IMAGINANDO COISAS Messody Benoliel
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botao.gif (8343 bytes) Tristeza, n�o botao.gif (8343 bytes) Imaginando coisas botao.gif (8343 bytes) Sob todas as coisas
botao.gif (8343 bytes) D�vida matinal botao.gif (8343 bytes) Mulher que sou botao.gif (8343 bytes) Quero cirandas
botao.gif (8343 bytes) � Santa B�rbara botao.gif (8343 bytes) O ser e o n�o ser botao.gif (8343 bytes) Toque m�gico
botao.gif (8343 bytes) Ainda viver botao.gif (8343 bytes) Obrigada, m�e, obrigada botao.gif (8343 bytes) Sou flamengo
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E A BRISA

 

Sol terra mar

nuvens…c�u…

tudo que se quer

num instante de paz.

 

Tr�gua. Bra�os abertos

corpos inertes acariciados

pela brisa que suaviza ameniza

ang�stias m�goas medos.

 

Sol terra mar

nuvens… c�u…

Um carrossel de sonhos

e a brisa…

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LUA NOSSA

 

 

Bola de cristal

onde antevejo mil coisas

beleza cobi�ada

rebrilhar que fascina

alucina entontece.

 

Reluzente fremente

jamais o �bvio.

Luz da madrugada

magia sempre.

Lua, deusa dos poetas !

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TRISTEZA, N�O

 

Tristeza ?

Nem sei. � mistura de tudo

e da mente n�o sai

a confus�o reinante.

 

Um vazio pleno

impot�ncia acentuada malvada

coibindo sentimentos.

 

Tristeza, n�o,

� falta de gente para nos dizer

mentiras inteligentes

revigorando nosso ego,

fragilizado, por decep��es permanentes.

 

Tristeza, n�o, � falta de gente…

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D�VIDA MATINAL

 

Corpos suados ofegantes

buscam prazeres constantes.

Insaci�veis prosseguem

noite a dentro.

 

Tentam surpresas

e se renovam na tentativa

de n�o serem repetitivos

um se aperfei�oa no outro.

Experi�ncias er�ticas. Sinestesia envolvente.

 

E a d�vida permanece presente, pela manh�:

Dei tudo de mim ?

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� SANTA B�RBARA

 

Saudemos IANS�, a santa idolatrada

cujo manto vermelho a todos ilumina.

Dona da ventania, Orix� da trovoada,

com a for�a da magia, imagem que fascina.

 

Vivemos uma vida assim, atormentada,

plena de indecis�es, oh! Doce m�e divina,

n�o nos deixeis ficar no mundo desprezada,

qual filho que carrega ingrata e triste sina.

 

Mostrai-nos o caminho a trilhar, a seguir,

com o brilho do sol –sorriso de a�ucenas –

suavizai um viver, acalmando um porvir.

 

Relevai com amor, oh! M�e nossas fraquezas

Para n�o padecer as mais doridas penas,

Levando para o mar, as m�goas e tristezas.

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AINDA VIVER

 

Jeito f�cil de buscar

estrelas no ch�o de cada dia

forma estranha de no c�u querer pisar

e na lua, um rosto alegre para contemplar.

Como desejo e muito,

ainda viver.

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N�O ME QUERO

 

N�o me quero na m�dia.

Mediana sim

no topo da escada

ouvindo poetas.

 

 

N�o me quero perdida

nem t�o segura de mim mesma

incertezas preenchem meus vazios.

 

N�o me quero sem cio

olhar pelo buraco da fechadura

n�o � coisa que me agrade.

Sou busca e n�o perda.

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SE...

 

Se meu corpo treme de ansiedade

Culpo somente teus olhos

Que me furam a alma.

 

Se teu sorriso que vive

a iluminar meus caminhos

n�o me comovesse mais,

nem gra�a teria o dia a dia

do meu orquid�rio

nem o encanto da ora��o do meu ros�rio.

 

Ah! Que gra�a teria

Se n�o te quisesse um dia !

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UM BASTA

 

Dei um basta no tempo.

Chamei-o de trai�oeiro embusteiro

inimigo de quem ama.

 

Deixou-me com este rosto amargo

sem vi�o, que n�o reluz.

Apagou em mim uma chama

�ltima centelha. Derradeira luz.

 

N�o a de Goethe, n�o. A t�nue luz de um poeta apaixonado.

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IMAGINANDO COISAS…

 

Um gesto afetuoso

um olhar malicioso e morno.

Pronto. J� imagina o que n�o aconteceu

vivenciando o que jamais ocorreu.

