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A
saúde é um estado natural, ela
pertence a todos nós, é um tesouro disponível, como o
amor, a paz, a espiritualidade, a fé, a abundância, etc... Muitas
situações das que vivemos hoje e com as quais não concordamos são
resultado de escolhas erradas que fizemos. Nossas
doenças, vícios, relacionamentos, etc... são criados por nossos pensamentos,
emoções e crenças, com as quais alimentamos nosso subconsciente. Se
o alimentamos com crenças restritivas, levamos uma vida repleta de limitações.
Porém se o alimentamos com crenças construtivas, caminhamos para uma
vida plena, libertando-nos da
preocupação, tristeza, medo, raiva, ansiedade, angústia, baixa
auto-estima, etc... que limitam nossa realização. Todos
possuímos o mesmo potencial, porém alguns o exploram mais que os outros. “A
mente agitada está sempre concentrada no passado e no futuro, ao passo
que meditar é focalizar o presente”. São
inúmeros os benefícios da meditação. Ela
produz um estado fisiológico de profundo relaxamento, junto a um estado
mental desperto e altamente alerta. Um homem dormindo consome seis vezes
mais oxigênio que meditando. Há uma diminuição no metabolismo e no
ritmo cardíaco e respiratório, fortalece o sistema imunológico
equilibrando o trabalho das células como um todo. É um maravilhoso antídoto contra angústia,
ansiedade, medo, stress, etc... quando
entramos em estado meditativo, harmonizamos nossas emoções,
proporcionando um estado de profunda
paz e serenidade Nas
primeiras práticas, podemos demorar a alcançar esse estado, e algumas
pessoas, nem o alcançam nas primeiras vezes, porém com a determinação,
cada vez maior, nós o atingimos mais rapidamente e seus efeitos são cada
vez mais prolongados. Existem
muitas formas de conectar-nos com o DEUS
de nossa devoção: a meditação é uma delas, e ela pode
intensificar qualquer outra. A meditação quando utilizada em conjunto
com a canalização ou com a oração, permite ao praticante um maior
centramento. A prática da meditação independe de religião. Seja qual for sua religião, ela poderá fortalecer sua fé, pois a meditação não é algo palpável ou algo que se possa explicar racionalmente. Para se compreender a meditação é necessário praticá-la. Sendo assim, à medida que você pratica a meditação e vislumbra os resultados que ela lhe proporciona, sua fé se fortalece.
TRÊS
FASES DA MENTE E A MEDITAÇÃO
O
pensamento comum é o estado natural de nossa mente, é o pensar
associativo, um pensamento leva a outro, sem qualquer direção de sua
parte. O pensamento o leva por si a outro por causa da associação. Você
vê um cachorro atravessando a rua: no momento em que o vê, sua mente
começa a pensar em cachorros. O cão o conduz, então, a mente faz muitas
associações. Quando você era criança, tinha medo de um cão em
particular. Esse cão vem em sua mente e sua infância também. Então os
cães são esquecidos. E, apenas por associação, você começa a
relembrar a infância, depois a infância continua ligada à outras
coisas, e você se move em círculos. Quando
você estiver relaxado, tente voltar seus pensamentos para onde eles
nasceram. Volte, volte os passos. Então verá que estava presente outro
pensamento que o levou a este. E eles não estão relacionados
logicamente, porque, como pode um cachorro, na rua, estar ligado à sua
infância? Não
existe conexão lógica, apenas uma associação na mente -. Se eu tivesse
cruzado a rua, o mesmo cachorro não me levaria à infância. Levaria à
outra coisa qualquer. Em uma terceira pessoa levaria a outra coisa ainda.
Todo mundo tem elos associativos na mente, em qualquer corrente, qualquer
acontecimento, qualquer acidente o leva à corrente. Então a mente começa
a funcionar como um computador. E uma coisa leva à outra, outra leva
ainda à outra e você fica assim, o dia todo fazendo isso. O
pensamento torna-se contemplação, quando não acontece através da
associação, mas é dirigido. Você está trabalhando em um problema
particular e isola todas as associações. Você trata apenas daquele
problema, você direciona sua mente. A mente tentará novamente escapar, por
qualquer outro lado, para alguma associação. Você corta todos os
atalhos. Dirige sua mente em apenas uma via. -
Um poeta contempla uma flor, então o mundo todo é suprimido e, apenas
essa flor e o poeta permanecem. E ele se move com a flor. Muitas coisas
paralelas o atrairão. Mas ele não permitirá que sua mente se desvie. A
mente se move em uma linha única, dirigida. Isso é a contemplação. Concentrar-se
é permanecer em um só ponto. Não é contemplação. Não é pensar, não
é contemplar. Na verdade é estar em um só ponto, sem permitir que a
mente se mova. No pensar, a mente se move como uma louca, no pensar comum.
