Outras Escrituras
Shiva Mahimnastotra (Hino à grandeza de Shiva)
de Pushpadanta
Hino 32
asita giri samasyâta kajjalam sindhupâtre
surataruvara shakhâ lekhanî patramûrvî
likhati yadi grahîtvâ shâradâ sarva kâlam
tadapi tava gunânâm îsha pâram na yâti
Se houvesse um poço de tinta
Azul como uma montanha ao crepúsculo,
e se o oceano fosse o tinteiro,
E se a pena fosse o mais belo ramo
de uma árvore celeste,
e a Terra fosse o pergaminho,
A própria Sarasvatî poderia escrever sem cessar
De era em era,
Nunca esgotaria, Ó Senhor,
A imensidão insondável de tua natureza!
(Mantras, sons cósmicos, Meeta Ravindra (sânscrito), e Shiva, o
senhor do sono,
Alain Porte (tradução)
hino 11
Ravana (rei dos demônios), o Demônio das Dez Cabeças, havia
sem esforço
conquistado os três mundos
E deles varrera os seus inimigos.
Seus braços ferviam ainda do desejo violento da guerra,
Mas, das suas próprias cabeças, ele fez um colar de flores
Para oferecer aos teus pés de lótus...
Tal é, Ó Destruidor de Tripura (Shiva)!
O fruto fulgurante de uma devoção inflexível.
(Shiva Mahimnastotra, Shiva, o senhor do sono, Alain Porte)
Hino a Shiva
"Os ricos farão templos para Shiva.
O que eu, um homem pobre, farei?
Minhas pernas são pilares,
Meu corpo o santuário,
a cabeça uma cúpula (kalasha) de ouro.
Ouça, Ó senhor dos rios que se encontram (Kûdalasangamadêva),
As coisas estáticas cairão,
mas o que se move para sempre irá permanecer."
(Basavanna, poeta virashaiva, em Speaking of Shiva, p.88)
Shiva Nataraja
"Shiva é um destruidor, gosta dos locais de cremação, mas
o que ele destrói? Não apenas os céus e a Terra no final do
ciclo, mas os elos que ligam cada alma individual. O que é o
local de cremação? Não é o lugar onde são queimados os
restos mortais, mas os corações de seus fiéis, reduzidos a um
deserto. O lugar onde o ego é destruído representa o estado em
que a ilusão e as ações são reduzidas a cinzas. É ali que
dança Nataraja."
(Ananda Coomaraswamy, The Dance of Shiva, p.75)
"Quando o ator toca o tambor
Todos vêm para ver sua apresentação;
Quando o ator recolhe os objetos do palco
Ele fica sozinho em sua felicidade."
(citado em "A Dança de Shiva", Ananda K. Coomaraswamy)
Ó meu Senhor, Tua mão que segura o tambor sagrado criou e
colocou o Céu, a Terra, outros mundos e incontáveis almas no
lugar correto. Tua mão erguida protege tanto a ordem consciente
da criação como a inconsciente. Todos estes mundos são
transformados por Tua mão que sustenta o fogo. Teu pé sagrado,
firmado no chão, dá abrigo às almas sofridas e cansadas nas
garras da causalidade. É Teu pé erguido que concede a eterna
bem-aventurança a todos aqueles que se aproximam de Ti. Estes
Cinco-Atos são, de fato, Tua Obra."
(do Chidambara Mummanik Kovai, cit.em "A Dança de
Shiva", Ananda K. Coomaraswamy)
(Versos do Tirukuttu Dharasanam, que forma o nono tantra do
Tirumantram de Turumular, idem)
"Sua forma está em todo lugar, todo-penetrante em Seu
[aspecto] Shiva-Shakti;
Chidambaram está em todo lugar, em todo lugar está Sua dança;
Como Shiva é tudo e é onipresente,
Em todo lugar se torna manifesta a graciosa dança de
Shiva."
