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Mahabharata

Hino de Arjuna a Durga no Mahabharata

"Reverência a Ti, Siddha-Senani (general dos Siddhas),
A Nobre,
Aquela que habita em Mandara,
Kumari (princesa),
Kali, Kapali, Kapila, Krishnapingala.
Reverência a Ti, Bhadrakali;
Reverência a Ti, Mahakali,
Chandi, Chanda, Tarini (a que dá à luz),
Varavarini (de belas cores).
Ó Benigna Kalyayani, Ó Karali, Ó Vijaya, Ó Jaya (vitória)
Irmã mais jovem do chefe das pastoras (Krishna), sempre deleitando-se no sangue do demônio Mahisha!
Ó Uma, Sakambhari, Tu a Branca, Tu a Negra!
Ó Destruidora de Kaitabha!
Das ciências, Tu és a ciência de Brahma (ou dos Vedas), o grande sono dos seres com corpos.
Ó mãe de Skanda (Karttikeya), Divina Durga, moradora dos desertos!
Tu, Grande Deusa, és enaltecida com um coração puro. Pelo teu favor(favoreça-me), que eu sempre seja vitorioso em batalha."

Bhagavad Gita

Visharupadarshanam
"Arjuna diz:

15. Em Teu corpo, ó Deus, contemplo todos os deuses e as inúmeras variedades de seres ao lado de Brahma, sentado em seu trono de lótus, e todos os rishis e serpentes divinas.

16. Vejo braços, ventres, olhos e bocas inúmeros, mas não vejo em Ti, origem, meio ou fim, ó Senhor do Universo, forma universal.

17. Vejo-Te com a fronte cingida pela tiara e armado com a maça e o disco, mas mal posso distinguir-Te pois és por toda parte a meu redor uma massa luminosa de energia, imensurável, resplandescente como o fogo e como o Sol.

18. Tu és o imortal e o mais sublime de todos os seres que se possa conceber, sustentáculo e morada do Universo; perene guardião da lei eterna e causa perpétua de tudo quanto existe.

19. Em Ti não há princípio, meio ou fim; Teu poder é imenso; infinitos são Teus braços; Tens por olhos o Sol e a Lua; Teu rosto é flamejante como o fogo do sacrifício e com Tuas irradiações abrasas este Universo.

20. Apenas Tu preenches o espaço entre o céu e a Terra. Os três mundos estremecem, ó ser magnânimo, ao contemplar Tua forma tremenda e prodigiosa.

21. A Ti acorrem as legiões de deuses; alguns deles cheios de temor Te invocam, juntando as mãos. "Salve!", exclamam em coro as multidões de grandes rishis e siddhas, louvando-Te em cânticos sublimes.

22. Os rudras, adityas, vasus, sâdhyas, vishvas, ashvins, maruts e uchmapas, assim como os músicos celestes, yashkas, asuras e sidhas Te contemplam todos maravilhados.

23. Os mundos se amedrontam como eu, ó Tu de braços poderosos, ao ver Tua forma monstruosa, com tamanha profusão de bocas e olhos, tantos braços pernas e pés, tantos ventres e dentes ameaçadores.

24. Pois ao ver-Te tocando o céu, resplandecendo em diversos matizes, ao contemplar Tuas bocas desmesuradamente abertas e Teus olhos enorme e fulgurantes, minha alma estremece, ó Visnhu, perco a paz e sinto-me desfalecer.

25. Quando vejo tuas bocas armadas de dentes ameaçadores e ardentes como o fogo devorador do fim do mundo, meu ânimo se conturba e a alegria me abandona. Tem piedade de mim, Senhor dos deuses, coluna do Universo.

26. Os filhos de Dhritarashtra juntamente com os exércitos dos reis e dos heróis, Bhisma, Drona, Suta e Karma, com o escol dos nossos guerreiros.

27. Todos eles somem nas terríveis fauces, nesse abismo eriçado de dentes - ai! quantos vejo de membros dilacerados, suspensos por entre esses dentes pontiagudos!...

28. Quais torrentes, em veloz demanda do mar, assim vejo a flor de nossos heróis a precipitarem-se, irresistíveis, nas fauces hiantes de fogo...

29. Como mariposas enlouquecidas pela luz encontram morte súbita na chama, assim vão esses mundos, sem cessar, ao encontro da destruição...

30. Devorando com teus lábios de fogo, engoles todos os mortais; tua luz pervade os mundos, Senhor, e teus raios aniquilam todos os povos.

31. Quem és tú, nessa forma terrífica?... Curvo-me diante de Ti... De todo o coração anelo por conhecer-Te - mas não compreendo a Tua revelação..."

Fonte: www.geocities.com/in_formal01/index.htm

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