Na contemplação, o louco é conduzido, dirigido, não pode escapar para
lugar nenhum. Na concentração a mente não tem permissão para mover-se,
só pode ficar em um só ponto. A energia inteira, o movimento inteiro pára,
fixa-se em um só ponto. No
pensar comum, a mente tem permissão para se mover para qualquer lugar; na
contemplação, apenas para uma direção, todas as outras são
eliminadas; na concentração, não tem permissão para mover-se nem mesmo
em uma única direção. Pode-se concentrar em apenas um ponto. E na
meditação, a mente nem é permitida. Meditação é “não mente”.
Esses são os quatro estágios, pensamento comum, contemplação,
concentração e meditação. Meditação
significa não mente, nem mesmo a concentração é permitida. A própria
mente não tem licença para existir. Por isso é que a meditação não
pode ser percebida pela mente. Até a meditação a mente tem acesso, um
acesso aproximado. A mente é capaz de compreender a concentração. Mas não
pode compreender a meditação. Na verdade, nela, a mente não é
permitida de modo algum. Na concentração, a mente tem licença para
existir num ponto único. Na meditação até mesmo esse ponto é
retirado. No pensar comum, todas as direções estão abertas; na
contemplação, apenas uma; na concentração, apenas um ponto está
aberto, nenhuma direção; na meditação, até mesmo esse ponto não fica
aberto, a mente não tem permissão para existir. O
pensar comum é o estado de mente normal, a meditação é a possibilidade
mais alta. A mais baixa o pensar comum, a associação; e a mais alta é a
meditação - a não mente. Como
pode estados mentais auxiliar à chegar ao estado de não mente? Você
diminui sua mente aos poucos. É como se retirasse o móvel de uma sala,
um espaço é criado aí, se você tirar mais móveis, mais espaço é
criado. Então você retira todos os móveis, a sala toda se tornará espaço.
Na verdade o espaço não foi criado pela retirada dos móveis. O espaço
já estava aí: só que estava ocupado pelos móveis, quando você retira
os móveis, nenhum espaço entra vindo de fora. Você retirou a mobília e
o espaço foi recuperado, reivindicado. Bem no fundo, a mente é um espaço
ocupado. Repleta de pensamentos. Se você retira alguns pensamentos, o
espaço é criado, ou descoberto, recuperado. Se continuar removendo seus
pensamentos, aos poucos irá recuperando seu espaço. Esse espaço é a
meditação. É natural a mente querer nos dominar seguir sua própria direção, porém se desejamos alcançar a meditação, necessitamos discipliná-la, durante a contemplação ela tentará fugir muitas vezes. Quando ela fugir traga-a de volta, quantas vezes for necessário; na concentração também; no entanto, se persistirmos, ela se habituará à contemplação e à concentração e então a meditação surge. OSHO.
Bhagwan Shree Rajneesh. O
Livro dos Segredos. Ed. Ícone. PREPARANDO
O AMBIENTE PARA MEDITAÇÃO
Também
não é necessário nada, além de nós, para meditar: nenhum aparelho,
elemento ou ritual. Porém
existem algumas coisas que poderão criar um ambiente mais propício à
meditação. Você
poderá utilizar a representação dos quatro elementos básicos da
natureza, que elevam a qualidade vibratória do local: um copo ou uma
jarra com água, representando o elemento
água; um incenso ou difusor aromático, representando o elemento
ar; cristais, pedras naturais ou sal grosso, representando o elemento terra; e uma vela representando o elemento fogo. Além
de proporcionar um ambiente agradável, os elementos proporcionam uma
transformação energética, elevando
o padrão vibratório do ambiente, principalmente o fogo, que promove
uma transmutação quase que instantânea. No
caso dos cristais e das pedras naturais, a melhor forma de escolhê-los é
pela intuição, pois costuma-se dizer que: “nós não escolhemos os
cristais, eles nos escolhem”. E eles devem ser periodicamente limpos e
energizados, o que poderá ser feito, deixando-os de molho em um
recipiente com água e sal grosso por algumas horas, e após, deixa-los
sob a luz do Sol ou da Lua, por um dia ou uma noite. Deixá-los sob uma
tempestade com raios também é muito eficiente tanto para limpá-los
quanto para energizá-los. O
sal grosso deverá ser trocado diariamente. Além
desses quatro elementos básicos, podemos utilizar uma música agradável,
que auxiliará a aprofundar nosso relaxamento: sons da natureza, cantos
Gregorianos, músicas clássicas, New Age, etc... Você
poderá também utilizar uma iluminação suave, com algumas lâmpadas
coloridas, as quais cada cor estimula uma determinada qualidade. Você
poderá se basear na Cromoterapia para
a escolha das cores. Eu prefiro me basear nas informações que obtive nos
seminários do Sistema Devocional
a respeito dos Raios Cósmicos,
que me proporcionaram ótimos resultados.
Você
poderá obter mais informações sobre os Raios
Cósmicos nas obras de Trigueirinho.
