FINALMENTE
A SÓS J
A
noite vai avançando e tamanha era a alegria reinante que nenhum deles percebeu
as horas. Já se passavam das
O
único que não estava bêbado era Logan, não por não
ter bebido, mas por seu fator de cura nunca deixá-lo de pileque! Nesses
momentos de confraternização, isso era um porre! Queria poder estar curtindo
junto com aqueles que considerava como sua família,
mas não, ao invés disso, estando sóbrio, podia ver toda a decadência daqueles
mutantes. Ohana não saia de perto dele, não tinha
bebido tanto assim, mas estava um tanto “alta”. Tanto que, lá pelas 4,30 a.m. foi até Hank e perguntou, na
frente de todos, se já podia fazer amor com Logan,
pois muito tempo já tinha passado e ela estava com vontade! Deprimente... Hank parou, riu, fez alguma citação de Sheakespeare
e completou “claro que pode, minha cara!”
A
ruiva agradeceu a resposta positiva batendo no ombro dele e dando um beijo em
suas faces peludas; assim que virou a costa, Hank
comentou: “isso merece um drink!” e serviu-se de mais
uma lata de cerveja...
Até
mesmo August, acostumado a beber, ficou alto e, com isso, criou algumas
confusões! Quando decidiu tentar alguma coisa com Jubilee,
dizendo que ela tinha muito bom gosto para lingeries! Ela ficou muito brava e,
soltando plasmas luminosos não muito fortes, mas o suficiente para
impossibilitar a visão, exclama, chamando a atenção de todos:
[Jubi] Quero ver você continuar a me elogiar depois dessa!
Seu abusado!
[August] Eu
não vejo com os olhos, quando ativo meu poder,
gracinha! Podia estar de olhos fechados e, mesmo assim, ia ver! O elogio
continua e, só pra constar: teu poder é bem legalzinho...
[Jubi] Ahhhhh! Seu filho da mãe!
Odiei seu poder!... Seu grosso!
E
assim a madrugada transcorreu, contudo, os anfitriões da festa não estavam lá
para poder presenciar todas essas brincadeiras e efeitos do álcool no sangue.
Assim que Hank respondeu a pergunta, Ohana foi até Logan e o convidou
pra subir. Ele já tinha ficado de olho e, quando ela conversou com Fera, o
canadense ouviu tudo, apurando os ouvidos! Sabia o que ela ia dizer antes mesmo
de falar e, nem bem terminou de pronunciar as palavras:
[Wolvie] Demorou, ruiva! É só a
gente não exagerar... – comentou, pegando na cintura dela e saindo
discretamente.
Assim
que saíram da sala de reuniões, Logan já encostou-se à parede mais próxima e começou a beijá-la e
beijar o pescoço dela, fazendo-a revidar essa demonstração de carinho com
acalorados beijos. Depois de uns quinze minutos ali, o canadense pega-a no colo
e, sem parar de beijá-la, começa a subir as escadas, demoradamente. Pela
primeira vez, Logan entendeu a importância das
preliminares e até que estava gostando! Rapidamente passa por sua mente a
questão: “será que cada vez é sempre A vez, para as mulheres? Por isso gostam
tanto das pré?”
Ele
não exterioriza o pensamento, mas decide perguntar, um dia, quando fosse
oportuno; naquele momento, o que mais queria era estar com a ruiva de corpo e
alma, por um longo período de tempo...
A
porta do quarto dele estava mais perto e, desse modo, foram para lá. Logan abriu-a com um leve chute, já que a mesma estava
encostada. Ah! Como Ohana sentiu a falta da sua telecinesia naquele momento! Se estivesse com ela, já teria
ajeitado a cama, começado a se despir. Dessa vez, era
ela que estava sem muita vontade das preliminares, já que parecia fazer anos
que não ficava nos braços daquele homem, tamanho era seu desejo! Começa a
desabotoar a camisa dele, impacientemente, ao que ele ri, enquanto a coloca na
cama e se ajoelha no chão, tirando a sapatilha dela, sem tirar os olhos dos
olhos dela; assim que termina, suas mãos percorrem delicadamente a perna dela,
por cima da calça jeans que fica poucos minutos no corpo. E, assim, ambos
trocam carícias e falas, odores e gostos.
Ohana não fazia idéia do quanto o esqueleto de adamantium deixava Logan pesado!
Sem se dar conta, tão intrínseca era sua mutação com sua vida, ela acabava
fazendo uso dela para minimizar o peso, já agora, não tinha muito a fazer. Explica
para ele, ao que o canadense entende e procura não colocar todo o peso dele,
intercalando com momentos onde ela ficava sobre, para que não sentisse dor num
momento tão majestoso desse! Parecia que era a primeira vez, com a vantagem de
já se saber todos os pontos fracos da pessoa. Simplesmente, perfeito!
Depois
de um bom tempo, estavam exaustos por tudo, pelo dia, pela hora, pelo cansaço.
Dormiram abraçados, com Ohana aninhada nele, como um
bebê precisando de carinho.
