Upanishads
Chandogya Upanishad
A alma individual idêntica a Brahman
Nada verdade todo este mundo é Brahman. Tranquilo, adoremo-Lo
como sendo aquilo de que viemos, aquilo em que nos dissolveremos,
aquilo em que respiramos.
Ora, na verdade uma pessoa consiste em propósito. De acordo com
o propósito que uma pessoa tenha no mundo, assim se torna ao
partir dele. Por isso, que forme para si própria um propósito.
Aquele que consiste em mente, cujo corpo é vida, cuja forma é
luz, cuja concepção é a verdade, cuja alma é o espaço,
contendo todas a s obras, todos os desejos, todos os odores,
todos os gostos, englobando todo este mundo, o mudo, o
indiferente - esta Alma que tenho dentro do coração é menor do
que um grão de arroz, ou de cevada, ou de mostarda, ou de
painço ou o germe de um grão de painço; esta Alma que tenho
dentro do coração é maior do que a Terra, do que a atmosfera,
do que o céu, do que estes mundos.
Contendo todas as obras, todos os desejos, todos os odores, todos
os gostos, englobando todo este mundo, o mudo, o indiferente -
esta é a Alma que tenho dentro do coração, isto é Brahman.
Nele entrarei ao partir daqui.
Se alguém acreditar nisso não terá mais dúvida. - Assim
costumava falar Shandilya - sim, Shandilya!
(Chandogya Upanishad, 3.14 em Hinduísmo, L. Renou, p.71-72)
"No centro do palácio de Brahman, nosso próprio corpo,
Há um pequeno santuário em forma de flor de lótus,
e dentro dele pode ser encontrado um pequeno espaço.
Devemos encontrar aquele que ali habita e querer conhecê-lo.
E se alguém perguntar: Quem é aquele que mora em um pequeno
santuário
em forma de flor de lótus no centro do palácio de Brahman?
Nós podemos responder: o pequeno espaço dentro do coração é
tão grande quanto o universo.
O Céu e a Terra ali estão ; o Sol, a Lua, as Estrelas;
o fogo, o relâmpago e os ventos...
Pois o universo inteiro está dentro Dele e Ele habita dentro de
nossos corações."
(cap.8)
Mundaka Upanishad
Diz-se que a Palavra Sagrada (OM) é o arco, que a flecha é a
alma e que Brahman (o Ser Infinito) é o seu alvo; Ele será
alcançado por aquele cuja atenção não se desvia. Então ele
se tornará uno com Ele, assim como a flecha (torna-se una com o
alvo quando o atingiu).
(II, 2-4)
Maitrayana Brahmana Upanishad
O Tempo amadurece e dissolve todos os seres no grande Eu, mas
aquele que sabe em que o próprio Tempo se dissolve é o
conhecedor do Veda.
Rudra Upanishad
"Shri Suka perguntou a seu pai Vyasa Maharshi:
Quem é o verdadeiro Deus dos deuses? Em quem estão todas estas
existências estabelecidas? Adorando a quem, posso eu satisfazer
os Devas por completo?
Ouvindo estas palavras, Shri Veda Vyasa respondeu assim:
Rudra é a personificação de todos os devas. Todos os devas
são meramente manifestações diferentes do Próprio Shri Rudra.
No lado direito de Rudra, existe o sol, em seguida o Brahma de
quatro braços, e então três Agnis (fôgos). No lado esquerdo,
existem Shri Umadevî, e também Vishnu e Soma (a lua).
Uma é em Si a forma de Vishnu. Vishnu é em Si a forma da lua.
Portanto, aqueles que adoram o senhor Vishnu, adoram o próprio
Shiva. E aqueles que adoram Shiva, na realidade, adoram o Senhor
Vishnu. Aqueles que invejam e odeiam Shri Rudra, estão na
verdade odiando Shri Vishnu. Aqueles que depreciam o Senhor
Shiva, depreciam o próprio Vishnu.
Rudra é o gerador da semente. Vishnu é o embrião da semente.
Shiva é em Si mesmo Brahma e Brahma é em Si mesmo Agni. Rudra
é repleto de Brahma e Vishnu. Todo o mundo é repleto de Agni e
Soma.
O gênero masculino é Senhor Shiva. O gênero feminino é Shri
Bhavani Devi. Toda criação móvel e imóvel deste universo
está repleta de Uma e Rudra. O Vyakta (o que pode ser dito) é
Shri Uma, e o Avyakta (o que não pode ser dito) é o Senhor
Shiva. A combinação de Uma e Shankara é Vishnu.
Assim todos devem reverenciar Shri Maha Vishnu com grande
devoção. Ele é o Atman. Ele é o Paramatman. Ele é o
Antaratman. Brahma é o Antaratman. Shiva é o Paramatman. Vishnu
é o Eterno Atman de todo este universo. Toda esta criação de
Svarga, Martya e Patala Lokas é uma grande árvore. Vishnu é o
topo (galhos) desta árvore. Brahma é o tronco. A raiz é o
Senhor Shiva.
O efeito é Vishnu. A ação é Brahma. A causa é Shiva. Para o
benefício dos mundos, Rudra tomou estas três formas.
Rudra é o Dharma. Vishnu é o mundo. Brahma é o
conhecimento."
(Rudra Upanishad, coleção Shaiva Upanishads, Internet)
Nâda-Bindu Upanishad
"Upanishad de uma Gota de Som (Nâda,o supremo som
transcendental)"
"Quando essa alegria toca sua mente, penetra através de seu
chitta, o campo mental, da mesma forma que a luz atravessa o
vidro e o ilumina, assim quando se é absorvido na alegria do
supremo Nâda, quando a mente é mesmo tocada por este Nada, é
como a abelha que bebe a seiva mas não pousa para analisar as
várias fragrâncias.
Através da fragrância deste Nâda, a leviana e volúvel cobra
da mente é presa, é encantada e ordenada a se sentar.
Pelo poder deste Nâda, o rei bêbado dos elefantes, chamado de
mente, que costumava sair por aí esmagando tudo com sua tromba e
pés salientes no jardim dos objetos de desejo, é colocado sob
controle.
Este Nâda, o som eterno, torna-se alegria interior como um
aguilhão para controlar o elefante-mente.
Ele se torna as mais forte rédeas possíveis para colocar sob
controle o mais selvagem dos corcéis.
Quando esta alegria do supremo som transcendental toca a mente,
ela se transforma em diques que sustentam as inundações da
mente, e em vez disso, a mente é então inundada com luz.
Para o mundo exterior, um yogi assim em meditação parece um
homem morto.
Ele não ouve os sons externos de conchas sendo sopradas e
tambores sendo tocados.
Seu corpo torna-se então absolutamente imóvel como se tivesse
perdido sua mente,
isto é, ele está além da mente, tendo deixando a mente para
trás.
Então ele não conhece nem calor nem frio, nem dor nem prazer.
Seu olhar é fixado sem que ele olhe para objeto algum.
Seus ventos, o prana, são estabilizados sem esforço. Eles não
mais se espalham, sopram.
Sua mente é fixada sem um objeto de concentração; sem precisar
de objeto externo sua mente se torna estável.
Sem precisar de um objeto de concentração, ele se torna uno com
este som interior que nada mais é que o nome de Brahman. Om Om
Om."