"Suas danças quíntuplas são temporais e infinitas.
Suas danças quíntuplas são Suas Cinco Atividades.
Pela Sua Graça Ele executa os cinco atos,
Esta é a dança sagrada de Uma-sahaya.
Ele dança com a Água, o Fogo, o Vento e o Éter,
Assim, no pátio, sempre dança nosso senhor."
"Nosso senhor Shiva dança Sua eterna dança.
A forma de Shakti é prazer absoluto -
Este prazer reunido é o corpo de Uma;
Esta forma de Shakti surgindo no tempo
e unindo os dois é a dança."
"O corpo Dele é Akasha, a nuvem escura ali dentro é
Muyalaka;
Os oito quadrantes são Seus oito braços,
Os três lumes são Seus três olhos,
Tornando-se assim, Ele dança em nosso corpo como a
congregação."
"O pé dançante, o som de sinos ressonantes,
as canções que são cantadas e os vários passos,
A forma assumida por nosso Gurupara dançante -
Descubra estes [movimentos] dentro de você mesmo, então teus
grilhões desaparecerão."
"Nosso senhor é o bailarino, que, como o calor que pulsa na
fogueira, difunde Seu poder sobre a mente e a matéria, e os faz
dançar em seu giro." Tiruvätävurär Puränam
Tendo instalado a Mãe dos Três Mundos sobre um trono dourado
ornado de pedras preciosas, Shulapani (o portador do venábulo)
dança nos cumes do (monte) Kailasa, e todos os deuses se juntam
ao redor Dele."
"Sarasvati toca a Vînâ, Indira (o rei do céu) a flauta,
Brahma os címbalos, marcando o compasso, Lakshmi entoa uma
canção, Visnhu toca tambor. Todos os deuses os rodeiam."
"Gandharvas(músicos celestes), Yakshas, Patagas(gnomos),
Uragas(as serpentes), Suddhas(os bem-aventurados), Sadhyas(os
realizados), Vidyadharas(os guardiãos do mundo),
Amaras(os imortais), Apsarases(as ninfas do céu) e todos os
seres que habitam
os três mundos reunem-se ali para ver a dança celeste e ouvir a
música da orquestra divina na hora do crepúsculo."
(do Shivapradosha Stotra cit. em Shiva e Dioniso, Alain Danielou)
Louvor a Brahmâ
do Kumarasambhava de Kalidasa, canto II, 1-15.
1.Naquele tempo os habitantes do paraíso, perturbados por
Târaka, foram à morada do Deus auto-existente (Brahmâ), tendo
colocado Indra como guia.
2.Brahma revelou-se a eles, cujo brilho das faces desapareceu,
assim como faz o sol (o possuidor dos raios brilhantes), pela
manhã, aos lagos com lótus adormecidos.
3.Então, tendo curvado-se a ele, que tem um rosto em cada lado,
que é o criador de tudo, que é o senhor da linguagem, eles o
propiciaram com os discursos apropriados.
4."Saudações a ti com três formas, a única alma
existente antes da criação que depois dividiu a si mesma nas
três Gunas (Sattva, Rajas e Tamas) e manisfestou-se em uma
variedade (de formas).
5.Ó não-nascido, o universo composto de coisas que se movem e
que não se movem, surgiu da semente sempre fecunda que foi
jogada por ti nas águas; por isso, tu és glorificado como sua
fonte.
6.Manifestando teu poder pelas três formas (os três estados
caracterizados pelas três qualidades), somente tu vens a ser
causa da criação, da proteção e da retração (do universo).
7.Masculino e feminino são as manifestações separadas de teu
próprio eu, (assim) divididos pelo desejo de criar; e estas são
chamadas de pais da criação que veio à existência.
8.Teus estados de vigília e sono, tu que separaste teu dia e
noite pela medida de teu próprio tempo, são (representam o
período da) criação e destruição de todas as coisas.