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A
festa continuou até na manhã seguinte. Claro que o Professor não agüentou ficar
acordado tanto tempo e, nem mesmo Scott e Jean ficaram. Mas os mais jovens: Gian, Jubilee, August, Bobby e mesmo Warren, por estar
acostumado a passar a noite em claro, resistiram mais do que o Professor, Hank, Ororo, Scott e Jean.
Quando
a manhã surge, encontra muitos deles caídos pelos
sofás, com a mão na cabeça, devido a ressaca! Também, foi uma festa e tanto!
Como a muito não tinha na mansão. A última vez que isso aconteceu foi há muitos
anos atrás, com o casamento de Vampira e Gambit. Aquilo sim, tinha conseguido ser um festão e tanto,
também! E era justamente isso que Charles lembrava, olhando na cômoda ao lado
de sua cama, juntamente com muitas fotos de vários X-Men,
a foto de Remy e Vampira,
vestidos para o grande dia! Logo depois disso, o pedido de saída, de ambos, do
grupo, já que Vampira tinha conseguido controlar seus
poderes e não mais corria o risco de matar alguém com seu toque. Ele disse que
levaria a “cherrie” para conhecer a França e, se ela
gostasse, ficariam por lá. Apesar dos pedidos de todos para que aquela viagem fosse somente de férias, eles nunca voltaram... Mandavam
cartas regularmente e, foi através de uma delas que a maior surpresa veio: uma
foto de Vampira grávida e, numa outra foto, ela
segurando uma menina no colo. Sua felicidade era indescritível! Seu sorriso
podia ser visto em seus olhos, em sua pele, em seu cabelo, toda ela exalava
felicidade! A menina era linda! Também, nada mais natural: que filha de Remy e Vampira não seria uma
beldade? Até aquele momento, a garotinha não havia demonstrado nenhuma mutação.
Clarisse estava com sete anos e as fotos que mandavam dela, mais recentes,
mostravam uma menina com as feições e o sorriso encantador do pai e os olhos de
esmeralda da mãe. Era um anjo! Charles sorri das suas recordações. Fica feliz
por ela ter conseguido uma espécie de cura, já que o controle de seus poderes
era um sonho diário e foi a prova de ser a única coisa
que a manteve entre os X-Men. Remy,
por outro lado, nunca pertenceu realmente ao grupo. Preferia sempre trabalhar
sozinho e, se continuou ali, por tanto tempo, foi por Vampira
não sair. “Quem diria – o velho telepata pensa – que
eles se casariam e daria tudo certo, por tantos anos?! Ah! Meus filhos... Estou
orgulhoso – passando o olhar por todas as fotos de sua cômoda – de todos
vocês...”
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Jubilee acorda e dá de cara com August olhando para
ela. O garoto não era o que se podia chamar de feio, mas tinha sido muito
abusado e, por isso, Jubi finge que leva um susto:
[Jubi] Eu, hein! Logo de manhã acordar com uma visão dessas!
Deus me livre! – diz, sentido uma dor de cabeça danada somente por ouvir o som
de sua própria voz.
[August]
Ah! Japonesinha... Qualé?! – comenta, estendendo uma
cartela de aspirinas, junto com um copo d’água
– Não seja tão dura, vai? Eu exagerei porque estava bêbado e não consegui me
agüentar por causa da sua beleza...
Ela
aceita o remédio e a água, faz cara de quem não gostou de ser chamada de
japonesinha e complementa:
[Jubi] Não sou “japonesinha”... Meu nome é Jubilation Lee. E você está insinuando que a culpa por você
ter agido como um imbecil é minha?!
Ele
ri do nervosismo dela e, desse modo, meio que “virado”, iniciam uma conversa
até que bem agradável...
Bobby acorda e sente sua cabeça pulsar, como se seus pulmões
estivessem nela agora. Era horrível! E fazia tempo que o Homem de Gelo não se
sentia assim! Mesmo não agüentando, ele levanta e grita bem alto “HUHU!!!!!!” para, logo em seguida, cair sentado no sofá, com as
duas mãos na cabeça, nem conseguindo pensar direito. Uma coisa ele tinha
certeza, tinha sido ótimo reviver essa sensação!
Gian nunca tinha ficado de porre antes, ou seja, mesmo sendo uma
das “dores de cabeça” com menor amplitude, para ele era suficientemente forte;
não levantaria do sofá enquanto não o levassem ao Labmed,
ele estava morrendo! (ao menos na própria concepção)
Ororo, Hank, Jean, Scott e Warren acordam em suas próprias camas, este último, sem ter
a mínima idéia de como chegou lá. A sensação da bebida era sempre indigesta, no
dia seguinte, mas nada que um café caprichado, feito com o triplo de pó
necessário, não dê conta!
Os
retardatários acabam acordando no mesmo horário, por volta das
O
que nenhum deles contava era com a entrada mais do que feliz de Logan, somente de calça de moleton:
[Wolvie] Bom dia para todos!!!!! –
falou bem alto, fazendo com que todos falassem “shiiiii”,
“fale mais baixo!”, “precisa gritar?”, “caramba, Wolvi!!”. Maneirando no tom de
voz, ele vira-se para Jean e comenta: Depois reclamam quando eu não
cumprimento... São todos doidos!
