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Quem é Emmanuel

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Prefácio e Sinopses dos livros de Emmanuel, psicografados por Chico Xavier.

69   Justiça Divina 90    Encontro Marcado
75   Leis de Amor 91    No Portal da Luz
76   Opinião Espírita 99    Alma e Coração
80   Livro da Esperança 103  Vida e Sexo
83   Palavras de Vida Eterna 107  Benção de Paz

 

        

 

 

69
Justiça Divina
Doutrinário    FEB    1962
Objetiva demonstrar a imortalidade do Espírito e o estado deste no Plano Espiritual, como conseqüência de seus próprios atos e explica a Justiça de Deus à luz da Doutrina Espírita.
Divide-se em duas partes:
A primeira, estabelece um exame comparado das doutrinas religiosas sobre a passagem da vida corporal à vida espiritual, enfocando assuntos como: anjos; céu; demônios; inferno; penas eternas; purgatório e temor da morte.
A segunda, reúne exemplos acerca da situação da alma durante e após a desencarnação, relacionando casos de criminosos arrependidos, Espíritos endurecidos, felizes, sofredores e suicidas. Conclui que o Espiritismo proporcionará a unidade de crenças sobre a vida futura e que esta unificação será "o primeiro ponto de contato dos diversos cultos" para promover, depois, a "completa fusão" entre as religiões.

* * *

Prefácio

Ante Allan Kardec
Perante as rajadas do materialismo a encapelarem o oceano da experiência terrestre, a Obra Kardequiana assemelha-se, incontestavelmente, a embarcação providencial que singre as águas revoltas com seguranças. Por fora, grandes instituições que pareciam venerandos navios estalam nos alicerces, enquanto esperanças humanas de todos os climas, lembrando barcos de todas as procedências, se entrechocam na fúria dos elementos, multiplicando as aflições e os gritos dos náufragos que bracejam nas trevas.
De que serviria, no entanto, a construção imponente se estivesse reduzida à condição de recinto dourado para exclusivo entretenimento de alguns viajantes, em tertúlias preciosas, indiferentes ao apelo dos que esmorecem
no caos?
Prevenindo contra semelhante impropriedade, os sábios instrutores que escreveram a introdução de “O Livro dos Espíritos”, disseram claramente a Allan Kardec: “Mas todos os que tiverem em vista o grande princípio de Jesus se confundirão num só sentimento: o do amor do bem e se unirão por um laço fraterno que prenderá o mundo inteiro.”
Indubitavelmente, a obra espírita é a embarcação acolhedora, consagrada ao amor do bem. Urge, desse modo, que os seus tripulantes felizes não se percam nos conflitos palavrosos ou nas divagações estéreis.
Trabalhemos, acendendo fachos de raciocínio para os que se debatem
nas sombras.
Todos concordamos em que Allan Kardec é o apóstolo da renovação humana, cabendo-nos o dever de dar-lhe expressão funcional aos ensinos, com a obrigação de reparti-lhe a mensagem de luz, entre os companheiros de Humanidade.
Assim crendo, traçamos os despretensiosos comentários contidos neste volume, em torno das instruções relacionadas no livro “O Céu e o Inferno”, valendo-nos das oitenta e duas reuniões públicas de estudo da Comunhão Espírita Cristã, em Uberaba, no decurso de 1961, dando continuidade à tarefa de consultar a essência religiosa da Codificação Kardequiana, com vistas à nossa própria responsabilidade, diante do Espiritismo, em sua feição de Cristianismo redivivo.
Entregando, pois, esta página aos leitores amigos, não tem a presunção de inovar as diretrizes espíritas e sim o propósito sincero de reafirmar-lhes os conceitos, para facilitar-nos o entendimento, na certeza de que outros companheiros comparecerão no serviço interpretativo da palavra libertadora de Allan Kardec, suprindo-nos as deficiências no trato do assunto, com mais amplos recursos, em louvor da verdade, para a nossa própria edificação.
Emmanuel
Uberaba, 20 de março de 1962

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75
Leis de Amor
Orientação     Vieira, W.    FEESP 1963
Em 114 páginas Emmanuel aborda 8 temas principais em torno do sofrimento perante o Espíritismo. Em forma de perguntas e respostas, vem solucionar o problema da dor nas leis do destino, incentivando o estudo da Doutrina Espírita.