9.Tu que não tens uma fonte, és a fonte do universo; sendo
eterno, tu és o fim do universo; sem começo, tu és o começo
do universo; não tendo senhor, tu és o senhor do universo.
10.Tu conheces a si mesmo em si mesmo, tu criastes a si mesmo
através de si mesmo pelo teu poderoso eu.
11.Tu és fluido e duro por causa do contato íntimo das
partículas (adesão); grosseiro e sutil; leve e no entanto
pesado; perceptível e no entanto o oposto disso; tua vontade é
absoluta na (manifestação das) energias (poderes miraculosos).
12.Tu és a fonte dos discursos (Vedas), cuja introdução é
feita pela (sílaba) Om, cuja recitação é feita conforme três
tons (agudo, grave e circunflexo), e que deve executar o rito do
sacríficio, e cujo fruto é o paraíso.
13.Chamam-te Prakriti operando pelo benefício da alma (Purusha);
e conhecem apenas a ti como Purusha, a testemunha indiferente
(passiva) das (operações) de Prakriti.
14.Tu és deus dos deuses, mais alto que o alto, e progenitor dos
progenitores da humanidade.
15.Tu, o eterno, és a oferenda sacrificial e também aquele que
oferece (aquele que executa o sacrifício), o desfrutado e o
desfrutador, aquele que pode ser conhecido e também o
conhecedor, o mediador e também objeto supremo de meditação.
Tripura Rahasya
O conhecimento de segunda-mão do Eu, recolhido dos livros ou dos
gurus, nunca pode emancipar um homem até que sua verdade seja
corretamente investigada e aplicada; somente a percepção direta
fará isso. Realize-se, voltando a mente para o interior.
(Tripura Rahasya, 18: 89)
Escrituras do Yoga
Shiva Samhita
1. Neste corpo, o monte (Meru) - a coluna vertebral - é rodeado
por sete ilhas; ali estão os rios, os mares, as montanhas, os
campos e também seus guardiães;
2. Há nele profetas e sábios; todas as estrelas e os planetas
também. Há peregrinações sagradas, santuários e as
divindades dos santuários.
3. O Sol e a Lua, agentes da criação e destruição, também se
movem nele. Éter, ar, água e terra também ali estão.
4. Todos os seres que existem nos três mundos também podem ser
encontrados no corpo; rodeando (o centro), eles se ocupam em suas
respectivas funções.
5. (Mas o homem comum não sade disso). Aquele que sabe de tudo
isso é um Yogi; não há dúvida sobre isso.
6. Neste corpo, que é chamado Brahmanda (microcosmo,
literalmente "o ovo do mundo"), há a Lua com raios de
néctar, no topo da coluna vertebral.(...)
(cap.II, 1-6)
Invocação a Patânjali
yogena cittasya padena vacam
malam sarirasya ca vaidyakena
yopakarottam pravaram muninam
patanjalim pranjaliranato'smi
abahu purusakaram
sankha cakrasi dharinam
sahasra sirasam svetam
pranamami patanjalim
Curvemo-nos perante o mais nobre dos sábios,
Patânjali, que deu o yoga em favor da serenidade e santidade da
mente,
gramática em favor da claridade e pureza da linguagem,
e medicina em favor da perfeição da saúde.
Eu saúdo Adishvara (o Primordial Senhor Shiva)
que inicialmente ensinou a ciência do Hatha Yoga
- uma ciência que se apresenta como uma escada
para aqueles que desejam escalar as alturas do Raja Yoga.
The Hatha Yoga Pradipika
of Svatmarama
1 Reverência a Shiva, o senhor do yoga, que ensinou a [ sua
esposa ] Parvati a sabedoria do hatha como a primeira etapa em
direção ao cume do Raja Yoga.
2 Havendo assim solenemente saudado seu mestre, Yogi Svatmarama
apresenta agora o hathavidya [ vidya = sabedoria ] unicamente e
exclusivamente para a realização do Raja Yoga.
