ALGUMA ALEGRIA, EM MEIO À TEMPESTADE...

 

As primeiras dores do parto vieram no meio do quarto mês; numa noite fria e chuvosa. Tudo relacionado ao nascimento do bebê era acelerado e, com isso, ela não ficou muito tempo em trabalho de parto. Com os atentos olhos de todos os X-men, veio ao mundo – através de cesariana - mais um mutante. Filho de Logan e Ohana; um grande menino, com lindos olhos verdes e cabelo abundante. Seu choro foi um alívio para os ouvidos da ruiva e de Logan que estava ao seu lado.

Jean ficou muito feliz em poder ajudar no parto e, Scoth, já vendo muito melhor, apesar de suas rajadas ainda não terem retornado pôde sentir a felicidade de sua esposa ao segurar o pesado bebê.

Champanhas foram estourados, sorrisos, festa! Esse era o clima na mansão; uma brecha de felicidade, diante dos sofrimentos atuais...

Assim que a assepsia tinha sido feita, deixaram os pais sossegados e foram comemorar. Ohana não sabia o que dizer e Logan não parava de elogiar os lindos olhos de seu filho. No fundo, ele estava muito feliz por ele ser um garoto, assim, poderia ensinar muitas coisas a ele.

Na mente do mutante desenrolavam-se cenas de brincadeiras, lutas, saídas a campo.

 

[Ohana] Querido! Veja como é lindo! Ele tem a sua cara! – totalmente radiante.

 

[Wolvie] brincando, é? Se ele tivesse minha cara já teria espantado todo mundo! -

 

[Ohana] Ah! Então está dizendo que eu tenho mau gosto? – fazendo biquinho e franzindo o cenho.

 

[Wolvie] Não, Ohana, querendo dizer que viu em mim algo além do físico. Que foi mesmo amor, só isso... – sem saber o que dizer para contornar a situação.

 

[Ohana] Você nunca foi bom em desculpas, Logan... – sorri - Que nome vamos dar a ele?

 

[Wolvie] Sei lá, gata... O que que acha de James? – pega o bebezão no colo, todo de mau jeito.

 

[Ohana] James?... – analisa - É um nome bonito, sim! Apesar de ser simples. Mas é forte, eu gostei!

 

Ambos riem, acariciando o bebê, enquanto este fazia menção de voltar ao colo da mãe, mais firme e com um suprimento de leite que ele estava precisando no momento. Parecendo entender os desejos do filho, Ohana pega-o novamente e começa a dar de mamar a ele.

Fazia um tempo que estavam assim, quando o bebê, parando de mamar e voltando-se para o pai, olha nos olhos dele, estende o bracinho e diz:

 

[James] Papá! – com uma voz fina, característica das criancinhas que começam a falar.

 

[Wolvie] Mas que raio é isso?! – ele espanta-se

 

[Ohana] Ele falou, Logan! Isso não é fantástico? – sorrindo - Te chamou de papai. Oh! Que coisa mais linda! – acariciando a barriga da criancinha. Ele volta-se para a irlandesa e diz:

 

[James] Mama!

 

Ambos emudecem, não sabiam se choravam; se riam. Logan preferiu chamar os outros e contar o que aconteceu, assim, poderiam compartilhar alegrias.

Entra na sala de reuniões e, abrindo a porta de supetão, chama a atenção de todos para si:

 

[Wolvie] Meu guri falando! Vem ver Jean, Hank! É incrível! – fazendo sinal com o braço.

 

Todos deixam seus copos onde estão e, apressando o passo, vão até o LabMed, a cena que encontram é estupenda, mesmo para quem já está tão acostumado a ver vários tipos de mutação.

Sentado no colo de Ohana, o pequeno James, falava seu nome; sob o olhar atento de sua mãe.

Assim que chegaram à sala, a ruiva apresentou Hank e Jean para ele e, sem hesitar, apesar de ainda ser voz de criancinha, falou:

 

[James] Prazer, sou James. – e batia palminhas.