* * *

Cap. IV - sobre o Divórcio
1. Compreendendo-se que muitos casamentos resultam em uniões infelizes e, às vezes, até mesmo profundamente antipáticas, induzindo os cônjuges ao divórcio, como interpretar a fase de atração recíproca, repleta de alegria e esperança, que caracterizou o namoro e o noivado?
Resp. : Qualquer pessoa que aspire a um título elevado passa pela fase de encantamento. Esfalfa-se o professor pela ascensão à cátedra. Conseguindo o certificado de competência, é imperioso entregar-se ao estudo incessante para atender às exigências do magistério.
Esforça-se o acadêmico pela conquista do diploma que lhe autorize o exercício da profissão liberal. Laureado pela distinção, sente-se compelido a trabalho infatigável, de modo a sustentar-se na respeitabilidade em que anela viver. --- Assim também o matrimônio.
2. Como interpretar as contrariedades e desgostos domésticos?
Resp. : O homem e a mulher aguardam o casamento, embalados na melodia do sonho, entretanto, atingida a convivência no lar, surgem as obrigações, decorrentes do pretérito, através do programa de serviço traçado para cada um de nós pela reencarnação, que nos compele a retomar, na intimidade, todos os nossos erros e desacertos.
Fácil, dessa forma, reconhecer que todas as dificuldades domésticas são empeços, trazidos por nós próprios, das existências passadas.
3. De modo geral, que é, nas leis do destino, o marido faltoso?
Resp. : Marido faltoso é aquele mesmo homem que, um dia, inclinamos à crueldade e à mentira.
4. E a esposa desequilibrada?
Resp. : Esposa desequilibrada é aquela mulher que, certa feita, relegamos à necessidade e à viciação.
5. Quem são os filhos problemas?
Resp. : Filhos problemas são aqueles mesmos espíritos que prejudicamos, desfigurando-lhes o caráter e envenenando-lhes os sentimentos.
6. Qual a função essencial do lar e da família?
Resp. : No caminho familiar, purificam-se impulsos e renovam-se decisões. Nele encontramos os estímulos ao trabalho e as tentações que nos comprovam as qualidades adquiridas, as alegrias que nos alentam e as dores que nos corrigem.
7. Como é encarado o divórcio nos planos superiores de espírito?
Resp. : O divórcio conquanto às vezes necessário, não é caminho salvador quando lutas se agravem. Ninguém colhe flores do plantio de pedras.
Só o tempo consegue dissipar as sombras que amontoamos com o tempo. Só o perdão incondicional apaga as ofensas; apenas o bem extingue o mal.
8. Existem casos francamente insolvíveis nos casamentos desventurados; não será o divórcio o mal menor para evitar maiores males?
Resp. : Muitos dizem que o divórcio é válvula de escape para evitar o crime e não ousamos contestar. Casos surgem nos quais ele funciona, por medida lamentável, afastando males maiores, qual amputação que evita a morte, mas será sempre quitação adiada, à maneira de reforma no débito contraído.
9. Por mais ríspidas se façam as lutas, no casamento, é melhor permanecer dentro delas?
Resp. : Pagar é libertar-se, aprender é assimilar a lição.
Emmanuel

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76
Opinião Espírita
Dissertações     Chico Xavier/Vieira, W.      CEC     1963

Prefácio

Asseverou o Cristo: Não vim destruir a lei, porém, cumpri-la.
Isso, entretanto, não lhe tolheu a disposição de exumar o pensamento de Moisés e dos Profetas dos arquivos que o tempo lhe expôs à consideração, estruturando os princípios e plasmando os exemplos com que rearticulou status e instruções.
O Espiritismo pela voz de Allan Kardec igualmente afirmou:
Não venho destruir a lei cristã, mas dar-lhe execução.
Isso, porém não impediu que o Codificador desentranhasse o ensinamento de Jesus e dos evangelistas das fórmulas que os séculos lhe submeteram a exame clareando as recomendações e definindo as normas, com que traçou a orientação espírita, desenvolvendo lições e constituindo diretrizes.
O Cristo não incomodou a quantos quisessem manter a própria vinculação ao judaísmo, sem contudo, adiar os ensinamentos do Evangelho.
Allan Kardec respeitou quantos se mostravam fiéis aos juízos teológicos do passado, mas não atrasou a mensagem renovadora do Espiritismo.
Oferecendo aos leitores amigos as páginas deste livro, esclarecemos portanto, que nós, os espíritas encarnados e desencarnados, acatamos cultos e preconceitos, conceituações e interpretações dos outros, venham de onde vierem, como não pode deixar de ser, mas, nisso ou naquilo, possuímos opinião própria que não podemos esquecer, nem desprezar.
Emmanuel
Uberaba, 2 de Julho de 1963

