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| O PROJETO | ||
| Lixo flutuante, um problema dos nossos dias ! | ||
| Introdução | ||
| A medida que a humanidade caminha, a quantidade de lixo aumenta.
Esta é uma constatação fácil de ser verificada em nossos dias ! Todos já nos deparamos com garrafas e sacolas de plástico, pedaços de madeira e outros objetos flutuando em praias, rios e lagos. É triste sabermos que isso é consequência do baixo nível cultural e da mentalidade de consumo atual, onde a preocupação com o meio ambiente é quase sempre negligenciada. A preocupação com o lucro, a velocidade de produção e a qualidade dos produtos fabricados está, quase sempre, dissociada da preocupação com a sua reciclagem ou destruição final. Diversos grupos têm-se esforçado para resolver os problemas, porém isso não é fácil, pois envolve quase sempre a iniciativa governamental que, salvo raríssimas exceções, não ajuda; pelo contrario, atrapalha a solução do problema. No Brasil, a burocracia, corrupção, falta de cultura e ganância, geram vetores que convergem para um ponto : descaso com o meio ambiente. Quando falamos de poluição das águas estamo-nos referindo a uma gama bem diversificada de poluentes e soluções. No presente texto iremos tratar somente do lixo flutuante que se encontra a pouca distância da costa ou das margens. Os prejudicados por este lixo somos todos nós. As embarcações, freqüentemente, realizam limpezas nos hélices para a retirada do lixo preso. Os banhistas ficam impossibilitados de usar as praias e o turista..., bom, este desaparece ! O Brasil, país que gosta de colecionar indicadores sociais negativos, pode orgulhar-se de mais um recorde : possuir uma das costas mais sujas do planeta ! Tentando resolver este problema na Baía de Guanabara, analisamos e estudamos diversas soluções que estão em andamento aqui e em outros países, e chegamos à conclusão de que a maneira mais eficiente para tal, seria a utilização de embarcações do tipo catamaran (2 cascos ou 2 flutuantes) de pequeno porte e fácil operação. A nossa atividade está intimamente relacionada com a limpeza das águas da Baía de Guanabara. Esta atividade, por si só, é enorme e irá consumir um tempo considerável. Estamos, no entanto, abertos à troca de experiências e parcerias com outros grupos de outras regiões brasileiras de igual característica. No Brasil, onde proliferam leis para quase tudo e o seu cumprimento é sempre duvidoso, não existe uma definição quanto à responsabilidade do lixo nas águas. Não é competência do município porque não está em terra. Não é do Estado, por que essa não é sua função, e não é Federal porque isso é um assunto considerado de importância menor. Em resumo : ninguém é responsável por isso ! Quem se sentir incomodado que tome uma providência. Apesar de não existirem responsáveis, todos nós sabemos quem são os culpados e as vítimas. Culpados somos todos nós. Os pobres jogam sacos plásticos, garrafas plásticas (PET principalmente), roupas, sapatos e móveis. Os ricos, latas de bebidas, lixo dos seus barcos, embalagens de produtos importados, etc. Devido ao desmatamento e ocupação urbana desordenada, sempre que ocorre um temporal a própria natureza se encarrega de lavar o solo e encosta dos morros, levando toda sorte de objetos e detritos para os rios, canais e valões, e estes para o mar. As vítimas, é claro, somos todos nós. Os que sujam e os que não sujam. Vivemos numa (ex) bela baía e nem sequer podemos ir à praia, pois é certo que seremos contaminados por bactérias e teremos uma bela doença de pele ou coisa pior. O visual é o pior possível. Todo tipo possível de objetos flutuantes pode ser encontrado, hoje em dia, na Baía de Guanabara. |
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| Objetivos e atividades desenvolvidas · Limpeza e coleta do lixo flutuante (primeira fase) · Manutenção da limpeza do espelho d'água (segunda fase) · Educação ambiental das populações ribeirinhas da bacia da baía de Guanabara · Desenvolvimento de uma consciência ecológica de não poluição na região · Monitoramento da qualidade da água · Auxilio rápido na eventualidade de vazamento de óleo por navios ou instalações em terra. · Monitoramento do fluxo de lixo, feito através de pequenas bóias lançadas na foz dos rios e o seu posicionamento efetuado por GPS diversas horas mais tarde. · Iremos participar se salões náuticos, se possível com um barco em exposição. · Divulgação na mídia nacional e no exterior, em escolas, Universidades, shopping centers, associações de bairro, etc. · Os objetos recolhidos no mar, que possuam características marcantes ou inusitadas, serão fotografados e irão compor um painel e uma exposição fotográfica itinerante. |