[Jean]
Estão todos de ressaca, Logan! Apesar de você não
saber o que é isso, saiba que a cabeça dói, e muito!
[Wolvie] Ah! Então é isso... – virando-se para a mesa – Foi
mal, pessoal... Eu sempre me esqueço...
[Jean] Bem
que todos podiam ter fator de cura, né? Essa devia
ser uma coisa inerente ao fator x...
[Wolvie] Bom, eu gostaria que você me fizesse aquela bandeja esperta pra levar o café pra Ohana, Jeannie!
[Jean] Hummm, vejo que a noite foi boa,
não? Você está mais feliz que o habitual e tem um brilho nos olhos. Estou feliz
por você, meu amigo!
[Wolvie] Claro que foi boa, ruiva! Se eu só pudesse ter
dormido do lado dela, teria sido boa! Na verdade, foi ótima!
Os
dois riem e Jean prepara um café da manhã caprichado, no mesmo instante em que Ororo e Hank entram,
quase no mesmo momento:
[Hank] Bom dia, meus caros! Passaram bem a
noite?
Nenhum
dos jovens respondeu:
[Wolvie] Cês são um bando de mau-educados, isso sim! – falou com a voz em seu tom normal
– O Fera nem mesmo gritou e cês
não têm a decência de responder? Ou vocês respondem, ou dou meia hora pra todos
estarem arrumados pra Sala de Perigo!
Não
se podia entender o que eles falavam! Todos respondiam ao mesmo tempo e até
mesmo contavam coisas que tinham feito e visto na noite anterior, Hank teve que pedir para que parassem e Ororo
não agüentou a cena e sorriu, como só a Deusa dos
Ventos sabia sorrir... Ela abraçou Jean bem forte, fez o mesmo com Logan e Hank. Demorou-se um pouco
mais em Logan, já que na noite anterior, tinha sido a
que menos ficou perto dele.
[Ororo] Estou muito feliz por você, Logan!
E, posso prometer: o dia do seu casamento terá a temperatura mais agradável, o
vento mais ameno e o sol mais perfeito que Westchester
já viu!
[Wolvie] Valeu, Ororo!
Mas eu quero que você aproveite o casamento. Não fique se esforçando pra mudar
o tempo...
[Ororo] Quanto eu estou feliz, meu amigo, não preciso me
esforçar! O tempo acaba cedendo ao meu estado de espírito. E eu estou muito
feliz!
Abrindo,
com um sopro de vento, a porta que dava para o jardim e a piscina, todos ficam
meio cegos com o sol que entra, mas também, todos conseguem ver, depois de um
tempo, o imenso arco-íris que estava sobre a mansão. Era lindo! Como há muito
tempo não se via um arco-íris tão nítido!
Sorrindo,
a africana começa a fazer seu café da manhã, com algumas frutas e pedaços de
queijo; Logan passou por ela, com a bandeja que Jean
havia feito e, depois de agradecer a ruiva, agradeceu
a Ororo por tudo aquilo, por serem a família que ele
nunca teve...
Assim
que chega ao quarto, encontra Ohana ainda dormindo.
Não teve dúvida, colocou a bandeja sobre uma das cadeiras e foi acordá-la, de
mansinho. Subiu na cama de gatinho e passou a costa da
mão no rosto aveludado dela, nos cabelos sedosos e viu seus olhos abrirem,
devagar, seguidos de um sorriso e um “bom dia”, com voz de sono.
[Wolvie] Posso abrir a janela, gata?
[Ohana] Agora? Por quê? – pergunta, esfregando os olhos.
[Wolvie] Tenho que te mostrar uma coisa. – diz, descendo da
cama e andando alguns passos até a porta-balcão que dava para a piscina.
Assim
que a abre, Ohana sente um calor gostoso tomar conta
dela, um sol manso; terminou de abrir os olhos devagar e viu o lindo arco-íris,
parecendo uma faixa de seda passando pelo horizonte, de tão nítidas que estavam
as cores!
[Ohana] Mas que lindo!! Queria
acordar assim todos os dias!
[Wolvie] E eu acho que vai. Esse daí foi presente da Ororo pra nós, ruiva. Ela tá
muito feliz com nosso casamento. Assim como eu! Assim como todos dessa casa!!
[Ohana] Isso foi lindo, Logan... –
levanta-se e lhe dá um beijo – Eu te amo!
[Wolvie] Também te amo, Ohana! Eu
nunca tive dúvida disso, só tinha medo de falar...
Ohana olha mais uma vez para o arco-íris e, somente nesse
momento, percebe que ele tem uma das pontas na mata atrás da mansão e a outra
está bem sobre a lápide de James, fechando os olhos, a ruiva sentencia:
[Ohana] Temos que escrever alguma coisa na lápide do nosso
filho, Logan...
Seguindo
o olhar dela o canadense entende o porquê da recordação:
[Wolvie] Temos mesmo... E eu já até sei o que vai ser! –
sorriu, passando a mão no cabelo dela e beijando-lhe a testa.
*corrigido
e rediagramado em 25/07/2006 – 14h45min*