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80
Livro da Esperança
Evangélico     CEC      1964

Prefácio

Leitor amigo
Este livro, gravitando em torno de “O Evangelho segundo o Espiritismo”, cujas consolações e raciocínios pretende palidamente refletir, não tem outro objetivo senão convidar-nos ao estudo das sempre novas palavras de Cristo.
Muitos homens doutos falaram delas, através do tempo e alguns deles, decerto com a melhor intenção, alteraram-lhes, de algum modo, o sentido, para acomodá-las aos climas sociais e políticos em que vivem. “Os Espíritos do Senhor, que são as virtudes do Céu”, entretanto, voltaram a interpretá-las, em sua expressão pura e simples reafirmando-nos que, hoje quanto ontem, é possível a cada um de nós ouvir Jesus, no âmago da alma, a repetir-nos com segurança: “aquele que me segue não anda em trevas”.
Das esferas superiores, tornaram os mensageiros da Providência Divina, asseverando que Ele vive para sempre, junto de nós, sem desesperar de nossas franquezas... Mestre abnegado, repete, indefinitivamente, a mesma lição milhares de vezes; orientador, dá-nos serviço e aponta-nos o rumo certo na estrada a palmilhar; amigo, compreende-nos as faltas e incorreções sem privar-nos de auxílio; companheiro, caminha conosco, alentando-nos os sonhos, multiplicando-nos as alegrias, nos dias de provação e desalento, sem humilhar-nos a pequenez.
Peregrinos da evolução, que todos ainda somos, - os que lutamos por regenerar-nos, melhorar-nos e aprimorar-nos nas Terra, na condição de encarnados e desencarnados, - ouçamos, com Allan Kardec, a explicação clara dos princípios evangélicos, que nos certificam de que ninguém está desamparado, que todos os homens são filhos de Deus e que nenhum está órfão de consolação e ensinamento, desde que se apresente nas fontes vivas da Boa Nova, de espírito renovado e coração sincero!...
É por isso, leitor amigo, que em nos associando aos teus anseios de sublimação, que se nos imanam na mesma trilha de necessidade e confiança, diante do Primeiro Centenário do “O Evangelho segundo o Espiritismo”, nós te rogamos permissão para nomear este livro despretencioso de servidor reconhecido, como sendo Livro da Esperança.
Emmanuel
Uberaba, 18 de Abril de 1964


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83
Palavras de Vida Eterna
Evangélico CEC 1964
 

Prefácio

Ante o Divino Mestre
 
Senhor!
No dia de Pentecoste, quando quiseste reafirmar as boas novas do intercâmbio, entre o Mundo dos Homens e o Mundo dos Espíritos, deliberaste agir de público, sem que ministros ou líderes humanos estivessem superintendendo a reunião.
Pedro e os companheiros oravam, depois de providências para que alguém ocupasse o lugar vazio de Judas, quando “todos ficaram repletos do Espírito Santo e passaram a falar em outras línguas, segundo o Espírito lhes concedia que falassem”.
Com isso não desejamos dizer que desprestigiavas a autoridade e a organização que honoríficas com o teu apreço, e sim que podes administrar os teus dons inefáveis sem a intervenção de ninguém.
O narrador evangélico vai mais longe. Conta-nos, ainda, que a multidão te escutou o verbo renovador, tomada de assombros, porquanto, fizeste com que cada um dos circunstantes te  ouvisse o comunicado “ em seu próprio idioma”.
Rememoramos semelhante passagem dos primeiros dias apostólicos, para rogar-te apoio no limiar deste livro.
Estamos agrupados nestas páginas, - os leitores amigos e nós outros, - procurando o sentido de teus ensinamentos com as chaves da Doutrina Espírita, que nos legaste pelas mãos de Allan Kardec.
Aqui entrelaçamos atenção e pensamento, sem outras credenciais que não sejam as nossas necessidades do coração.
Respeitamos, Senhor, todos os templos que te reverenciam o nome e todos os poderes religiosos que te dignificam no mundo, mas temos sede das tuas palavras de vida eterna, escoimadas de qualquer suplementação.
Viajores de longos e escabrosos caminhos, trazemos a alma fatigada de supremacias e domínios, pretensões e contendas estéreis!...
Reunidos, pois a fim de ouvir-te as lições claras e simples, nós te pedimos entendimento.
E, lembrando-te a presença no monte, à frente da turba sequiosa de consolo e esperança, nós te suplicamos, ainda, inspiração e bênção, para que te possamos compreender e aproveitar o exemplo de amor e a mensagem de luz.
Emmanuel
Uberaba, 14 de Setembro de 1964