3. Para aqueles que vagueiam na escuridão de credos [ e de
filosofias ] conflitantes , incapazes de alcançar as alturas do
Raja Yoga [ auto-conhecimento e consciência cósmica ] o
misericordiosoYogi Svatmarama acendeu a tocha da sabedoria do
hatha.
4-9. Goraksha e Matsyendra eram mestres do hathya vidya, e por
sua graça Yogi Svatmaram o aprendeu. Shive, Matsyendra, Shabara,
Anandabhairava, Chaurangi, e muitos outros grandes Siddhas que
conquistaram o tempo ainda estão vaguando por este mundo.
10.[Conseqüentemente ] o hathayoga é um refúgio para todos
aqueles que são queimados pelos três fôgos. Para aqueles que
praticam o yoga, hathayoga é como a tartaruga que sustenta o
mundo.
11 Um yogi que deseja desenvolver siddhis deve manter o hathayoga
estritamente em segredo, pois somente assim ele terá sucesso.
Todos seus esforços serão em vão se revelar tudo sem
discriminação.
12 O estudante do hathayoga deve praticar em um lugar solitário,
em um templo ou em um eremitério, da água, e do fogo. A terra
deve ser fértil e bem cuidada.
13 O eremitério deve ter uma porta pequena e nenhuma janela.
Deve estar no nível do chão e não ter nenhum buraco nas
paredes. [ Não deve ser ] nem muito elevado nem muito longo,
deve ser limpo e livre de insetos. Deve ser revestida diariamente
com esterco de vaca. No lado de fora deve haver uma plataforma
levantada com um assento elevado e um tanque de água. Todo o
local deve ser cercado por um muro. Estas são as
características de um eremitério de yoga assim como descrito
pelos siddhas, os mestres do hathayoga.(...)
Santos e Poetas
Adi Shankaracharya
"Somente quando Shiva está unido a Shakti ele tem o poder
de criar." Saundaryalahari
"Ó Bhavâni, Esposa de Shiva! Brahmâ o Criador não pode
Te descrever perfeitamente com suas quatro bocas! Nem pode
fazê-lo o Senhor Shiva mesmo com cinco bocas! Senhor Kârtikeya
possivelmente não pode descrever Tuas glórias com suas seis
bocas. Mas até mesmo Adi Shesha (que sustêm Senhor Vishnu) não
pode Te descrever com suas mil bocas. Portanto, diga-me Ó
Bhavâni, como pode haver alguma chance para outros (como eu) de
Te louvar perfeitamente?"
(Anandalaharî, Shloka I)
Ramaprasad
Kâlî
Por que Mãe Kâlî é tão radiantemente negra?
Porque ela é muito poderosa.
Só a menção de seu nome destrói a ilusão.
Porque ela muito bela.
O Senhor Shiva, conquistador da morte, se encontra extáticamente
vencido
sob seus pés de sola vermelha.
Há matizes sutís de negritude,
mas sua tez brilhante é o mistério completamente negro,
irresistívelmente negro, maravilhosamente negro.
Quando ela acorda no santuário do lótus
dentro da secreta caverna do coração,
sua negritude torna-se a iluminação mística
que faz com que a flor de doze pétalas ali resplandeça mais
intensamente.
Sua amável forma é a incomparável Kali Negra,
mais negra que a Morte.
Quem quer que contemple sua radiante negritude
apaixona-se eternamente e não sente atração por nenhuma outra,
descobrindo-a em todos os lugares.
Este poeta suspira profundamente:
"Onde está esta resplandecente Senhora,
Esta Luz Negra além da luminosidade?
Embora eu nunca a tenha visto,
Só de ouvir seu nome
a mente é completamente absorvida
em sua espantosa realidade.
Om Kali! Om Kali! Om Kali!
