Uha - Bap- Lu- Bap- Lah- Béin-
Bum

(Escolha o link e va direto na música que vc desejar)
Quando Acabar o Maluco Sou Eu
Cowboy Fora-da-Lei
Paranóia II (Baby, Baby, Baby)
I
Am (Gita)
Eu Sou (Gita)
Cambalache
Loba
Canceriano Sem Lar (Clínica Tobias Blues)
Gente
Cantar
Muita Estrela, Pouca Constelação
Quando
Acabar o Maluco Sou Eu
Raul Seixas - Lena Coutinho - Cláudio Roberto
Toda vez que eu olho no
espelho a minha cara
Eis que sou normal e isso
é coisa rara
A minha enfermeira tem
mania de artista
Trepa em minha cama crente
que é uma trapezista
Eu não vou dizer também
que eu seja perfeito
Mamãe me viciou a só
querer mamar no peito
Ehê, ahá! Quando
acabar o maluco sou eu
Ahá! Quando acabar o
maluco sou eu
O russo que guardava o
botão da bomba H
Tomou um pilquinho e quis
mandar tudo pro ar
Seu Zé preocupado anda
numa de horror
Pois falta um carimbo no
seu título de eleitor
Ehê, ahá! Quando
acabar o maluco sou eu
Ahá! Quando acabar o
maluco sou eu
Eu sou louco mas sou
feliz
Muito mais louco é quem me
diz
Eu sou dono do meu nariz
Em Feira de Santana ou
mesmo em Paris
Não bulo com governo,
com polícia, nem censura
É tudo gente fina, meu
advogado jura
Já pensou o dia em que o
papa se tocar
E sair pelado pela Itália
a cantar
Ehê, ahá!
Quando acabar o maluco sou eu
Ahá! Quando acabar o
maluco sou eu
Cowboy
Fora-da-Lei
Raul Seixas - Cláudio Roberto
Mamãe não quero ser
prefeito
Pode ser que eu seja eleito
E alguém pode querer me
assassinar
Eu não preciso ler jornais
Mentir sozinho eu sou capaz
Não quero ir de encontro
ao azar
Papai não quero provar
nada
Eu já servi à pátria
amada
E todo mundo cobra a minha
luz
Oh, coitado, foi tão cedo
Deus me livre, eu tenho
medo
Morrer dependurado numa
cruz
Eu não sou besta pra
tirar onde de herói
Sou vacinado, sou cowboy
Cowboy fora-da-lei
Durango Kid só existe no
gibi
E quem quiser que fique
aqui
Entrar prá história é
com vocês
Vamo entrar
prá história pessoal
Paranóia
II (Baby, Baby, Baby)
Raul Seixas - Lena Coutinho - Cláudio Roberto
Eu vivo procurando em
tudo quanto é lugar
Nos bares, nas igrejas eu
tentei encontrar
Nos becos, nas esquinas, na
lama e no pó
Até no bolso do meu
paletó
Eu sei que essa coisa
que eu tenho que achar
Talvez tão perto que a
mão não possa tocar
Quem sabe uma gilete,
talvez um coração
Olhei até debaixo do meu
colchão
Baby, baby, baby, eu
preciso parar
Essa paranóia tenho que
eliminar
Mas o que eu procuro você
escondeu na barriga
Não quer me entregar
Que diabo você quer mais
de mim?
Que triste história a
minha, fui me apaixonar
Por alguém que tinha um
brilho estranho no olhar
Caí na sua teia, serei a
tua ceia
Um pacto com satã ainda
quero tentar
Mana, Mona Lisa, cê tá
rindo de mim
Garga-gargalhando seu
canino de marfim
Eu faço qualquer coisa
Te dou tudo que eu tenho,
ó bruxa
Por um pedacinho da paz que
um dia eu perdi
Baby, baby,
baby, eu preciso parar
Essa paranóia tenho que
eliminar
Mas o que eu procuro você
escondeu na barriga
Não quer me entregar
Que diabo você quer mais
de mim?