 

[Hank] O prazer é meu, pequenino prodígio! – responde o Dr. colocando os óculos na ponta do nariz.

 

[Jean] Ja-james. Isso é inacreditável!

 

[James] Mas, se você vê, como pode dizer que é inacreditável?...

 

A carinha de desapontamento estampada no rosto do bebê faz Hank sorrir, podia-se ver que ele tinha um grau de aprendizado sem precedentes! Sabia o significado de inacreditável, sem nunca ter ouvido a palavra antes. O interesse científico falou mais alto e, pedindo licença, ele se retirou; indo ter com seus livros e pesquisas.

Não preciso dizer que em algumas horas, todos tinham sido apresentados a James, e ele respondia às perguntas com segurança.

Logan não cabia em si de feliz! Pegou o filho no colo e saiu mostrando toda a mansão para ele. O carinho que ambos tinham era patente.

Ohana só não se sentiu mal, porque conhecia a natureza de Logan e tinha a certeza de que aquilo era felicidade pura e não esquecimento e egoísmo. Claro que ela gostaria de estar dividindo esses momentos com ele, mas, ao preferir ficar sozinho com o filho, a ruiva respeita essa vontade.

Todos continuam com as celebrações, e estas atravessam a noite.

 

Como o cansaço era grande, não demorou muito para Ohana ir deitar, convidando Logan juntamente com o pequeno James para isso. Ambos aceitaram, o dia tinha sido de total surpresa! Uma mais satisfatória do que a outra. Já a noite, se mostraria um pouco mais sombria...

Lá pelo meio da madrugada, James começa a chorar. Achando ser de fome, Ohana aproxima-se do berço e, qual não é sua surpresa ao notar que seu filho estava um pouco maior, com carinha de mais crescido!

Ela o pega no colo, o afaga e, quando ia comentar com Logan o que aconteceu, percebe que o canadense não estava na cama.

“Mas ele estava aqui agora mesmo...” – ela pensa, voltando a atenção ao filho, começa a andar com ele pelo quarto, dando de mamar.

Pergunta-se onde Logan estaria e faz uma pequena incursão pelo quarto, notando uma das cortinas desarrumada, abre-a e encontra o canadense caído no chão, em posição fetal, retorcendo-se.

Movendo James telecineticamente para o meio da cama e cercando-o com alguns travesseiros, ela ajoelha-se:

 

[Ohana] Logan! O que aconteceu? Eu posso te ajudar? Eu...* - sendo bruscamente interrompida.

 

[Wolvie] ELE VOLTOU, ANA! Cai fora daqui porque eu não sei quanto tempo vou agüentar! – volta a contorcer-se. Como quem tem uma tremenda luta interior.

 

[Ohana] Ele? Quem é ele, Logan? Deixa eu te ajudar!

 

[Wolvie] Ninguém pode me ajudar! – ele grita, jogando Ohana longe e se atirando pela janela, numa vã tentativa de tentar proteger aqueles que ama, enquanto ainda tinha alguma razão.

 

Nesse instante, um terrível pesadelo toma de assalto a mente de Ohana, atingindo em cheio a mente de Jean, também. A telecinética relembra o pesadelo apagado pela amiga e, Jean, que não sabia o que tinha apagado, tem total lembrança do que assustou tanto sua amiga naquela noite.

Acordando em um salto, Jean avisa Scoth sobre tudo que aconteceu e corre para o quarto de Logan, encontrando Ohana sentada no chão, perto da cama, cabeça entre os pés.

Ao perceber a janela quebrada e dar uma varredura mental pela mansão, Jean não encontra Logan, apenas um tênue rastro, quase nos limites do Instituto.

James volta a chorar, como que entendendo o que aconteceu ao seu pai. Percebendo que Ohana não iria ver, Jean chega perto da cama e assusta-se ao ver como o garotinho tinha crescido!

 

[James] O que aconteceu, Jean? Onde está minha mãe? – ele questiona.

 

[Jean] Está tudo bem, James. Ohana está sentada aqui perto, eu vou levá-lo até ela.

