| IMAGINANDO COISAS | Messody Benoliel | ||||
| �NDICE | Apresenta��o por S�rgio Ger�nimo | ||||
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Sol terra mar
nuvens c�u
tudo que se quer
num instante de paz.
Tr�gua. Bra�os abertos
corpos inertes acariciados
pela brisa que suaviza ameniza
ang�stias m�goas medos.
Sol terra mar
nuvens c�u
Um carrossel de sonhos
e a brisa
Bola de cristal
onde antevejo mil coisas
beleza cobi�ada
rebrilhar que fascina
alucina entontece.
Reluzente fremente
jamais o �bvio.
Luz da madrugada
magia sempre.
Lua, deusa dos poetas !
Tristeza ?
Nem sei. � mistura de tudo
e da mente n�o sai
a confus�o reinante.
Um vazio pleno
impot�ncia acentuada malvada
coibindo sentimentos.
Tristeza, n�o,
� falta de gente para nos dizer
mentiras inteligentes
revigorando nosso ego,
fragilizado, por decep��es permanentes.
Tristeza, n�o, � falta de gente
Corpos suados ofegantes
buscam prazeres constantes.
Insaci�veis prosseguem
noite a dentro.
Tentam surpresas
e se renovam na tentativa
de n�o serem repetitivos
um se aperfei�oa no outro.
Experi�ncias er�ticas. Sinestesia envolvente.
E a d�vida permanece presente, pela manh�:
Dei tudo de mim ?
Saudemos IANS�, a santa idolatrada
cujo manto vermelho a todos ilumina.
Dona da ventania, Orix� da trovoada,
com a for�a da magia, imagem que fascina.
Vivemos uma vida assim, atormentada,
plena de indecis�es, oh! Doce m�e divina,
n�o nos deixeis ficar no mundo desprezada,
qual filho que carrega ingrata e triste sina.
Mostrai-nos o caminho a trilhar, a seguir,
com o brilho do sol sorriso de a�ucenas
suavizai um viver, acalmando um porvir.
Relevai com amor, oh! M�e nossas fraquezas
Para n�o padecer as mais doridas penas,
Levando para o mar, as m�goas e tristezas.
Jeito f�cil de buscar
estrelas no ch�o de cada dia
forma estranha de no c�u querer pisar
e na lua, um rosto alegre para contemplar.
Como desejo e muito,
ainda viver.
N�o me quero na m�dia.
Mediana sim
no topo da escada
ouvindo poetas.
N�o me quero perdida
nem t�o segura de mim mesma
incertezas preenchem meus vazios.
N�o me quero sem cio
olhar pelo buraco da fechadura
n�o � coisa que me agrade.
Sou busca e n�o perda.
Se meu corpo treme de ansiedade
Culpo somente teus olhos
Que me furam a alma.
Se teu sorriso que vive
a iluminar meus caminhos
n�o me comovesse mais,
nem gra�a teria o dia a dia
do meu orquid�rio
nem o encanto da ora��o do meu ros�rio.
Ah! Que gra�a teria
Se n�o te quisesse um dia !
Dei um basta no tempo.
Chamei-o de trai�oeiro embusteiro
inimigo de quem ama.
Deixou-me com este rosto amargo
sem vi�o, que n�o reluz.
Apagou em mim uma chama
�ltima centelha. Derradeira luz.
N�o a de Goethe, n�o. A t�nue luz de um poeta apaixonado.
Um gesto afetuoso
um olhar malicioso e morno.
Pronto. J� imagina o que n�o aconteceu
vivenciando o que jamais ocorreu.
Ser� que toda mulher � pretensiosa ?
Ledo engano.
De f�rtil imagina��o sim,
duplamente simulada.
Finge �s vezes um prazer, quando
n�o est� com nada.
Ser mulher � saber viver
imaginando coisas.
L� isso � !
A vida n�o me d�i, disfar�o amores,
disfar�o at� n�o mais sentir rancores
sigo fingindo tudo compreender
vivo a sorrir para jamais sofrer.
Segura de que tudo ir� mudar,
pois ser mulher me faz recome�ar,
vou repisando estradas com amor
vivendo viol�ncias sem temor.
Se sou fr�gil, confesso, n�o o sei,
luto mesmo � por uma boa causa,
reveses com firmeza suportei.
A hist�ria da mulher � conhecida
o preconceito n�o a derrotou.
� m�e da vida, pela pr�pria vida.
Anseios incontidos se revelam
a cada instante em que sonho contigo
e os mares complicados n�o nivelam
as ondas escolhidas como abrigo.
As horas v�o passando e as noites selam
os l�dicos orgasmos que fustigo
entre o ser e o n�o ser, pois se revelam,
prenunciando assim desejo antigo.