I Am (Gita)
Raul Seixas - Paulo Coelho
Since the beggining of
time
Man has search for the
great answer
It was given
Today I give it once more
Sometimes you ask me a
question
You ask why I talk so
little
I hardly ever speak of love
Don't side you and smiling
so brittle
You think of me all the
time
You eat me, spew me and
leave me
Come forth, see through
your ears
'Cause today I'll chalenge
your sight
I am the star of the
starlights
I am the child of the moon
Yes, I am your hatred of
love
I am too late and too soon
Yes, I am the fear of
failure
I am the power of will
I am the bluff of the
gambler
I am, I move, I'm still
Yes, I am your sacrifice
The placard that spells
"forbidden"
Blood in the eyes of the
vampire
I am the curse unbidden
Yes, I am the black and
the indian
I am the WASP and the jew
I am the Bible and the
I-Ching
The red, the white and the
blue
Why do you ask me a
question
Asking is not going to show
That I am all things in
existence
I am, I was, I go
You have me with you
forever
Not knowing if it's bad or
good
But know that I am in
yourself
Why don't you just meet me
in the woods
For I am the eaves of
the roof
I am the fish and the
fisher
"A" is the first
of my name
Yes, I am the hope of the
wisher
Yes, I am the housewife
and the whore
Hunting the markets asleep
I am the devil at your door
I'm shallow, wide and deep
Yes, I am the law of
Thelema
I am the fang of the shark
I am the eys of the
blindman
I am the light in the dark
Oh, yes, I am bitter in
your tongue
Mother, father and the
riddle
I am the son yet to come
Yes, I'm the beggining, the
end and the middle
Tradução
Eu
Sou (I Am - Gita)
Tradução: Toninho Buda
Desde o início dos
tempos
O Homem tem buscado a
grande resposta
E ela foi dada
Hoje eu a dou mais uma vez
Às vezes você me
pergunta
Porque é que eu sou tão
calado
Eu dificilmente falo de
amor
Nem fico sorrindo ao seu
lado
Você pensa em mim toda
hora
Me come, me cospe e me
deixa
Vamos em frente, tente ver
além
Porque hoje eu vou
demonstrar
Eu sou o âmago das
estrelas
Eu sou o filho da Lua
Eu sou o seu medo de amar
Eu sou a madrugada e o
entardecer
Sim eu sou o medo da
queda
Eu sou o poder da Vontade
Eu sou o blefe do jogador
Eu sou, eu movo, eu
continuo
Eu sou o seu sacrifício
A placa que diz
"proibido"
O sangue no olhar do
vampiro
Eu sou a inesperada
maldição
Sim, eu sou o negro e o
índio
Eu sou o crente e o judeu
Eu sou a Bíblia e o I
Ching
O vermelho, o branco e o
azul
Por que você me
pergunta
Perguntas não vão lhe
mostrar
Que eu sou todas as coisas
que existem
Eu sou, eu fui, eu vou
Você me tem com você
para sempre
Mas não sei se é bom ou
ruim
Mas saiba que estou em
você
Não apenas na mata você
me encontra
Eu sou a telha do
telhado
Eu sou o peixe e o pescador
A é o primeiro dos meus
nomes
Eu sou a esperança daquele
que Quer
Eu sou a esposa e a
prostituta
Caçando sonâmbulas pelos
mercados
Eu sou o demônio na sua
porta
Eu sou o raso, largo e
profundo
Sim, eu sou
a Lei de Thelema
Eu sou o dente do tubarão
Eu sou os olhos do cego
Eu sou a luz na escuridão
Eu sou o amargo na tua
língua
A mãe, o pai e o enigma
O filho que está vindo
O início, o fim e o meio.
Cambalache
Ernesto Discépolo
Versão: Raul Seixas
Que o mundo foi e será
uma porcaria eu já sei
Em 506 e em 2000 também
Que sempre houve ladrões,
maquiavélicos e safados
Contentes e frustrados,
valores, confusão
Mas que o século XX é uma
praga de maldade e lixo
Já não há quem negue
Vivemos atolados na lameira
E no mesmo lodo todos
manuseados
Hoje em dia dá no mesmo
ser direito que traidor
Ignorante, sábio, besta,
pretensioso, afanador
Tudo é igual, nada é
melhor
É o mesmo um burro que um
bom professor
Sem diferir, é sim senhor
Tanto no norte ou como no
sul
Se um vive na impostura e
outro afana em sua ambição
Dá no mesmo que seja
padre, coveiro, rei de paus
Cara dura ou senador
Que falta de respeito,
que afronta pra razão
Qualquer um é senhor,
qualquer um é ladrão
Misturam-se Beethoven,
Ringo Star e Napoleão
Pio IX e D. João, John
Lennon e San Martin
Como igual na frente da
vitrine
Esses bagunceiros se
misturam à vida
Feridos por um sabre já
sem ponta
Por chorar a bíblia junto
ao aquecedor
Século XX
"cambalache", problemático e febril
O que não chora não mama
Quem na rouba é um imbecil
Já não dá mais, força
que dá
Que lá no inferno nos
vamos encontrar
Não penses mais, senta-se
ao lado
Que a ninguém mais importa
se nasceste honrado
Se é o mesmo que trabalha
noite e dia como um boi
Se é o que vive na
fartura, se é o que mata, se é o que cura
Ou mesmo fora-da-lei
Loba
Raul Seixas - Lena Coutinho - Cláudio Roberto
Se você quiser
brincar-cá
De papai-mamãe comigo-go
Eu estou ao seu dispor-pô
Sem conseqüência de
perigo-go
Bem vestida em seu
nylon-lon
Me enreda em sua
trança-ça
Como Rapunzel, pressinto
Você já não é mais uma
criança-ça
Oh! Oh! Índole de loba libidinosa
Me abocanha na hora da
mesa-as
Com seus olhos de olhar
perdigueiro-ro
Seus pais não sabe o que
fizeram
Um diabo sexy e
traiçoeiro-ro
Oh! Oh!