 

O garotinho não espera mais nada, dá um pulo da cama e vai até onde Ohana estava.

Naquele ponto, nada mais a surpreendia e, vendo que a mãe chorava, o menino se aconchega no colo dela, limpando suas lágrimas.

Ela tenta forçar um sorriso, vira-se para Jen:

 

[Ohana] Jean, eu sabia que isso ia acontecer!! E não pude fazer nada... – recriminando-se.

 

[Jean] Era impossível saber, Ohana! Não se culpe! Nós vamos achá-lo. Esse pesadelo não vai se tornar real...

 

[James] Não chora não, mãe... – secando com o dedinho algumas lágrimas.

 

[Ohana] Tudo bem, James. Mamãe vai tentar. Agora, vá para a cama, isso não é hora de uma criança estar acordada... Deixe os adultos cuidarem disso, sim? – força um sorriso, acaricia o filho e empurra-o, delicadamente, para a direção da cama do casal.

 

Obedecendo, mesmo a contra gosto, o garotinho pede ajuda a Jean para subir na cama e cai no sono, alguns minutos depois.

Pelo que se podia perceber, sem fazer um exame mais aprofundado, ele estava com idade corporal de um ano e mental de uns três anos, mais ou menos.

Tudo que se podia detectar nos olhos de Ohana era sua insatisfação quanto ao não poder fazer nada. As dores da queda não eram nada, eram inclusive, suportáveis. Mas a dor da incapacidade em ajudar uma das pessoas que mais amava na vida, essa sim, não queria calar...

O nascer do Sol parece trazer a vida de volta para a Mansão. Aos poucos, os Filhos do Átomo vão acordando. Scoth já tinha explicado todo o ocorrido ao Professor. Este, com sua idade avançada, colocava os X-men em um estado de contínuos cuidados. Ninguém queria preocupá-lo muito. Ele já tinha uma leve idéia do fato, mas finge não saber nada, apenas para ter a certeza de que seus “filhos” poderiam se virar muito bem sem ele.

Para Ohana, essa “vida” que voltava com o nascer do dia era aparente. Apesar de ver em seu pequeno filho os traços de Logan isso dava à ruiva mais desespero do que alívio!

Onde ele estaria?! O que teria acontecido? Teria ela, realmente, entendido e sido, de algum modo, responsável por tudo isso?

 

[Scoth] Professor, pelo que Jean me contou, Ohana está totalmente “largada”. Ela não se interessa mais pelo James e somente sussurra palavras desconexas, sempre ligadas ao Logan. – suspira – Sempre soube que ele traria problemas, mais cedo ou mais tarde... – tomando a velha postura de líder-máquina.

 

[Professor X] Não diga isso, Scoth! – ele repreende, com amor – Ninguém nasceu para sofrer ou fazer os outros sofrerem... Tudo se ajeitará, meu filho...

 

Ele fecha os olhos, concentra-se e, como já havia entrado em contato com o lado selvagem de Logan, o conhecia muito bem. Abrindo os olhos, ele conclui, assim que Jean também entra na sala, deixando todos avisados de que Ohana havia dormido:

 

[Professor X] Bem, pelo que eu pude averiguar, o lado selvagem de Logan tomou, totalmente o controle. Aquilo que sempre tememos, aconteceu. Aparentemente por ele ter conseguido abafá-lo totalmente, pelo seu próprio esforço... Ao que parece, a vinda do bebê o fez “baixar a guarda” e, com isso, esse lado, esquecido por tanto tempo, veio à tona.

 

[Jean] Isso é horrível, Professor! – colocando a mão na boca - Eu tive acesso a um pesadelo que Ohana teve no início de sua gravidez. Ela sente-se culpada pelo que aconteceu, pois pensa que poderia ter ajudado Logan a enfrentar esse problema. Só que... – e não vai adiante.

 

[Scoth] Que foi, Jean? O que aconteceu? – ele aproxima-se da esposa e coloca a mão em seu ombro.