Editora Pensamento. LIMPEZA
ENERGÉTICA DO AMBIENTE Como
vimos no capítulo sobre Energia, tudo está interligado: nós interagimos
com o ambiente, impregnando-o com boas ou más vibrações. Por isso eu irei compartilhar com vocês duas técnicas que aprendi quando fui apresentado ao REIKI. O primeiro tratamento é uma técnica puramente mental.
Durante
todo o procedimento mantenha uma atitude de confiança e entrega, confie
que a energia dessas luzes realmente está promovendo a limpeza, e se você
tem dificuldade de visualizar, apenas imagine, e confie que isso realmente
estará acontecendo. O
segundo tratamento é mais físico, podendo ser usado pela casa toda e em
qualquer ocasião que julgar necessário. É uma fórmula muito eficiente
utilizada por radiestesistas. Os
ingredientes são encontrados em qualquer farmácia de manipulação.
A.C.I. Não
existe uma posição única para meditar. Algumas escolas e tradições
indicam uma ou outra posição. Como por exemplo, a posição de lótus,
como se encontra a imagem de Buda. Porém, eu considero como melhor posição,
aquela em que você se sente confortável, principalmente no início da prática
meditativa. O ideal, quando sentado, seria ficar com a coluna ereta e a
cabeça em uma posição como se estivesse sendo sustentada por um balão
de gás. Algumas tradições costumam meditar com braços e pernas
cruzadas. Eu prefiro manter, principalmente, os braços descruzados, pois
costumo unir a meditação com a Energia Cósmica e, se cruzarmos os braços,
seria como se nos fechássemos para a Energia Cósmica, por isso costumo
ficar com as mãos sobre as pernas, com as palmas para cima, assim ficarei
aberto à Energia. Quando
deitado, o ideal também seria não cruzarmos nossos braços e pernas. Mas
isso são apenas indicações. O importante, mais que qualquer coisa, na
meditação, é a atitude que deve ser de total entrega. Permaneça
confortável, entregue-se à meditação e seja feliz. Há
rochas no oceano que vem sendo cobertas de água há milhares de anos. Em
seu interior, todavia, elas continuam secas. Da mesma forma podemos tentar
compreender-nos a nós mesmos mergulhando em várias idéias e filosofias,
mas, se nossos corações estiverem fechados e frios, o verdadeiro
significado não nos tocará. Onde quer que estejamos e seja o que for que
fizermos, se não estivermos abertos, ninguém, nem mesmo o maior dos mestres,
poderá chegar até nós. Toda
ação divina traz em si, uma bênção. Embora muitas vezes não a
reconheçamos. Você
está indo para o trabalho a pé, no meio do caminho começa a chover. Então
você pensa “O que eu fiz para Deus me castigar e fazer com que eu
passe o dia todo molhado?” Você
acredita que Deus molharia milhares de pessoas somente para puni-lo? Não
seria um demasiado exercício do ego pensarmos somente em como as situações
nos afetam sem pensarmos que elas também afetam nossos semelhantes? Não
estamos sós no universo e não somos o centro dele. Somos parte dele,
parte fundamental, como cada coisa nele existente. Cada criação divina
é igualmente importante. No
exemplo acima, devemos reconhecer a bênção da chuva, que irá regar os
campos e lavouras, encher os rios... Devemos
sempre lembrar que um copo com água pela metade pode estar meio cheio ou
meio vazio. A diferença pode ser sutil, mas é de importância
fundamental. A forma que vemos uma situação, poderá transforma-la
completamente. Quantas
vezes nos esquecemos de ser gratos pelos presentes divinos que recebemos
diariamente. Algumas vezes, nem ao menos percebemos que os recebemos.
Devemos estar atentos e agradecermos cada presente, independente da forma
que ele se apresente, às vezes algo que consideramos um castigo,
mostra-se futuramente como uma bênção. A
gratidão deve estar presente em todos os momentos de nossa vida, em todas
as situações. Se
ao orarmos, trocarmos nossa súplica pelo agradecimento, o resultado será
mais imediato. “Quando
agradecemos antecipadamente ao Criador por aquilo que desejamos,
reconhecemos a existência do que desejamos” DE CARLI, Johnny. Reiki. Sistema Tradicional Japonês. Madras Há
uma história a respeito de dois irmãos. Um era mau, porém, muito
esperto, o outro era muito teimoso e também muito estúpido. Um belo dia.
