Por Quem os Sinos Dobram

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Ide a Mim Dada
Diamante de Mendigo
A Ilha da Fantasia
Na
Rodoviária
Por Quem os Sinos Dobram
O Segredo do Universo
Dá-lhe
que Dá
Movido a Álcool
Réquiem para uma Flor
Ide a Mim Dada
Raul Seixas - Oscar Rasmussem
Ide a mim dada
Vinde a mim neném
Bate uma xará
Que eu quero outra também
É que eu estou trazendo
uma novidade total
Feita pra nós e para o
povo em geral
Quem dança comigo a dança
do ide a mim
Vai se viciar não vai
querer mais sair
Nem de
vitória, nem derrota eu falei
Tudo o que eu quero, é
ouvir o povo cantar
E pra consciência é que
eu não posso mentir
Pois, meu travesseiro não
me deixa dormir
Diamante
de Mendigo
Raul Seixas - Oscar Rasmussem
Eu tive que perder minha família
Para perceber o benefício
Que ela me proporcionava
É triste aceitar esse engano
Quando já se esgotam as
possibilidades
E agora sofro as atitudes que
tomei
Por acreditar em verdades ignorantes
Que na época tomei
Acreditando numa moda passageira
Que se foi tal qual fumaça
Não respeitei o sacrifício
Que custa pra construir
A fortaleza que se chama família
Acabamos, no fim, perdendo a quem nos
ama
Só porque o jornaleiro da esquina
Falou que é otário aquele que
confia
E é tão difícil confiar em alguém
Quando a gente aceita se mentir,
Se mentir...
Somente conhecendo a
beleza da união
É que a gente tem a força
Pra não, não se enganar
Eu que me achava um diamante
Nas mãos de mendigos
Pelo medo de não sê-lo
A Ilha da
Fantasia
Raul Seixas - Oscar Rasmussem
Vamos logo que já tá
na hora de zarpar
Vem sem medo que não vamos
naufragar
Navegador!
Não se esqueça, meu
amigo, de chamar o seu vizinho
Navegador!
Vê se na praça tem
alguém pra vir
A barca de Noé tá pra
sair, navegador
A barca de Noé já vai
partir
Vamos
escolher melhores condições
Longe desse triste carnaval
de ilusões
Navegador!
Deixa os que sonham em ser
felizes
Habitando o paraíso
Navegador!
Já faz tempo que esperou
Vivendo sob leis que não
criou
Navegador
Vivendo sob as leis que
não criou
Na Rodoviária
Raul Seixas - Oscar Rasmussem
O oboé e a flauta soam
Assim como os sinos ecoam
Em ecos nobres procedentes do Oriente
Nada de novo no front
Treze vezes
Anteontem
Ah, meu Deus
O invento da vela
Cinderela e Aladim
Abracadabra e Abra Melim
Abre-te Sésamo, James Dean
Noves fora zero - Nada
Al Capone Bruce Lee
Você pode também estar aqui
Na lista telefônica
Assim como a vela
A vela de cera
E a cera pega fogo
E o fogo lá da vela
É o eterno coringa do jogo
O pa-pa-Papai Noel
É um presépio de papel
Confunde a quem não puder se
defender
É 35 de aluguel, foi aljures
mausoléu
Violeta Parra e Nero iluminaram Roma
Assim como a vela
Por
Quem os Sinos Dobram
Raul Seixas - Oscar Rasmussem
Nunca se vence uma guerra
Lutando sozinho
Cê sabe que a gente precisa
Entrar em contato
Com toda essa força contida que vive
guardada
O eco de suas palavras
Não repercutem em nada
É sempre mais fácil
Achar que a culpa é do outro
Evita o aperto de mão
Dum possível aliado
Convence as paredes do quarto
E dorme tranquilo
Sabendo no fundo do peito
Que não era nada daquilo
Coragem - coragem!
Se o que você quer é aquilo
Que pensa e faz
Coragem - coragem!
Que eu sei que você pode mais
(muito mais)
O
Segredo do Universo
Raul Seixas - Oscar Rasmussem
Dentro do mambo e da consciência
Está o segredo do universo
Você que não se deixa delirar
Com a lua mãe
O sol que brilha América é promessa
É tua luz
Enquanto os transeuntes na Avenida
Comercial
Muito preocupado sem saber em que
pensar
Dentro do mambo e da consciência
Está o segredo do universo
Você que está no mundo só tem
uma opção
O caminho é longo, home, ser feliz
ou não
Que mambo e a consciência e a
seqüência que ela traz
Momentos diferentes que confundem a
tua paz
Dentro do mambo e da consciência
Está o segredo do universo
Trabalha cego para
receber, não é?
O prêmio Nobel de um freguês
Daquilo tudo que você já fez...
Dá-lhe que
Dá
Raul Seixas - Oscar Rasmussem
Dá
Dá-lhe que dá
Dá
Dá-lhe que dá, mãe
Que não vai sangrar, não
Eu digo: vai lá!
Dá-lhe que dá
Tire a careta, mamãe
Vamos remar
Que essa onda já está pra estourar
E o perigo de você se afogar é
muito
Muito Muito Muito
Dá
Dá-lhe que dá
Vai fundo
O resto é com vocês
Movido a
Álcool
Raul Seixas - Tânia M. Barreto - Oscar Ramussem
Diga, seu dotô as novidades
Já faz tempo que eu espero
Uma chamada do senhor
Eu gastei o pouco que eu tinha
Mas plantei aquela cana
Que o senhor me encomendou
Estou confuso e quero ouvir sua
palavra
Sobre tanta coisa estranha
acontecendo sem parar
Por que que o posto anda comprando
tanta cana
Se o estoque do boteco
Já está pra terminar
Derramar cachaça em automóvel
É a coisa mais sem graça
De que eu já ouvi falar
Por que cortar assim nossa alegria
Já sabendo que o álcool também vai
acabar?
Veja, um poeta
inspirado em Coca-Cola
Que poesia mais sem graça ele iria
expressar?
É triste ver que tudo isso é real
Porque assim como os poetas
Todos nós temos que sonhar
Réquiem
para uma Flor
Raul Seixas - Oscar Rasmussem
Fruto do mundo
Somos os homens
Pequenos girassóis
Os que mostram a cara
Enorme às montanhas
Que não dizem nada
Incapaces los
hombres
Que hablam de todo
Y sufrem callados