Objetivos
INTRODUÇÃO
O trauma é o reflexo da história da própria humanidade, talvez sendo a patologia mais antiga que o homem tenha sido vítima. Na atualidade o trauma pode ser rotulado como a doença do mundo moderno.
Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) 2005, os acidentes e violência estão enquadrados não apenas como eventos isolados, e sim, um verdadeiro caso de saúde pública, tornando-se ranking mundial, a terceira causa de morte em seres humanos, perdendo apenas para as patologias advindas de neoplasias, distúrbios hemodinâmicos e cardiovasculares.
Já Pavelqueires (1999), constatou que no Brasil os acidentes e violências são a segunda principal causa de morte, perdendo apenas para as doenças cardiorespiratórias, porém representam a primeira causa de morte entre as primeiras quatro décadas de vida, na ampla faixa etária de 5 e 39 anos de idade, produzindo perdas em torno de mais de 120 mil pessoas por ano. Os acidentes de trânsito e homicídios, estes últimos em franca ascensão, são as principais causas de morte (SOUZA, 1994).
O sexo masculino é o mais exposto dentro deste panorama estatístico, pois, esta população está mais exposta a alguns fatores como: desrespeito as leis e sinalização de trânsito, excesso de velocidade, ferimentos produzidos por armas de fogo, arma branca, consumo abusivo de álcool e substâncias químicas alucinógenas.
A curva da mortalidade por trauma obedece a uma distribuição trimodal; 1)Primeiro pico de morte (Imediatas) segundos até minutos após o acidente, representando 50% das mortes no trauma, causadas por laceração em tronco cerebral, medula espinhal alta, lesões de aorta e/ou grandes vasos com hemorragia severa, poder-se-ia evitá-las, se não houvesse falhas na fase de prevenção; 2) Segundo pico de morte (Mediatas ou Precoce) minutos á algumas horas após o acidente, representando 30% nas mortes no trauma, causadas principalmente por hematomas epidural e subdurais, hemopneumotórax, lesões de fígado, baço, fraturas pélvicas com hemorragia intensa, estes são chamados pacientes potencialmente salváveis, isto é, seriam salvos se beneficiados por um sistema de atendimento pré-hospitalar e hospitalar, adequadamente planejado e regionalizado, com tempo resposta eficiente, chamado hora de ouro do traumatizado (Golden Hour); 3)Terceiro pico de morte (Tardia) dias ou semanas após o trauma, representando 20% das mortes no trauma, sendo decorrentes de infecções ou falências orgânicas. Esta fase está comprometida pela qualidade do atendimento inicial prestado, pois, estudos estabeleceram claramente a relação entre a duração do tempo de hipotensão e choque com imunossupressão pós-traumática (PAVELQUEIRES, 1999).
O aumento progressivo das estatísticas de vítimas politraumatizadas deve-se, a dificuldade de adotar medidas unificadas para um atendimento adequado como também, medidas preventivas efetivas, para o controle e minimização das morbimortalidades e desastres produzidas pelos eventos adversos, que podem ser naturais ou provocados pelo homem, sobre um ecossistema vulnerável causando danos e ameaças ao ser humano, partindo do princípio que a vitima de traumatismos, deve ser considerada como paciente prioritário, pela potencialidade de sua gravidade, pois, pode ter suas funções vitais deterioradas em um curto período de tempo, uma vez que o trauma, freqüentemente produz lesões em vários órgãos dependendo do mecanismo do acidente (biodinâmica do trauma) e das regiões anatômicas no organismo que foi atingindo.
Para que possamos obter dados a cerca do quadro clínico do paciente, torna-se necessário seqüênciar e implementar ações que possam tornar viável a assistência sem que haja prejuízos tanto para a vítima como para quem o atende, o protocolo, segue um roteiro para realização do atendimento, a partir do pressuposto, teremos as seguintes etapas: 1) Biossegurança: consiste na utilização efetiva do método de barreiras de proteção biológica com utilização dos equipamentos de proteção individual; 2) Avaliação do cenário: É o procedimento imprescindível para a garantia do atendimento seguro e eficiente,removendo e prevenindo possíveis riscos, para quem socorre e quem esta sendo atendido; 3) Isolamento e Sinalização: Procedimento realizado com objetivo de prevenir outros acidentes, e facilitar o atendimento ao acidentado, no local da ocorrência; 4) Cinemática do trauma ou Biodinâmica: Procedimento cujo objetivo é investigar as prováveis lesões através de hipóteses diagnósticas, conforme o local do acidente; 5) Movimentação e Transporte: Está relacionado a um conjunto de técnicas e procedimentos utilizados para evitar agravamento do quadro clinico e/ou iatrogênias e minimizar prováveis lesões garantindo um socorro eficiente e eficaz, planejado e específico, com ênfase na avaliação primária, que consiste na utilização de meios seqüenciados para avaliar o estado geral das vitimas politraumatizadas com ênfase nos sinais vitais, priorizando de forma efetiva o estado da dinâmica respiratória, o estado hemodinâmico, o nível de consciência, entre outras injúrias oriundas dos traumatismos, para obter a assistência devida deve-se obedecer um atendimento padronizado conhecido como, A.B.C.D.E do politraumatizado, como também, a avaliação secundária, que propicia uma investigação detalhada das estruturas anátomo-fisiológicas e do histórico clínico geral do paciente, conhecido pela sigla AMPLA. Tendo como principal objetivo facilitar a memorização e fixação dos profissionais que o aplicam.
JUSTIFICATIVA
Esse site em apreço foi elaborado a partir da percepção no cenário nacional dos altos índices de morbimortalidade oriundos dos acidentes e violências, como também, o despreparo e dificuldades na adoção de medidas padronizadas de suporte de vida pelos estudantes, profissionais, população em geral, para o enfrentamento de situações adversas nas quais se envolve vítimas de emergências. E com o intuito de ampliar as informações para o fortalecimento do protocolo de atendimento com ênfase na avaliação primária e secundária.
OBJETIVOS
Informar aos estudantes, profissionais e população em geral, a importância da primeira assistência à vítima de emergências no âmbito extra-hospitalar;
Promover a capacitação dos estudantes, profissionais e população em geral, com enfoque no atendimento pré-hospitalar;
Fortalecer e ampliar a padronização do atendimento seqüenciado ao politraumatizado;
Educar e alertar quanto às políticas de atenção as urgências e emergências preconizadas pelo SUS.
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