Estavam ambos correndo num campo. O irmão maldoso resolveu divertir-se um
pouco e disse: “Fique sentado nesse vale, que irei para as colinas e de
lá te mandarei um grande presente, o presente fará estranhos ruídos e
você ouvirá estalos e chiados esquisitos, mas não deixe de segurá-lo
até minha volta”. Em seguida subiu o morro, encontrou uma grande rocha
branca, aqueceu-a até deixá-la vermelha e fê-la rolar morro abaixo,
berrando: “Pronto mano, aqui está seu presente. Pegue-o! Não o largue
enquanto eu não voltar!” O
irmão estúpido estava tão ansioso por ganhar o presente que saiu
correndo e agarrou a rocha. O pêlo do couro de animal que estava usando
estalou e chiou ao queimar-se. A rocha queimou a pele do animal e depois,
queimou-lhe o corpo, mas nem assim ele a deixou cair, supunha que ela
fosse valiosa. E por isso falou, dirigindo-se à rocha: “Faça o que
quiser comigo que não desistirei de você enquanto meu irmão não
chegar”. E teimoso, continuou a mantê-la aconchegada a si, porque a
julgava importante para si. Nós nos apegamos da mesma maneira a tudo o quanto amamos ainda que isso pareça ser extremamente frustrante e doloroso, também nos apegamos a nossa meditação, desejando ver cores e visões, experimentar emoções e sensações quentes e conhecer as fases mais elevadas. A nossa mente ainda quer identificar, capturar e manipular a experiência, a fim de ter algo aprazível para relatar-nos. Entretanto, quando nos livramos do nosso apego aos sentidos e sentimentos, podemos nos tornar a própria experiência, e este é o verdadeiro processo da cura. Tulku Por
meio da atenção, podemos nos tornar sensíveis às nossas emoções, à
medida que elas surgem e, dessa forma, começar a quebrar nossos padrões
emocionais e nossos apegos a eles. Quanto mais aumenta nossa atenção, de
tanto mais tempo dispomos para ação positiva. Para a pessoa que tem
percepção do que está acontecendo, três semanas, são o mesmo que três
meses para pessoas que não a tem. Quando nos lembramos de manter nosso
corpo e nossa mente em harmonia com a percepção, familiarizamo-nos com
toda a mudança em nossos pensamentos e estados de espírito e podemos nos
lembrar de levar a nossa percepção para o meio de qualquer situação
capaz de perturbar nosso equilíbrio. Podemos desenvolver a meditação
contínua se sustentarmos uma atitude aberta em quaisquer atividades em
que estejamos envolvidos. Porque a ansiedade consciente ou inconsciente é
a causa de muitos problemas, é importante lidar com ela assim que
aparece. O melhor antídoto para a ansiedade é a meditação. Quando
aprendemos a controlar as emoções através da meditação, tornamo-nos
menos sobrecarregados de problemas, nosso corpo e nossa mente se
imobilizam e a ansiedade principia a dissolver-se num calmo relaxamento e
quietude. Podemos então começar a trabalhar com nossos problemas
diretamente, pois já não sentimos necessidade de escapar deles.
Afrouxam-se naturalmente nossas tensões e bloqueios. Dessa maneira, já não
estamos presos num ciclo de desejos e ansiedades e podemos desfrutar o
viver no nosso corpo e na nossa mente. Quando
a vivência da meditação faz realmente parte de nós, as qualidades
espirituais expressam-se de forma natural em nossa vida diária e podemos
confiar de que a nossa atenção meditativa nos fará atravessar quaisquer
situações que se nos deparem. Depois
que essa inspiração e autoconfiança passam a ser nosso mestre e, depois
que estabelecemos contato com esse guia interior, podemos sempre depender
da nossa experiência e compreensão em lugar de depender do que está
fora de nós. A fim de compreendermos a meditação, precisamos vivenciá-la, nós mesmos e pô-la à prova em nossa vida diária. Esse grande potencial, esse tesouro inexaurível, não se encontra em alguma terra distante, está dentro de nós, por isso falamos em auto-libertação, em refugiar-nos dentro de nós mesmos. Os próprios ensinamentos ficam vivos em nosso interior. Desde que saibamos disso, a experiência imediata passa a ser o nosso mestre e a percepção nos ajuda a tornar nossa vida mais positiva e alegre. Se
você puder confiar, uma coisa ou outra sempre acontecerá e ajudará seu
crescimento. Suas necessidades serão supridas. Tudo aquilo que for necessário
numa determinada época, ser-lhe-á dado, nunca antes. Você
somente o recebe quando precisa, e não há sequer nenhum momento de
atraso. Quando você necessita, você o recebe imediatamente,
instantaneamente! Essa é a beleza da confiança. Pouco a pouco você vai
aprendendo como a existência dá a você, como a existência cuida de você.
Você não está vivendo uma existência indiferente. Ela não o ignora.