Espelhos n�o refletem tua imagem
t�o bem guardada sobre o travesseiro,
passaporte seguro da mensagem
aos c�us do meu prazer- ebuli��o
onde ser�s o �nico e primeiro
e eu, s�dita, coberta de paix�o !
M�e, qual o poeta que te esquece ?
O ingrato, o descuidado, o herege ?
N�o creio m�e, tua presen�a
� for�a que nos propulsiona,
encoraja, robustece.
Obrigada, m�e, obrigada,
e perdoa se por toda esta estrada,
esquecemos algumas vezes de ti.
Um nome pomposo sim
de um beatle famoso e o deram
para um pincher pequenino
com menos de dois quilos.
Mas o que lhe falta em peso e tamanho
sobra em valentia.
Brabo e nervoso
petulante e perigoso.
� meu c�o de estima��o.
Meu companheir�o de todo dia.
Quero meus louros em vida
quero a gl�ria de todo dia.
Palmas estridentes provocadas
por um canto morno.
Retrato de minhas entranhas.
Quero mais versos soltos
inundando de poesia os sal�es de festas
ao som das melhores orquestras.
Quero meus louros em vida
o calor humano um sentir insano
em busca de sobrevida.
Quero amor o tempo inteiro,
presente, no mais inconsciente do meu ser.
Ou, n�o ser ?
Lembrei-me de uma toalha com carinho.
Se na janela a colocavas,
livre tr�nsito para o amor.
Quando na cama largada, molhada,
prova ineg�vel de um banho magia.
A dois.
De quando em vez, virava cachecol
abafando gargantas doloridas.
Saudades da minha felpudinha
tom azul celeste.
Que se foi,
culpa talvez de algum vento leste.
Ficou imensa vontade de saber
quem te guarda agora
e se te possui, como eu possu�:
Sob todas as coisas.
N�o fa�o uso da palavra em v�o,
romanceando-as, espero retornos.
Um verso a mais ou a menos n�o importa.
Quero o s�lido o concreto que nele vem
embora disfar�ado de suspiro sem recheio.
N�o me importa o meio e sim o fim,
n�o de uma novela happy end,
mas de uma trag�dia cabeluda
em que a solu��o fica do jeito que se imagina.
Quero ter o prazer de criar o desfecho
como tamb�m o come�o.
Quero cirandas n�o cirandinhas
quero muita poesia
disfar�ada de vassala
mas sendo mesmo � rainha.
Minhas cartas de tarot n�o mentem.
As convencionais, tamb�m n�o.
Insistem em me afirmar que o amor
est� bem perto de chegar.
Mas os perigosos b�zios
contrariam as rom�nticas previs�es
negam novidades futuras
secam as esperan�as armazenadas
h� um bocado de tempo!
Vou apelar para o I Shing mesmo,
no Oriente vou encontrar solu��es
menos amareladas.
Por mais contradit�ria que seja
esta assertiva:
A ra�a amarela vai clarear novos caminhos
Sarav�, Arigat� Meu Pai !
N�o chamaria de religi�o nem sequer
veria como um credo esta paix�o
que sinto pelo Flamengo.
Ter uma n�ga chamada Tereza
� coisa de Jorge Benjor
mas ser Flamengo � magia
que nos acompanha desde menina.
Nasci no bairro, nele me criei
e dele n�o me desvencilhei.
Nadadora mirim de um clube sem piscina,
trein�vamos numa alugada ,no Col�gio Anglo- Americano,
onde o prim�rio e o gin�sio cursei.
E o Clube de Regatas Flamengo ent�o crescia, crescia
Nossa primeira sede deixou saudades
Ser Flamengo, para mim, � s� prazer,
complicado e muito, tem sido conviver
com anti-flamenguistas no pr�prio
bairro do Flamengo.
Assim n�o d� !
Nas asas da liberdade
Firmei meu corpo a voar
Pois ser livre � Ter vontade
De n�o parar de sonhar !Minha m�e n�o tem descanso
Nem ap�s sua partida
Pois de cham�-la n�o canso,
Pelos caminhos da vida.Tempo de m�ozinha dada,
Eles dizem que passou,
Mas isto n�o me diz nada,
Pensa assim quem nunca amou.Dizem que sou uma artista
Porque canto e adoro a dan�a,
Mas sou mesmo � sonetista
Que na trova se embalan�a !A justi�a � o nosso tema
e t�o raramente o lema
daqueles que cuidam dela
transformando-a num problema.A saudade � bandoleira,
Sem hoje, sem amanh�,
Travosa como a cidreira
Rosada como a rom� !