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90
Encontro Marcado
Dissertações FEB 1967
Responde a indagações sobre as causas da angústia e do sofrimento, da dificuldade e da provação que os homens atravessam na Terra. São páginas de consolo e esclarecimento. Através de mensagens, analisa temas como: crises do mundo, sexo, espíritas iniciantes, psicologia, Evangelho, etc. Proclama a Doutrina Espírita como a "Religião Universal do Amor e da Sabedoria", dando condições a cada pessoa de superar os problemas da edificação do Reino de Deus em si mesma.
* * *

Prefácio

“Vinde a mim, vós que estais aflitos e sobrecarregados, que eu vos aliviarei. Tomai sobre vos o meu julgo e aprendei comigo que sou brando e humilde de coração e achareis repouso para vossas almas, pois é suave o meu jugo e leve o meu fardo.”- Jesus ( Mateus, 11: 28-30 ).
“Sou o grande médico das almas e venho trazer-vos o remédio que vos há de curar. Os fracos, os enfermos são os meus filhos prediletos.
Venho salvá-los. Vinde, pois, a mim, vós que sofreis e vos achais oprimidos, e sereis aliviados e consolados. Não busqueis alhures a força e a consolação, pois que o mundo é impotente para dá-las. Deus dirige um supremo apelo aos vossos corações, por meio do Espiritismo. Escutai-o.” - O Espírito de Verdade ( Capítulo VI, item 7, “Evangelho segundo o Espiritismo”).
A vós que aspirais a alcançar a trilha da libertação e da paz, a vós que experimentastes a visita da dificuldade e da provação e indagais pela causa da angústia e do sofrimento, oferecemos estas páginas... Elas não guardam a pretensão de revelar-vos caminhos maravilhosos da Terra para os Céus e sim desejam, de algum modo, definir-nos os diálogos, de uns para com os outros, na temática da vida, ante os problemas da edificação do Reino do Senhor, a dentro de nós mesmos.
Crede, leitor amigo! Cada capítulo singelo deste livro não é senão um entendimento de alma para alma ou rápida entrevista entre nós e a verdade, no contacto com a Doutrina Espírita, a Religião Universal do Amor e da Sabedoria, na qual palpita - inevitalvemente para cada um de nós - o encontro marcado com as lições do Cristo de Deus.
Emmanuel
Uberaba, 11 de janeiro de 1967

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91
No Portal da Luz
Mensagens     IDE      1967
 

Prefácio

Primeiro Passo
"Um pequeno mostruário de idéias, em torno dos princípios espíritas!..."
"Uma notícia breve que se leia rapidamente, à maneira de introdução ao conhecimento espírita evangélico!"
"Que se nos trace algum apontamento com respeito àquilo que os companheiros desencarnados estimariam dizer aos companheiros da Terra, quando se aproximam da Nova Revelação!"
"Um entendimento preparatório"...
De solicitações assim expressas - nascidas de corações confiantes - veio este singelo volume à guisa de resposta.
Certamente, estas considerações de primeiro passo, sem qualquer pretensão de doutrinar, nada mais constituem que um esforço humilde para expor algumas das situações que se fazem comuns a quantos procuram paz e trabalho, renovação e refazimento no Cristianismo Restaurado.
Agradecemos ao Senhor a alegria da tarefa, - conquanto nos vejamos absolutamente incapaz de realizá-la com o brilho desejável. - rogando ao leitor amigo nos perdoe a pobreza da execução, mesmo porque estas páginas breves são também um convite a que outros amigos encarnados se manifestem, convencidos, quanto estamos, de que muitos deles estão plenamente habilitados a fazer muito mais e muito melhor.
Emmanuel
Atafona, 20 de janeiro de 1967