Você está preocupado desnecessariamente. Tudo é provido. Uma vez que descubra a chave de perceber isso, toda a preocupação desaparece e você vive mais feliz. Osho Sustentar
a nossa fé e nossa confiança é uma das partes mais importantes do
desenvolvimento de uma vida espiritual. Qualquer pessoa pode manter um
interesse por curto período de tempo, ou até mesmo por um ano ou dois,
mas, quanto mais complexo e conflitante se torna o mundo, tanto mais difícil
é sobreviver espiritualmente, sobreviver internamente, porque tudo parece
tentar-nos com a intenção de afastar-nos da meditação e da calma
interior, do nosso sentido de força interior e de sabedoria. Mas é
importante ficar atento a cada ação, em cada situação e nos animarmos,
pois até um pensamento negativo pode inverter a nossa direção. Cada
momento tem seu potencial de Iluminação, mas cada momento tem também o
seu potencial de destruição. Todos
os dias podemos expandir nossa abertura de modo que a percepção flua
livre e naturalmente. Não precisamos de nenhuma outra preparação.
Podemos tentar meditar por muitos anos sem êxito, com essa abertura,
todavia, em muito pouco tempo poderemos aprender a meditar perfeitamente
sem nenhuma dificuldade. Quando meditamos com essa abertura e deixamos as
dúvidas e hesitações para trás, a nossa orientação interior nos leva
automaticamente para os ensinamentos que há lá dentro. Quanto mais se
desenvolve a nossa percepção, tanto mais nos abrimos para a experiência
mental espontânea. Enquanto não houver confiança total e ainda subsistirem dúvidas para dirimir, tudo é prática e preparação. Seja o que for que estivermos fazendo, podemos praticar mantendo-nos perceptivos, no espontâneo momento presente. Não há necessidade de perguntar: Como é isso? O que é? Quem é? Aprendemos a meditar perfeitamente, sem restrições ou segundas intenções. -
“Na praia à leste da aldeia existe uma ilha, com um gigantesco templo,
cheio, de sinos”, disse a mulher. O
menino reparou que ela vestia roupas estranhas, e tinha um véu cobrindo
os cabelos. Nunca a vira antes. -“Você
já viu esse templo?”, perguntou ela. “Vá lá e me conte o que acha
dele”. Seduzido
pela beleza da mulher o menino foi até o lugar indicado, sentou-se na
areia e olhou o horizonte, mas não viu nada além do que estava
acostumado a ver: o céu azul e o oceano. Decepcionado,
caminhou até um povoado de pescadores vizinho, e perguntou sobre uma ilha
com um templo. -
“Ah, isso foi há muito tempo atrás, no tempo em que os meus bisavós
moravam aqui”, disse um velho pescador. “Houve um terremoto e a ilha
afundou no mar, entretanto, embora já não possamos mais ver a ilha,
ainda conseguimos escutar os sinos de seu templo, quando o mar os faz
balançar lá no fundo”. O
menino voltou para a praia, e tentou escutar os sinos, passou a tarde
inteira ali, mas só conseguiu escutar o ruído das ondas e os gritos das
gaivotas. Quando
a noite chegou, seus pais vieram buscá-lo; na manhã seguinte, ele voltou
à praia; ele não podia acreditar que
uma bela mulher pudesse contar mentiras; se algum dia ela voltasse,
poderia dizer que não vira a ilha, mas escutara os sinos do templo, que o
movimento da água fazia tocar. Assim
se passaram muitos meses, a mulher não voltou, e o garoto a esqueceu,
agora estava convencido de que precisava descobrir as riquezas e tesouros
do templo submerso; se escutasse os sinos, saberia sua localização, e
poderia resgatar o tesouro ali escondido. Já
não se interessava mais pela escola, nem pela sua turma de amigos,
transformou-se no gracejo preferido das outras crianças, que costumavam
dizer: “Ele não é mais como nós, prefere ficar olhando o mar porque
tem medo de perder nos jogos”. E
todos riam, vendo o menino sentado na beira da praia. Embora
não conseguisse escutar os sinos do templo, o menino ia aprendendo coisas
diferentes, começou a perceber que, de tanto ouvir o ruído das ondas, já
não deixava se distrair por elas, pouco tempo depois, acostumou-se também
com os gritos das gaivotas, o zumbido das abelhas, o vento batendo nas
folhas das palmeiras. Seis
meses depois de sua primeira conversa com a mulher. O menino já era capaz
de não se distrair por nenhum barulho, mas, tampouco escutava os sinos do
templo afundado. Outros
pescadores vinham falar com ele, e insistiam, “Nós ouvimos!” diziam. Mas
o garoto não conseguia. Algum
tempo depois os pescadores mudaram de conversa: ”Você, está muito
preocupado com o barulho dos sinos lá embaixo, deixe isso para lá e
volte a brincar com seus amigos, talvez apenas os pescadores consigam
escutá-los”. Depois
de quase um ano, o menino pensou: “Talvez esses homens tenham razão, é
melhor crescer, tornar-me pescador, e voltar todas as manhãs para esta
praia, porque passei a gostar dela” e pensou também: ”Talvez isso
seja uma lenda, e com o terremoto, os sinos tenham quebrado e jamais
tornem a tocar”. Naquela
tarde resolveu voltar para casa. Aproximou-se
do oceano, para despedir-se, olhou mais uma vez a natureza, e como já não
estava mais preocupado com os sinos, pode sorrir com a beleza dos cantos
das gaivotas, o barulho do mar, o vento batendo nas folhas das palmeiras,
escutou ao longe a voz de seus amigos brincando, e sentiu-se alegre por