 

[Jean] Eu apaguei a memória desse pesadelo dela. Quando percebi o mal que ele fez a Ohana, nem mesmo questionei meus atos e, nem mesmo, tentei saber qual era o motivo do pesadelo. Sinto-me culpada pelo que aconteceu também!

 

Ela termina, abraçando o marido e não contendo algumas lágrimas.

 

[Professor X] Bem, fico feliz que tenha descoberto seu erro. Isso permitirá que não o cometa outra vez. – de um modo firme, mas doce - Mas ficarmos de braços cruzados não vai ajudar nada! Temos que reunir os outros e explicarmos a gravidade da situação. Agora, o Logan que conhecemos, está profundamente enterrado e quem comanda é seu lado selvagem... – movendo a cadeira para a porta.

 

Antes que ele chegue ao batente, Jean aciona o alarme telecineticamente e todos os X-men, sem exceção se reúnem numa das salas de aula. Tendo a palavra, o Professor X explica a todos o quão grave é a situação e enfatiza que encontrar Logan e trazê-lo para a Mansão é um trabalho árduo e em conjunto. Explica que com os conhecimentos que o canadense tem, se não traçarem um plano e segui-lo a risca, poderão correm riscos desnecessários.

 

[Professor X] E é por isso que eu os convoquei, meus filhos. Devemos tentar fazer o melhor de nós, em cada uma de nossas especialidades para trazê-lo ao Labmed e aplicar-lhe os cuidados necessários.

 

[Jean] Não podemos nos esquecer, por nenhum momento que ele é uma máquina assassina sem sua razão. Não terá pena de nós ou lembrança de quem somos...

 

[Fera] Alguém poderia nos informar a localização exata dele? Afinal, tudo depende de quão longe ele está, não?

 

O Professor e Jean se concentram e conseguem avaliar que ele não saiu da mansão e nem pretende fazê-lo. Na verdade, estava voltando para o casarão, com a mente totalmente conturbada.

 

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Sua corrida desenfreada o tinha feito correr para a mata do Instituto onde, após matar alguns cervos e estar banhado em sangue, decide retornar ao "lar" e tirar algumas situações a limpo.

 

Depois de muito confabularem e testarem vários planos, todos chegam à conclusão de que o melhor seria um ataque mental. Algo que fosse forte o suficiente para fazer o corpo dele parar de agir, mesmo que o animal interior não parasse de causar danos ao seu cérebro. Isso poderia ser contornado com o auxílio do Professor e de Jean. Todos concordaram que um confronto corpo-a-corpo seria inútil, tanto para quem atacasse como para ele. O plano estava traçado, agora seria somente necessário esperar Wolverine chegar à Mansão.

 

Em seu quarto, Ohana permanece dormindo. Jean havia dado um calmante para ela e deixado o pequeno James ao seu lado. Ambos dormiam e a telecinética somente acordou quando ouviu o chamado calmo do Professor em sua mente. Ela despertou tranqüilamente e se espantou ao acordar e dar de cara com um James ainda maior do que antes, com o corpo de um garotinho de 7 anos, totalmente apertado pelas roupas pequenas.

O pedido do Professor foi de que ela acordasse e permanecesse no quarto, pois Logan estava a caminho e, provavelmente tentaria entrar em contato com ela, ou o bebê.

 

[Ohana] *Bebê? Professor... Creio que ele já não é mais um bebê!*

 

Ela pensa muito preocupada com o futuro de seu filho se isso continuar; mas um certo barulho na janela a faz parar de pensar e ficar em prontidão.

A ruiva senta-se na cama e, olhando para a janela, dá de cara com Logan. Nem conseguiria explicar como ele entrou, de tão silencioso. O importante é que estava lá. Seu corpo provava que tinha encontrado com alguns animais pelo caminho – pobrezinhos! – e seu olhar deixava claro que diante dela não estava Logan e sim, a fera interior!

 

[Wolvie] GGrrrr!! tirou ele de mim! Agora eu vou tirar algo de você! – babava e arqueava o corpo, sem ser capaz de manter-se em posição ereta.

