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A honestidade de Mohammad (SAWS)
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Os descrentes já não utilizavam os
títulos de “Al Amin” para Mohammad (SAWS), mas reconheciam a sua
veracidade e a honestidade. O Profeta também não se importava se eles
utilizavam ou não, porque a sua veracidade e honestidade não eram para os
descrentes mas já se tinha tornado um instinto natural de Mohammad (SAWS),
e o muçulmano deve seguir o modelo do Profeta. Por isso o Alcorão diz: Na noite de saída de casa, quando o Profeta pôs Ali em seu lugar, deu-lhe instruções, para que devolvesse aos donos dos depósitos (confianças) que as pessoas vinham guardar com o Profeta. Explicou-lhe quem eram os donos e finalmente disse-lhe para juntar-se a ele em Madina, depois de cumprir essa missão. Ali, depois de cumprir o encargo foi-se embora três dias após a saída do Profeta de Macca. Mohammad (SAWS) e seu companheiro Abu Bakr já tinham chegado a montanha “Saur”. Quando chegaram a caverna, primeiro entrou Abu bakr, para limpar o interior, depois disse ao profeta par entrar. Enquanto o Profeta descansava tranqüilamente na caverna, Abu Bakr estava acordado, quando foi mordido por uma cobra ou um escorpião. Ele não quis acordar o Profeta, mas logo que o Profeta soube, aplicou-lhe a sua saliva no local afetado e ele ficou imediatamente curado. Por outro lado, os descrentes
intensificaram a sua busca com esperanças de receberem o tão elevado
premio. E durante a estadia no esconderijo da caverna, o Profeta e Abu
Bakr, para estarem a par dos acontecimentos em Macca, incumbiram três
pessoas de certas obrigações: 2º - Assmá, filha de Abu Bakr foi incumbida de trazer comida e água. Quando preparou a provisão não tinha corda para amarrar os dois sacos (saco de comida e outro de água), desapertou o seu cinto, rasgou-o ao meio em duas partes, e assim, com um amarrou o saco de comida e com outro o de água, e ela ficou sem cinto apesar de necessitá-lo. Quando o Profeta viu o que ela tinha feito, de dar preferência à provisão deles acima dela, deu-lhe a boa nova: “Deus restituirá o teu cinto por dois cintos no Paraíso”. A partir daí Assmá ficou a chamar-se “A de dois cintos”. Este é um grande exemplo de coragem para a mulher muçulmana. Assmá desempenhou um papel importante na emigração do Profeta. 3º - Amir Bin Fahir, escravo liberto de Abu Bakr, e que pastava o seu gado, tinha o cargo de trazer leite fresco todos os dias ao anoitecer e apagar todas as pegadas dos pés humanos até a caverna. Como nesta altura não havia estradas asfaltadas, conhecer os caminhos especialmente entre os montes e desertos, era uma habilidade. Cada caravana andava com um homem, que era pago, que conhecesse todos os caminhos. Abu Bakr combinou com um senhor pertencente à tribo de Bani Wail, chamado Abdallah Bin Arica, para esta missão, de guiá-los a Yaçrib (Madina). Esse homem nem era crente; era um idólatra. Mas Abu Bakr confiava nele, e tinha-lhe entregue as duas camelas e tinha-lhe dito para que aparecesse na caverna depois de três dias, isto é, no quarto dia, de manhã cedo. Os coraixitas, por seu lado,
intensificaram a busca em um grupo, chegaram até a boca da caverna de modo
que, se abaixassem para olhar, descobri-los-iam. Abu Bakr, ao vê-los tão
perto, disse com aflição ao Profeta: “Se eles se abaixarem ver-nos-ão”. E
o Profeta respondeu: E como não viram nenhuma pegada humana voltaram com a certeza que dentro da caverna não estava ninguém. Há certas narrações que dizem que, uma aranha fez a sua teia à boca da caverna (a entrada) e pombos fizeram o ninho e puseram ovos nela. Sem dúvida, isto foi um autentico milagre. Deus protegeu o Seu Profeta com a teia de aranha contra dezenas de cavaleiros armados à boca da caverna, uma coisa tão frágil que até um lactente bebê pode quebrá-la. De fato, Deus é Poderoso, faz o que entende. Esta passagem foi narrada por Ibn Abbas e relatada por Imam Ahmad no seu musnad; Ibn Kasir também mencionou-a. A passagem todo consta no Alcorão desta
forma: eles ficaram na caverna três dias inteiros; nesses dias os coraixitas vaguearam a terra, com tristeza e ira a consumir os seus corações. Depois de percorrerem todo o lado sem êxito, afrouxaram a busca. No quarto dia de manhã, na hora combinada, chegou Abdullah Bin Arica, o guia, com os três camelos que Abu Bakr lhe tinha confiado (para cada um montar o seu camelo), e depois partiram rumo a Madina, tomando um caminho tortuoso com muitos desvios. Primeiro para a direção Sul de Macca e depois pelo caminho e Tihama na costa do Mar Vermelho, viajando de noite e descansando de dia. Quando partiram da caverna de Saur, caminharam toda a noite; no dia seguinte, quando o sol estava forte, à tarde, pararam junto a uma rocha onde havia sombra e o Profeta descansou. Entretanto, Abu Bakr, olhando para todos os lados, viu um pastor que pastava cabritos, e vinha na sua direção, provavelmente para descansar junto a rocha, na sombra. Quando chegou, Abu Bakr perguntou-lhe de quem eram os cabritos e quem era o seu senhor. O pastor mencionou o nome de um senhor a quem ele conhecia. Depois Abu Bakr perguntou-lhe se havia alguma cabra que dava leite e se ele podia dispensar algum. Ele respondeu afirmativamente. Então Abu Bakr disse-lhe para que lavasse as mãos dele (do pastor) para que tirasse algum leite (o Islam é uma religião que nos ensina a higiene e pureza em tudo). Ele fez e depois Abu Bakr tapou o recipiente do leite para que não entrasse pó. Misturou um bocado de água no leite e deu ao profeta; depois de beber o Profeta perguntou se já estava na hora para eles prosseguirem a viagem, e assim partiram. |