saber que logo estaria de volta aos jogos da sua infância. O
menino estava contente e da maneira que só uma criança sabe fazer,
agradeceu por estar vivo, tinha certeza que não perdera seu tempo, pois
aprendera a contemplar e reverenciar a natureza. Então, porque escutava o mar, as gaivotas, o vento, as folhas das palmeiras, e as vozes de seus amigos brincando, ouviu também o primeiro sino,... e mais outro,... e mais outro, até que todos os sinos do templo afundado tocaram, para a sua alegria. COELHO, Paulo. Manual do Guerreiro da Luz. Rocco. A
meditação é assim. Primeiro, devemos nos concentrar em cada som, cada
imagem, depois permitirmos que elas passem e nos concentrarmos no vazio em
direção ao nosso objetivo; mas somente quando não desejarmos mais,
quando nos desapegarmos, quando nos entregarmos à pura contemplação, o
fenômeno acontece. A
meditação é o ato de simplesmente estar,
sem objetivo algum, uma entrega absoluta, a profunda paz interior. Tente
visualizar, por exemplo, interiormente a cor azul, sinta como ela o relaxa
e harmoniza, se você não puder vê-la, sinta que a vê, essa visão é
bela, por isso limite-se aceitá-la e essa aceitação o ajudará a vê-la,
se ainda assim não a vir, convença-se, com jeito, de que você está
vendo, perfeita, belamente, e mesmo que ainda assim não consiga ver coisa
alguma, sinta a qualidade e a magnitude da experiência. Fique dentro do
momento e a visualização acabará finalmente chegando a você. A
visualização e a imaginação têm algumas similaridades. A imaginação,
entretanto, é como a memória ou uma projeção mental, ao passo que a
visualização se torna espontânea e é o mesmo que ver
tridimensionalmente em todas as direções. A visualização representa um
processo dinâmico, mais fino e mais altamente desenvolvido. Na imaginação
nunca podemos estabelecer contato com o brilho original das cores, das
formas, dos gestos, dos sons. Mas as visualizações, as vezes, são tão
intensas e radiantes, que transcendem as nossas percepções comuns. Neste
campo da visualização nenhum objeto é temporal. A
proporção que se aprimoram as nossas capacidades, nossa visualização
se torna mais complexa - inúmeras imagens passam
a ser uma, ou uma imagem passa a ser muitas. Podemos desenvolver uma única
imagem ou mandá-la para incluir o universo inteiro, tudo se ajustando
perfeitamente entre si e podemos começar a compreender a natureza de toda
existência e de todos os fenômenos, tempo, espaço e conhecimento.
Durante a visualização podemos ter experiências extraordinárias, que a
mente racional não consegue explicar, mas sabemos que o que estamos vendo
é verdadeiro, porque estamos vivenciando o trabalho harmonioso das leis
naturais. Quanto
mais nos acostumamos à prática da visualização, tanto mais nos
conscientizamos de que o que chamamos de real também não passa de
visualização. Essa compreensão pode modificar toda a nossa maneira de
pensar e aumentar a nossa capacidade de ver a qualidade transparente do
ego e dos objetos materiais. Depois de vermos isso, podemos transformar até
os nossos obstáculos emocionais em energia positiva. Podemos
utilizar essa visibilidade da visualização para concentrar-nos em
diferentes níveis de atenção em diferentes centros do corpo. Isso ajuda
a abrir as energias do nosso corpo físico e a libertar as tensões
construídas pelas emoções. Muitas vezes ao lidar com nossos problemas,
só os vemos de uma perspectiva ou dimensão, incapazes de enxergar outras
alternativas. Como uma visualização complexa pode consistir num único
pensamento isolado, podemos começar a ver como cada pensamento pode ter
muitas qualidades diferentes. Através
da visualização a atenção pode revelar, três, quatro e até cinco
dimensões para cada experiência - num nível podemos vivenciar a dor física,
em outro nível, podemos sentir a dor como uma espécie de sensação
agradável, em outro nível ainda a sensação pode ser experimentada como
se fosse neutra, nem dolorosa, nem aprazível, num quarto nível, pode ser
que nada aconteça, pois a dor, o prazer e a própria experiência foram
ultrapassados. Assim que pudermos olhar para uma experiência a partir
dessas diferentes perspectivas, podemos aprender a dirigir a energia
curativa positiva para áreas de dificuldade. Podemos transformar o que é
nocivo no que será proveitoso. Quando
estamos conscientes, nossos sentidos estão sempre interpretando objetos,
mas quando os sentidos se tornam mais leves e aguçados, sem consciência
de nenhum objeto determinado, isto passa a ser percepção. A medida que
essa percepção se desenvolve, a qualidade
de ver aparece naturalmente. A
consciência é uma espécie de olhar, ao passo que a atenção é uma espécie
de ver. Quanto mais desenvolvemos a atenção, tanto mais leve e sensível
se torna a sua qualidade. Quanto mais desenvolvemos a consciência dos
sentidos, tanto mais escura, parada e deprimida se torna a nossa percepção. No
nível relativo, o tempo existe, num nível mais elevado, não há tempo,
a atenção é um todo, como uma bola, dentro e fora, o passado, o
presente e o futuro são todos o mesmo, assim sendo, as visualizações não
são memórias, mas podemos, às vezes, reconhecê-las ou interpretá-las
como tais! Um
tipo de ver se baseia na experiência passada: percepções imagens e memórias.