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| Conseqüências do nosso trabalho · Permitir o aumento da atividade turística. · Imagem positiva das cidades envolvidas, perante a mídia. · Melhoria das condições de pesca. · Melhoria das condições de navegabilidade das barcas e dos catamarans que ligam o Rio de Janeiro a Niterói e Paquetá. · Redução de acidentes e do custo de manutenção de embarcações de esporte e serviço, a vela e a motor. · Levantamento da quantidade real deste tipo de lixo, peso, assim como sua classificação em diferentes tipos, para permitir uma campanha eficiente de combate ao despejo no mar. · Monitoramento da qualidade da água · Sensível redução da quantidade de lixo recolhida nas praias, pelas companhias de limpeza urbana dos municípios. Este serviço trará uma economia de tempo e dinheiro para a empresa de limpeza urbana, pois com o uso de apenas 1 homem por embarcação é possível recolher entre 2 e 3 toneladas diárias. · Divulgação do patrocinador, com a sua logomarca aparecendo no casco, na balaustrada e em cima da capota. |
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Procedimentos de coleta de lixo
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| Dimensionamento, operação e manutenção
da frota Para levarmos a cabo esta tarefa, chegamos à conclusão, após diversos estudos e simulações de que iremos necessitar de 20 embarcações para coleta (projeto P080), divididas em grupos espalhados em 10 locais da baía. A estes locais denominaremos de ESTAÇÃO. Cada estação terá pelo menos dois barcos, os quais serão operados por pessoas devidamente habilitadas pela Capitania dos Portos e que residirão nas proximidades. Essas pessoas terão cursos de navegação, primeiros socorros, operação de rádio VHF e manutenção de motores. Desta forma, a manutenção preventiva será executada por elas mesmas, no próprio local de trabalho. As estações ficarão localizadas, por medida de segurança, dentro de um clube náutico, num cais particular ou numa empresa. Os barcos operarão por 6 horas, durante o dia, ficando atracados à noite. Cada barco irá operar sempre perto da sua base, num raio máximo de 8 milhas náuticas. Para a segunda fase, onde usaremos redes na boca dos rios, serão usados dois barcos maiores, (P013 - Cegonha), que podem carregar muito mais carga e possuem maior velocidade e autonomia. Para a realização da educação ambiental dos moradores das margens, e subir os rios, usaremos 2 barcos (P184 - Pantanal). Eles possuem um calado de 100 mm quando parados, e praticamente zero quando se deslocam. Por possuírem propulsão aérea, passam por cima de plantas e lixo sem preocupação em danificar o hélice ou ficar preso. É a única embarcação capaz de navegar nestas condições. Eles possuem motor de VW marinizado e refrigerado a ar, com hélice de avião localizada na popa. A manutenção se divide em preventiva e corretiva. A primeira, ou seja, preventiva, deverá ser feita nos motores de popa, seguindo as instruções do fabricante. Os próprios usuários serão treinados para fazer tal serviço. A manutenção corretiva será feita no casco, caso haja colisão, ou repintura nas cestas (inox) de coleta de lixo, redes ou em alguma ferragem do convés. Tudo muito barato e de fácil execução. |
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| Convênios e parcerias O grande problema é para onde enviar o lixo coletado e embalado. Geralmente as prefeituras possuem um local apropriado para este material. A embarcação irá atracar e deixar o lixo embalado em algum cais para que um caminhão o colete e leve para o vazadouro público. Sem essa parceria é impossível o funcionamento do projeto Lixo Zero. Os clubes náuticos são uma importante parceria pois eles podem receber o lixo embalado, o qual geralmente foi recolhido nas águas vizinhas. Estamos estudando, junto com a FEEMA, IBAMA, Escola de pesca da FIPERJ, outras entidades ambientais e Universidades, parcerias visando o monitoramento da qualidade da água da Baía. Junto ao poder público também estamos estudando formas de ajudar em campanhas para que não se jogue lixo nos rios, canais e no mar. |
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| Patrocinadores institucionais Os clubes náuticos da baía também têm enorme interesse em que as águas vizinhas estejam limpas de detritos flutuantes e se mostraram entusiasmados com o projeto Lixo Zero. Os veleiros e lanchas irão agradecer muito. As colônias de pesca informam que, em algumas épocas do ano, os barcos que pescam com rede, na Baía, embarcam 10 vezes mais lixo do que peixes. E o que é pior, isso volta para o mar ! A Marinha também é outra entidade que será convidada a participar deste empreendimento. |
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