| TRANSPARÊNCIA |
| Fujo, viajo não me acho. Penso que me acho mas vejo o fisco de fugir do fracasso, de não tê-lo ao mau lado, em meus braços. Tranco-me como concha, minguo como lua, baixo como maré. Acossada, ofuscada, atravancada E, num lapso, de aguerrida, torno-me arredia, vida de idas e vindas, amores de chegadas, de saídas. No fluxo da maré de março, avulto, ganho força, e como um rio em seu curso natural deságuo no mar, voltando plácida, fluorescente, transparente. |