Outro tipo de ver, não tem forma específica, mas, neste caso,
imagens de memórias podem misturar-se a ele toda vez que pensamos em
alguma coisa, criamos imediatamente uma imagem no pensamento, o pensamento
e a imagem existem simultaneamente, como a mãe que carrega o filho ainda
não nascido, estamos todos ligados a nossas memórias, de modo que o ver
pode incluir muitas imagens específicas baseadas na nossa experiência
passada. Via de regra, as imagens obscurecem a experiência direta, inibem
o fluir espontâneo do pensamento e extraem energia positiva dos estados
de meditação. Mas também podemos transmutar imagens aquecendo-as,
fervendo-as até que elas percam a energia e derretendo-lhes a forma, de
sorte que já não está lá, as imagens passam a ser conhecimento puro,
visão pura, atenção pura. Entretanto, também podemos ver sem qualquer
imagem, de modo que a nossa visão se transforma em atenção. Isto é,
penetramos a natureza da existência, vamos para além do tempo e
compreendemos que o passado, o presente e o futuro são um só. Desde que
compreendamos tudo isso, poderemos compreender como a mente funciona. O
ver consiste no seguinte: quando você põe de lado a mente racional e
permanece solto e equilibrado, a experiência lhe acontece incontinenti.
Alguma coisa é inusitada. E essa é a maneira de começar a “ver”. Quando a qualidade da visualização se torna muito relaxada o “ver” acontece, muito embora não vejamos necessariamente imagens. O “ver” é a experiência, não uma interpretação dela. Visto que o ver é uma parte da vida, da nossa vida, continuamos a ver o mundo à nossa volta, mas já não continuamos presos às formas e imagens que vemos. Posto que isso, talvez, não pareça muito claro para você agora, um dia você compreenderá. A experiência falará por si mesma. Tulku Quando,
por exemplo, vamos a um lugar onde nunca estivemos antes, um sem-número
de perguntas nos acode a respeito desse lugar, mas depois que o tivermos
visitado, a nossa experiência passa a ser a resposta às nossas
perguntas. Ainda
que, de tempos em tempos, sejamos incapazes de estabelecer contato com a
atenção meditativa, nunca a perderemos, pois poderemos sempre
redespertar nossa atenção, deixando que se vão sujeito e objeto e
entrando em nosso silêncio interior. É aí que o nível mais profundo de
percepção se desenvolve naturalmente. Quando vivenciamos esses
ensinamentos de modo que possamos compreendê-los dentro de nós mesmos e,
quando praticamos com seriedade e devoção, a atenção estará sempre à
nossa disposição. Quanto
mais desenvolvemos essa, tanto mais iluminada e viva se torna para nós.
Os pensamentos já não nos distraem, podemos permanecer abertos, claros e
equilibrados. Essa qualidade penetrativa e aberta é como a luz do sol,
que brilha em todas as direções. Quando não tomamos posições, a porta
para iluminação se abre de todo e compreendemos de forma muito natural o
que se chama mente Universal, Infinito ou Compreensão Genuína. Assim
sendo, depois que você compreender alguma coisa, por pouco que seja,
continue, e verificará que os seus fardos se tornarão mais leves e fáceis
e você se tornará mais confiante e aberto, então você, você
mesmo, se tornará os ensinamentos, pois o universo inteiro é a atenção
da sua própria mente. Quando
temos a atenção meditativa, sabemos como atingir cada experiência e,
conseqüentemente, não somos empurrados nem presos em armadilha pelas
expectativas, decepções ou desilusões. Em
primeiro lugar nos concentramos, em segundo lugar estamos conscientemente
atentos e em terceiro lugar a nossa atenção meditativa aumenta e se
desenvolve até que, finalmente, a atenção surge ilimitada. É muito
importante quebrar nossos blocos de construção conceituais, pois, de
certa maneira, a concentração constrói uma concha em torno da meditação...