Ramakrishna fala sobre Kâlî
"Keshab perguntou a Ramakrishna: Serví-vos dizer-nos uma
vez mais, Reverendo Senhor, em que diferentes modos, Kâlî, a
Mãe do Universo, se faz manifesta neste mundo de suas
exibições?
Srî Ramakrishna sorriu: Ó! a Mãe se recreia no mundo, Seu
instrumento, sob vários aspectos e nomes. Ora é o Deus
Incondicionado, Absoluto, Sem forma (Mahâ-Kâlî); ora o
Permanente, como distinto de Suas obras (Nitya-Kâlî). Sob outro
aspecto, Ela é a Deidade dos Ghâts ardentes ou crematórios, a
tétrica Deidade que preside a morte (Shmashan-Kâlî); ora se
apresenta ante nós disposta a abençoar e preservar Seus filhos
(Rakshyâ-Kâlî); sob outro aspecto, Ela aparece agradável aos
olhos de Seus devotos como a Mãe de cor azul-escura, Consorte do
Deus da Eternidade e do Infinito.
Mahâ-Kâlî e Nitya-Kâlî são descritas assim nos sagrados
livros dos Tantras: 'Quando não havia nem sol, nem lua, nem
planetas, senão tão-só a Profunda Obscuridade, só existia
minha Divina Mãe, Sem-forma, a Eterna Consorte do Infinito'.
Como Mãe de cor azul-escura (Shyâmâ), Ela é terna e amorosa.
Ela é a doadora de todas as bençãos e faz seus filhos
intrépidos. Ela é adorada nos lares hindus. Como Preservadora,
Ela aperece em tempos de pragas, fome, terremotos, secas e
inundações. Nos cemitérios e Ghâts ardentes ou crematórios,
Ela aparece como a Destruidora. O corpo morto, o chacal, os
espíritos de destruição são Seus terríveis servos. Ela vive
no meio dessas horríveis cenas, desses horríveis ambientes.
Correntes de sangue, um colar de crânios em volta de Seu
pescoço, uma grinalda de mãos de defuntos, são os símbolos
que A mostram como a temida Mãe, como a Destruidora de tudo.
Agora contemplai Seu sistema de Criação. No fim de um ciclo,
depois da destruição do mundo, minha Mãe, como boa Matrona que
é, põe juntas as sementes da criação. As donas de casa tem
uma caçarola de guisados, onde põem diversas coisas para o uso
da família.
Ramakrishna (sorrindo ainda): Sim, meus amigos, isto é, em
verdade, assim. As donas de casa tem em sua posse uma caçarola
desta classe. Nela guardam a "espuma do mar" no estado
sólido, pequenos recipientes que contêm sementes de pepinos,
abóbora, etc. Tiram-nas dali quando necessitam. De maneira muito
parecida, Minha Mãe guarda as sementes da criação depois da
destruição do mundo no fim de um ciclo.
Minha Mãe, Energia Divina Primordial, está dentro e fora deste
mundo fenomenal. Havendo dado conhecimento ao mundo, Ela vive
nele. Nos Vedas achamos o exemplo da aranha e sua teia. Ela é a
aranha e o mundo é a teia que teceu. A aranha produz a teia
fenomenal de si mesma e logo vive nela. Minha Mãe é ambas as
coisas: o Continente e o Conteúdo.
É Kâlî, a Divina Mãe, negra? Parece negra à distância,
porém, quando é realizada, Ela não é negra. O céu parece
azul ao longe, porém, se olhais de perto, é incolor. A água do
oceano é azul, vista de certa distância: tomai um pouco dela na
mão e vereis que não tem cor.
Dizendo isto, o Bhagavan ficou embriagado com o Divino Amor e
começou a cantar:
'É negra minha Divina Mãe ?
Ó mente! que dizes?
Ainda negra, Ela, com seu flutuante cabelo, ilumina o lótus do
coração'."
(O Evangelho de Ramakrishna,de Swami Abhedânanda, Ed.
Pensamento, p.86-87)