 

A fera grunhia, deixando perceber entre um rosnado e outro, suas intenções. Seu olhar era fixo no garotinho que dormia ao lado de Ohana e, começando a andar em direção a cama é barrado por uma “parede” invisível.

 

[Ohana] Se pensa que vai chegar perto do NOSSO filho, você está muito enganado – levantou uma sobrancelha e arrematou: e não me conhece...

 

Ela adverte, tomando posição de “mão defensora”. O garoto acorda com todo o barulho e, vendo o pai naquela situação, fica com o olhar apavorado.

 

[Wolvie] Que foi garoto? não quer mais vir com o “papai”?

 

Essa última palavra foi dita com todo o desdém possível, mostrando os dentes, num sorriso sarcástico.

 

[James] Você não é meu pai! Meu pai é bom e não... Ele nunca... Eu nunca o vi matar!

 

A risada de Logan pode ser ouvida no corredor!

 

[Wolvie] NUNCA MATOU? AHAHAHAHAHAHA só pode brincando, muleque!

O sangue que vendo não é nada, perto de tudo que já fiz... não pode mesmo ser meu filho! muito pentelho e burrinho! Além do que, o dia que eu gostar de alguém como tua mãe, pode me internar porque eu pirei...

 

Mesmo sabendo que aquelas palavras não eram ditas pelo Logan, Ohana sentiu, sentiu fundo... Seu corpo inteiro arrepiou-se, já que, de alguma forma, aquele “ser” fazia parte dele, e era isso que esta parte sentia por ela. E por seu filho.

Depois de ouvir aquilo James calou-se; abraçou a mãe pela cintura e não tirou mais os olhos dela. Naquele segundo em que o lado selvagem de Logan proferiu aquelas palavras ácidas, Ohana não percebeu, mas baixou a guarda no escudo telecinético e, não mais se sentindo impedido Logan deu um grande salto e SNIKT! Ejetou suas garras e correu na direção do pescoço de Ohana. O garotinho dá um grito e fecha os olhos, Ohana volta à realidade a tempo de presenciar um estranho acontecimento.

Em seus olhos era possível ver toda sua fúria. Mas ele não se mexia mais. Tinha ficado como uma espécie de estátua, com as garras ejetadas a alguns centímetros da garganta.

Ele tinha sido impedido bem a tempo pelo Professor que o segurou telepaticamente.

A cena que Jean pôde deslumbrar ao entrar no quarto foi surpreendente. Se o Professor não tivesse agido com cautela e determinação, ele a teria matado, sem pestanejar.

Colocando a mão na direção da cabeça dele, tudo que Jean podia ouvir era que ele era o verdadeiro EU e tinha sido suprimido pelo IDIOTA apaixonado! Ele era o dono do corpo e ninguém mais!! Os grunhidos e ameaçadores barulhos Jean já conhecia. O que ela nunca tinha sentido era toda aquela determinação.

Jean maneia a cabeça, convencida de que isso daria mais trabalho do que imaginaram. Ela olha para Ohana e vê lágrimas escorrerem do rosto da amiga. Assusta-se com o tamanho de James e, abraçando ambos, comenta:

 

[Jean] Não se preocupem; o pior já passou! Agora, poderemos cuidar dele...

 

“Professor, pode trazê-los, está tudo sob controle. Ao menos, aparentemente...

Scoth, Fera e Jubileu entram no quarto, trazendo uma maca e com um trabalho em conjunto, colocam o canadense confortavelmente sobre ela. Levando-o para o Labmed.

Ohana vê os três levarem seu “marido” e suspira; de alívio! Olha para James e comenta, enquanto chora copiosamente:

 

[Ohana] Aquele não era mesmo seu pai, James! Ele jamais tentaria algo contra nós. Ele nos ama e nós também o ama*... – mas não conseguiu terminar a frase, tendo a voz embargada pelo choro.

O pequeno James também chora; em parte, por ver sua mãe chorar, e por saber que seu pai não era aquilo! Ele sabia! Assim como sabia de muita coisa mais, dentro de si...

 

*corrigido e rediagramado em 22/07/2006 – 20h20min*

 

 

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