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99
Alma e Coração
Dissertações     PENSAMENTO     1969

Nota dos editores:

Nesta hora, em que tantos povos têm a sua paz conturbada e inúmeros lares se debatem, desajustam e dissolvem para agravar as aflições da humanidade, o mundo está mais do que nunca necessitado e ansioso por um lenitivo, uma luz que brote da alma e do coração, e não mais do cérebro frio e nebuloso. Daí a oportunidade deste livro, cujo título condiz muito com o seu contexto, tão ameno e acolhedor que se nos afigura um prado florido e risonho, aberto ao cansado viajor que ali busque passar horas de descanso e reflexões.
Acode ainda a circunstância de haverem suas linhas fluidas da pena de alguém que, tendo feito do sadio Espiritualismo o seu sacerdócio mais sagrado, tem dedicado toda a sua vida a aliviar as agruras morais e físicas de seus semelhantes, tanto por seus atos como por suas palavras. Isto porque ele não é um simples teórico, mas um praticante vivo e sempre ativo do bem.
Assim é que o leitor terá aqui, à sua frente, uma estimuladora mensagem, distribuída em sessenta curtos e bem concatenados capítulos sobre variados temas confluindo todos, qual regatos de luz, para o mesmo oceano da Verdade, que é Deus, e sedenta as almas peregrinas provenientes de todas a origens.
Em cada capítulo poderá o interessado ter um tema para meditação. Se em cada um deles meditar, e o praticar até o fim, logrará construir dentro de si um mundo feliz, que o ajudará, nesta existência, a aproximar-se um pouco mais da fonte da tão sonhada e decantada felicidade, porém realmente buscada por tão poucos.
Publicando esta obra, cremos estar contribuindo para que sua mensagem logre alcançar todas as almas, iluminar seus corações e harmonizar suas mentes, e desta sorte levá-las a trilhar nobremente a senda da espiritualidade, a única capaz de lhes aliviar as amarguras da vida e conduzi-las ao “Reino de Deus”, que está mais dentro do que fora de cada um de nós.
Oxalá se confirme e concretize nossa crença, para que tanto o autor como os editores se sintam compensados em seu intento e esforços.
Os Editores

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103
Vida e Sexo
Doutrinário FEB     1970
Desenvolve a temática do sexo em seus diversos aspectos, apresentando as teses trazidas do Plano Espiritual para o Plano Terrestre sobre este assunto. Objetiva estudar conceitos formulados na codificação kardequiana, para demonstrar que as proposições, ao redor do sexo, foram "objeto de criteriosas anotações do Mundo Espiritual" no século passado. Através de 26 capítulos, explica questões relacionadas com aborto; adultério e prostituição; amor livre; casamento e namoro. Conclui que a "aplicação do sexo, ante a luz do amor e da vida, é assunto pertinente à consciência de cada um", ressaltando o imperativo da educação, do controle e da responsabilidade na canalização da energia sexual. Científico, Filosófico e Religioso. 112 págs. (Tiragem de 240.000 exemplares)
Veja o índice deste livro:
 
Prefácio Vida e Sexo
1 Em torno do Sexo
2 Família
3 Namoro
4 Ambiente doméstico
5 Energia sexual
6 Compromisso afetivo
7 Casamento
8 Divórcio
9 União infeliz
10 Filhos
11 Alterações afetivas
12 Desajustes
13 Tédio no lar
14 Vinculações
15 Desvinculações
16 Aversões
17 Aborto
18 Pais e filhos
19 Amor livre
20 Controle sexual
21 Homossexualidade
22 Adultério e prostituição
23 Abstinência e celibato
24 Carga erótica
25 Sexo e religião
26 À  margem do sexo
* * *
 

