem não se acovarda e
a quem não se cala."

O Sindicato dos Sociólogos do Estado de São Paulo [17/02/2006], por deliberação e
recomendação de toda sua diretoria, manifesta seu apoio e solidariedade ao
renomado e combativo colega, diante do processo espúrio, perpetrado pelo
senador Jorge Bornhausen, presidente do PFL, ao manifestar indignação,
repúdio e denunciar o ódio da burguesia brasileira, através de seu artigo em
que respondia frase do senador Jorge Bornhausen - "Vamos nos ver livres
desta raça por uns 30 anos", amplamente divulgada pela imprensa.

Assiste-se com inquietude e perplexidade novas formas revigoradas e
dissimuladas de intimidação, que buscam não apenas esvaziar as palavras dos
que se opõe ao inadmissível preconceito, mas, sobretudo amesquinhar a defesa
de nossas liberdades.

Cremos que a justiça saberá colocar-se à altura dos tempos em que vivemos,
possibilitando o justo reconhecimento de uma consciência social e crítica em
oposição à disseminação de formas discriminatórias. Mudam-se os tempos,
mudam-se as vontades.

De todo modo qualquer que seja a visão metódica que se tenha da sociedade
contemporânea este tipo de ação judicial intimidatória não pode prosperar,
pois se esgota no âmbito específico da liberdade de expressão, como fio
condutor das intervenções de consciências críticas e democráticas.

O colega sociólogo, atuante, com uma prática democrática e representativa,
reconhecida na história social, política e intelectual do Brasil, através de
sua avultada obra e de seus textos, têm contribuído soberbamente para a
superação do atraso corruptor em defesa dos excluídos.

Já existe, felizmente, em nosso país, uma consciência crítica que têm
coragem, não se acovarda e sobretudo não se cala , ante a desfaçatez e
indignação de manifestações racistas. Receba assim, colega Emir Sader, a
nossa mais irrestrita solidariedade.

Com as nossas cordiais saudações,

A Diretoria Plena do Sinsesp - Prof. Dr. Paulo Roberto Martins - Presidente;
Lejeune Mato Grosso Xavier de Carvalho - Vice-presidente; Paula Regina Di
Francesco Picciafuocco - 1ª Tesoureira; Prof. Dr. Amaury César Moraes - 2º
Tesoureiro; Ricardo Antunes de Abreu - Secretário Geral; Débora Amoroso
Gonçalves - 1ª Secretária; Juçara Cabral - 2ª Secretária; Mariana Batich -
Diretora; Profª Drª Sandra Regina Giraldelli Ulrich - Diretora; Prof. Dr.
Edemir de Carvalho - Diretor; Profª Drª Doraci Lopes - Diretora; Profª Drª
Valquíria Padilha - Diretora; Prof. Dr. Ruy Braga Neto - Diretor; Augusto
Portugal - Diretor; Cláudio Fernando Fagundes Cassas - Diretor; Márcia
Regina Viotto - Diretora; Profª Drª Maria Lúcia da Silveira - Diretora;
Clara Akemi Kusano Ferrari - Diretora; Nilce da Penha Migueles Panzzuti -
Diretora; Iara Moya - Diretora; Prof. Levi Bucalém Ferrari - Diretor; Carlos
Roberto Jordon - Diretor; Prof. Sérgio Sanandaj Mattos - Diretor; Silvana
Rolla - Diretora.
 

 

4)Homenagem ao Poeta mário Quintana

Luiz de Miranda

Retrato da Presença de Quintana

 

De repente Mario nos ensina
o rumor da tarde e seus insetos
a sombra no silêncio
A vida vem do escuro
no brilho de uma maçã madura
na janela do verão
vem também a dura presença
de uma estrela deserdada
vem a luz verde do pomar
onde se inscrevem as vergamotas
o aroma gentil das romãs
o rubro amor das amoras

Vem a vida vem o Mario
com seu casaco cheio de asas
sobrevoa a casa de nossos sonhos
e circulam os anjos azuis do mar
a namorar o amargo perfil da ausência
vem a reticência de uma mão gelada
na janela azul da alma

De repente aprendemos
que as palavras sozinhas
não tecem a poesia
que só podemos tratá-las
ao calor da vida
e mesmo da melancolia
retiramos o mel da esperança

Porto Alegre, 1981


Publicado no livro Amor de amar (1986).