alguma coisa tangível ou substancial com a qual podemos nos associar. A
atenção direta procura penetrar a concha. A
pessoa que é uma boa meditadora está sempre aprendendo, sempre
trabalhando com a decepção, ela sabe como lidar com o mundo e com toda e
qualquer experiência que se depara na vida diária, esse é o verdadeiro
processo de aprendizagem. Na realidade, olhar para as nossas vidas é a
maneira mais inteligente de meditar, pois, a não ser assim,
limitar-nos-emos a viver nossas vidas sem usufruir os benefícios da nossa
compreensão espiritual. Portanto,
a meditação nos traz de volta à vida, talvez tenhamos de lutar mas, se
estivermos dispostos e determinados a transpor os obstáculos em vez de
escapar deles ou evitá-los, podemos experimentar tudo: o ver, o ouvir, o
provar, o cheirar, o tocar e o ficar ciente de alguma coisa e dançar com
cada uma das situações em lugar de precisarmos nos esconder ou nos
proteger delas. Quando temos atenção meditativa, sabemos como tocar cada
experiência diretamente e, em conseqüência disso, não seremos puxados
para dentro, nem apanhados em armadilhas pelas expectativas, pelas decepções
ou pelas desilusões, quando vivemos dessa maneira, a vida se nos figura
significativa e valiosa. O
caminho espiritual tem muitos obstáculos, tais como nossos diálogos
interiores, as nossas emoções, os nossos medos e até nossos amigos ou
famílias. Daí que as boas influências sejam cruciais, desde que
estejamos interessados no caminho espiritual, a associação com os que
tenham uma natureza semelhante pode ajudar a suportar e a nos proteger e,
pode criar menos confusão para nós. O principiante tem muitos problemas
e por isso lhe é difícil focalizar o caminho sem esse tipo de ajuda, será
ótimo podermos tomar conta de nós mesmos, mas enquanto não o pudermos
fazer, é importante escolher um ambiente espiritual e harmonioso que nos
apóie. Isso não significa necessariamente que devemos evitar o mundo,
senão que devemos nos proteger até certo ponto. À proporção que
desenvolvemos nossa força interior, seremos talvez capazes de cuidar dos
outros assim como de nós mesmos, entretanto, o fato de trabalhar com
outras pessoas antes da hora pode levar-nos a perder a força que ganhamos
e pode até fazer-nos mal. A
não ser que aprendamos a nos proteger, seremos facilmente tentados a
recorrer aos nossos padrões antigos e a esquecer o que ganhamos com a prática,
precisamos encorajar-nos e ser fortes, a autodisciplina significa ação
correta, isto é, fazer o melhor que pudermos por nós mesmos, se a nossa
mente não estiver equilibrada, nossos atos não serão equilibrados,
chegaremos a extremos e criaremos mais frustrações para nós mesmos e
para os outros. Uma
das melhores maneiras de disciplinar nosso ego, é ficarmos amigos de nós
mesmos. Quando estamos alegres, o ego se acalma e não provoca a frustração
e o descontentamento. Temos problemas porque pensamos que os temos e, uma
vez que acreditamos neles, vemo-nos apanhados em situações frustrantes.
O conflito ocorre quando não obedecemos à nossa própria voz interior. Assim
como a terra se compõe de água em sua maior parte, o ser humano em sua
maior parte é emocional, e essa qualidade emocional sente necessidade de
ser alimentada de alegria ou amor, há um imenso anseio em fazer contato
com outros ou ligar-se a eles, precisamos de apoio, precisamos ser
satisfeitos, mas muitas vezes não podemos confiar em amigos ou amantes,
na sociedade ou mesmo em nossos pais, não há ninguém tão próximo de nós
que realmente nos satisfaça, podemos ter amigos e parentes e ser bem
sucedidos nos negócios, mas, ainda assim, não estar satisfeitos dentro
de nós mesmos, porque estamos sós, ansiamos pela realização de nossos
desejos, e esse próprio anseio cria um sabor emocional que afeta o que
quer que façamos. Assim é que se constroem a frustração e a amargura,
quando deixamos de tentar alcançar alguma coisa fora de nós em busca de
satisfação, gradualmente nossos desejos começam a aquietar-se e nós
nos sentimos menos exasperados pelos nossos anseios. Quando
somos muito sensíveis, os “amores” transitórios e egoístas deixam
de satisfazer-nos, precisamos encontrar alguém em quem possamos realmente
confiar, alguém que possamos amar sem medo de rejeição, então
poderemos ser livres, para agir através de nossa própria compreensão,
dos nossos corações abertos, das nossas energias despertadas. Nesse
sentido, o mestre é um espelho do nosso ser superior, ele ativa a
nossa fonte de conhecimentos interiores e o nosso sentido de completo
preenchimento, quando temos o coração aberto, a “experiência
despertada” surge dentro de nós e saberemos inequivocamente. Quando
essa própria compreensão se torna iluminada e silenciosa, já não há
necessidade de perguntar nem de responder.
Quando estamos abertos, atentos e alertas podemos guiar-nos corretamente,
tornamo-nos nosso próprio mestre.
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Atualizada em: 05-ago-2004 16:12:32 |
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