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Brasil, anos 60. A ditadura militar faz o país mergulhar em um dos
momentos mais negros de sua história. Alheia a tudo isto, Zuzu Angel
(Patrícia Pillar), uma estilista de modas, fica cada vez mais famosa
no Brasil e no exterior. O desfile da sua coleção em Nova York
consolidou sua carreira, que estava em ascensão. Paralelamente seu
filho, Stuart (Daniel de Oliveira), ingressa na luta armada, que
combatia as arbitrariedades dos militares. Resumindo: as diferenças
ideológicas entre mãe e filho eram profundas. Ela uma empresária,
ele lutando pela revolução socialista e Sônia (Leandra Leal), sua
mulher, partilha das mesmas idéias. Numa noite Zuzu recebe uma
ligação, dizendo que "Paulo caiu", ou seja, Stuart tinha sido preso
pelos militares. As forças armadas negam e Zuzu visita uma prisão
militar e nada acha, mas viu que as celas estavam tão bem arrumadas
que aquilo só podia ser um teatro de mau gosto, orquestrado pela
ditadura. Pouco tempo depois ela recebe uma carta dizendo que Stuart
foi torturado até a morte na aeronáutica. Então ela inicia uma
batalha aparentemente simples: localizar o corpo do filho e
enterrá-lo, mas os militares continuam fazendo seu patético teatro e
até "inocentam" Stuart por falta de provas, apesar de já o terem
executado. Zuzu vai se tornando uma figura cada vez mais incômoda
para a ditadura e ela escreve que não descarta de forma nenhuma a
chance de ser morta em um "acidente" ou "assalto". |