Índole de loba libidinosa
Canceriano Sem Lar (Clínica Tobias Blues)
Raul Seixas
Estou sentado em minha
cama
Tomando meu café pra fumar
Trancado dentro de mim
mesmo
Eu sou um canceriano sem
lar
Estou sentado em minha
cama
Tomando meu café pra fumar
É, é, porém, mas,
todavia
Eu sou um canceriano sem
lar
Eu tomo café pra mim
não chorar
Pergunto à nuvem preta
quando o sol vai brilhar
Estou deitado em minha
vida
E o soro que me induz a
lutar
Estou na Clínica Tobias
Tão longe do aconchego do
lar
All right,
man
Play the blues
Clínica Tobias blues
Gente
Raul Seixas
Gente é tão louca
E no entanto tem sempre
razão
Quando consegue um dedo
Já não serve mais, quer a
mão
E o problema é tão fácil
de perceber
É que gente
Gente nasceu pra querer
Gente tá sempre
querendo
Chegar lá no alto
Pra no fim descobrir
Já cansado que tudo é
tão chato
Mas o engano é bem fácil
de se entender
É que gente
Gente nasceu pra querer
Em casa, na
rua, na praia, na escola ou no bar, ah!
É gente fingindo,
escondendo seu medo de amar
Cantar
Raul Seixas - Cláudio Roberto
Eu já falei
Sobre disco voador
E da Metamorfose que eu sou
Eu já falei só por falar
Agora eu vou cantar por
cantar
Já fui garimpeiro
Encontrei Ouro de Tolo
Eu já comi metade do bolo
Eu já avisei só por
avisar
Agora eu vou cantar por
cantar
Cantar tudo que vier na
cabeça eu
Eu vou cantar até que o
dia amanheça
Eu vou cantar (Eu vou
tocar, tocar)
Já fui Mosca na Sopa
Zumbizando em sua mesa
Também já fui Maluco
Beleza
Eu já reclamei só por
reclamar
Agora eu vou cantar por
cantar
Cantar tudo
que vier na cabeça eu
Eu vou cantar até que o
dia amanheça
Eu vou cantar
Muita Estrela, Pouca Constelação
Raul Seixas - Marcelo Nova
A festa é boa tem
alguém que tá bancando
Que lhe elogia enquanto vai
se embriagando
E o tal ego vai ficando lá
nas alturas
Usar brinquinho pra romper
as estruturas
E tem um punk se
queixando sem parar
E um wave querendo
desmunhecar
E o tal do heavy arrotando
distorção
E uma dark em profunda
depressão
Eu sei até que parece
sério, mas é tudo armação
O problema é muita estrala
pra pouca constelação
Tinha um junkie se
tremendo pelos cantos
Um empresário que jurava
que era santo
Uma tiete que queria um
qualquer
E um sapatão que azarava
minha mulher
Tem uma banda que eles
já vão contratar
Que não cria nada, mas é
boa em copiar
A crítica gostou, vai ser
sucesso ela não erra
Afinal lembra o que se faz
na Inglaterra
Eu sei até que parece
sério, mas é tudo armação
O problema é muita estrala
pra pouca constelação
E agora vem a periferia
O fotógrafo ele vai
documentar
O papo do mais novo big
star
Praquela revista de
rock e de intriga
Que você lê quando tem
dor de barriga
E o jornalista ele quer
bajulação
Pós new old é a nova
sensação
A burrice é tanta, tá
tudo tão à vista
E todo mundo posando de
artista
Eu sei até que parece
sério, mas é tudo armação
O problema é muita estrala
pra pouca constelação