Prefácio

Que os problemas do sexo agitam atualmente vastos setores da vida humana, é incontestável.
De que forma, porém, as teses do sexo são tratadas do Plano Espiritual para o Plano Terrestre?
Semelhante indagação, repetidamente endereçada a nós outros – pequenos servidores desencarnados –, motivou a formação do despretensioso volume que oferecemos aqui aos leitores amigos. Com ele, não disputamos qualquer posição nova, ante os devotados lidadores da psicologia moderna que hoje esquadrinham os meandros da alma humana, para benefício da saúde mental da comunidade. Com as nossas ligeiras páginas, tão-somente desenvolvemos conceitos formulados na Codificação Kardequiana, para demonstrar que as proposições, ao redor do sexo, apaixonadamente focalizadas, na atualidade da Terra, foram objeto de criteriosas anotações do Mundo Espiritual, no século passado, na previsão dos choques de opinião, em matéria afetiva, que a Humanidade de agora enfrenta.
Nada mais realizamos que reformular o pensamento e a definição dos Mensageiros Benevolentes e Sábios que orientaram Allan Kardec, nos primordios da Doutrina Espírita, em sua função de Consolador prometido ao mundo pelo Cristo de Deus.
E para não nos delongarmos em considerações desnecessárias, concluiremos que, em torno do sexo, será justo sintetizarmos todas as digressões nas
normas seguintes:
Não proibição, mas educação.
Não abstinência imposta, mas emprego digno, com o devido respeito aos outros e a si mesmo.
Não indisciplina, mas controle.
Não impulso livre, mas responsabilidade.
Fora disso, é teorizar simplesmente, para depois aprender ou reaprender com a experiência.
Sem isso, será enganar-nos, lutar sem proveito, sofrer e recomeçar a obra da sublimação pessoal, tantas vezes quantas se fizerem precisas, pelos mecanismos da reencarnação, porque a aplicação do sexo, ante a luz do amor e da vida, é assunto pertinente à consciência de cada um.
Emmanuel
Pedro Leopoldo, 5 de junho de 1970

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107
Benção de Paz
Evangélico     GEEM      1971
Prece de Limiar
Senhor Jesus!
Laureada pelos avanços da inteligência, a Terra se engalana nos cimos da evolução... A Ciência investiga a alcança as entranhas do mundo físico e os escaninhos do mundo mental.
Estudos, pesquisas, experiências e descobertas desnudam a vida planetária e propõem soluções justas aos problemas da forma; entretanto, Senhor, na retaguarda dessa legião de brilhantes valores do cérebro arrasta-se o comboio das necessidades espirituais.
Do campo de trabalho em que se agitam os militantes menores da renovação falamos nós também, invocando-te a bênção, porque necessitamos da máquina e do cálculo que nos descansem os braços, mas precisamos igualmente, e mais ainda, do equilíbrio e da paz que nos asserenem os corações.
Em tudo te reconhecemos a mão bendita, orientando-nos para o bem.
Sob a tua proteção conseguimos vasculhar ingredientes da Lua, no entanto te rogamos auxílio a fim de aprendermos contigo a atingir o coração de nossos vizinhos; com a tua bondade, que nos deseja a isenção do sofrimento, temos o socorro da anestesia para atravessar a esfogueada parte da enfermidade, mas te suplicamos apoio a fim de que saibamos perdoar e esquecer todo mal, liberando-nos da dolorosa penalogia da culpa; com a tua supervisão encontramos recursos para transmitir a voz e a imagem a longas distâncias, todavia te imploramos força para criar o pensamento e a palavra edificantes que nos assegurem a felicidade e a paz, uns com os outros; com a tua direção dominamos largas faixas de energias da Natureza, no entanto te solicitamos amparo a fim de que não venhamos a utilizá-las em louvor do ódio e do egoísmo, e sim para a maior extensão do teu reino de harmonia e de amor entre as criaturas. Senhor, deixa-nos escutar-te ainda o verbo que vara a muralha dos séculos e ensina-nos a discernir o bem do mal, para que o mal não nos arrase os tesouros da vida e do tempo. Tão-somente contigo encontraremos a estrada de nossa própria libertação, nos cipoais fulgurantes da frase trajada em louros de superfície com que se pretende hoje, em muitos setores da Terra, afundar-nos o coração nas trevas do materialismo destruidor.
É por isso que oramos, no limiar deste livro , rogando-te inspiração e luz para o necessário entendimento de teus ensinos, e assim procedemos, Senhor Jesus, porque todos nós, os filhos da Terra, precisamos de ti.
Emmanuel
Uberaba, 26 de fevereiro de 1971


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Veja prefácios de Emmanuel da coleção de livros de André Luiz psicografados por Chico Xavier
http://www.planeta.terra.com.br/relacionamento/renovar
Veja prefácios de todas as obras psicografadas por Chico Xavier em
    http://www.universoespirita.org.br/chicoxavier/livros/indice_livros.html 
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