In: MIRANDA, Luiz de. Poesia reunida, 1967/1992. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira; Porto Alegre: IEL, 1992. p.176


 

5) 9ª Assembléia do Conselho Mundial de Igrejas (CMI) que está acontecendo desde o dia 14 e segue até 23 de fevereiro na PUCRS

 

Por este medio les enviamos un atento saludo, a la vez que los invitamos a
consultar la revista Papeles de Población en RedALyC, portal electrónico de
revistas científicas de América Latina y el Caribe ( www.redalyc.org ). En
dicho portal podrán tener acceso a los artículos, a texto completo y
estadísticas varias, con opciones de búsqueda por áreas del conocimiento,
título de la revista, título del artículo, autores y resúmenes. En los
próximos días se abrirá el módulo con estadísticas sobre consultas por
artículos.
Les agradecemos toda la divulgación posible.
Atentamente, Colectivo Editorial.

 

6)

Morre pesquisadora que fundou o Instituto de Estudos Econômicos Sociais e Políticos (Idesp)


 

 

A cientista política Maria do Carmo Campello de Souza, conhecida por Carmute, faleceu nesta quinta-feira [02/02/2006], aos 69 anos
Carmute foi professora do Departamento de Ciência Política da USP e fundadora do Instituto de Estudos Econômicos Sociais e Políticos (Idesp).
Seu livro mais conhecido, Estado e Partidos Políticos no Brasil - 1930 a 1964, de 1982, é considerado um clássico da literatura sobre partidos no País. Recentemente, estudava a cultura popular.
(O Estado de SP, 3/2/2006)

 7)

Associação Brasileira de Antropologia (ABA) lança Prêmio Pierre Verger para ensaios fotográficos e vídeos com abordagens antropológicas

 

A cerimônia de entrega dos prêmios ocorrerá durante a 25ª RBA de 11 a 14 de junho 2006 em Goiânia, Goiás. As inscrições deverão ser feitas de 1 a 31 de março de 2006
O Concurso de Vídeo Etnográfico foi criado na 20ª Reunião Brasileira de Antropologia, em Salvador, em 1996 e o de Ensaio Fotográfico foi criado na 23ª Reunião Brasileira de Antropologia, em Gramado em 2002.
Em outubro de 1996, a reunião da Diretoria da Associação Brasileira de Antropologia aprovou, em Caxambu, Minas Gerais, o nome de Pierre Verger para titular do prêmio do Concurso.
Antropólogo e fotógrafo, Verger nasceu na França em 1902, passando a residir na Bahia a partir da década de 1940, onde veio a falecer em 1996, deixando uma obra antropológica e fotográfica de inestimável valor (visite o portal da Fundação Pierre Verger: http://www.pierreverger.org.br).
O Concurso objetiva premiar produções fotográficas e produções cinematográficas/videográficas de cunho antropológico que apresentem qualidade técnica reconhecida na área.
Os trabalhos submetidos ao concurso serão selecionados a partir dos seguintes parâmetros:
- Pertinência antropológica dos trabalhos;
- Linguagem na qual são retratadas as questões antropológicas;
- Qualidades heurísticas e estéticas do trabalho.
Informações pelo fone: (51) 32236601 ou e-mail: [email protected]
 

8) O Sinsociólogos/RS marcou presença na Cerimônia de Colação de Grau do Curso de Ciências Sociais da UFRGS, dia 18/02. Parabéns aos 41 formandos em Licenciatura e Bacharealdo.

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