 

Ser� que toda mulher � pretensiosa ?

 

Ledo engano.

De f�rtil imagina��o sim,

duplamente simulada.

Finge �s vezes um prazer, quando

n�o est� com nada.

 

Ser mulher � saber viver

imaginando coisas.

L� isso � !

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MULHER QUE SOU

 

A vida n�o me d�i, disfar�o amores,

disfar�o at� n�o mais sentir rancores

sigo fingindo tudo compreender

vivo a sorrir para jamais sofrer.

 

Segura de que tudo ir� mudar,

pois ser mulher me faz recome�ar,

vou repisando estradas com amor

vivendo viol�ncias sem temor.

 

Se sou fr�gil, confesso, n�o o sei,

luto mesmo � por uma boa causa,

reveses com firmeza suportei.

 

A hist�ria da mulher � conhecida

o preconceito n�o a derrotou.

� m�e da vida, pela pr�pria vida.

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O SER E O N�O SER

 

 

Anseios incontidos se revelam

a cada instante em que sonho contigo

e os mares complicados n�o nivelam

as ondas escolhidas como abrigo.

 

As horas v�o passando e as noites selam

os l�dicos orgasmos que fustigo

entre o ser e o n�o ser, pois se revelam,

prenunciando assim desejo antigo.

 

Espelhos n�o refletem tua imagem

t�o bem guardada sobre o travesseiro,

passaporte seguro da mensagem

 

aos c�us do meu prazer- ebuli��o –

onde ser�s o �nico e primeiro

e eu, s�dita, coberta de paix�o !

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OBRIGADA, M�E, OBRIGADA

 

M�e, qual o poeta que te esquece ?

O ingrato, o descuidado, o herege ?

 

N�o creio m�e, tua presen�a

� for�a que nos propulsiona,

encoraja, robustece.

 

Obrigada, m�e, obrigada,

e perdoa se por toda esta estrada,

esquecemos algumas vezes de ti.

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PAUL McCARTNEY

 

Um nome pomposo sim

de um beatle famoso e o deram

para um pincher pequenino

com menos de dois quilos.

 

Mas o que lhe falta em peso e tamanho

sobra em valentia.

Brabo e nervoso

petulante e perigoso.

� meu c�o de estima��o.

Meu companheir�o de todo dia.

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MEUS LOUROS

 

 

Quero meus louros em vida

quero a gl�ria de todo dia.

Palmas estridentes provocadas

por um canto morno.

Retrato de minhas entranhas.

 

Quero mais versos soltos

inundando de poesia os sal�es de festas

ao som das melhores orquestras.

 

Quero meus louros em vida

o calor humano um sentir insano

em busca de sobrevida.

 

Quero amor o tempo inteiro,

presente, no mais inconsciente do meu ser.

Ou, n�o ser ?

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SOB TODAS AS COISAS

 

Lembrei-me de uma toalha com carinho.

Se na janela a colocavas,

livre tr�nsito para o amor.

 

Quando na cama largada, molhada,

prova ineg�vel de um banho magia.

A dois.

 

De quando em vez, virava cachecol

abafando gargantas doloridas.

Saudades da minha felpudinha

tom azul celeste.

Que se foi,

culpa talvez de algum vento leste.

 

Ficou imensa vontade de saber

quem te guarda agora

e se te possui, como eu possu�:

Sob todas as coisas.

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QUERO CIRANDAS…

 

N�o fa�o uso da palavra em v�o,

romanceando-as, espero retornos.

Um verso a mais ou a menos n�o importa.

Quero o s�lido o concreto que nele vem

embora disfar�ado de suspiro sem recheio.

 

N�o me importa o meio e sim o fim,

n�o de uma novela happy end,

mas de uma trag�dia cabeluda

em que a solu��o fica do jeito que se imagina.

Quero ter o prazer de criar o desfecho

como tamb�m o come�o.

 

Quero cirandas n�o cirandinhas

quero muita poesia

disfar�ada de vassala

mas sendo mesmo � rainha.

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TOQUE M�GICO

 

Minhas cartas de tarot n�o mentem.

As convencionais, tamb�m n�o.

Insistem em me afirmar que o amor

est� bem perto de chegar.

 

Mas os perigosos b�zios

contrariam as rom�nticas previs�es

negam novidades futuras

secam as esperan�as armazenadas

h� um bocado de tempo!

 

Vou apelar para o I Shing mesmo,

no Oriente vou encontrar solu��es

menos amareladas.

Por mais contradit�ria que seja

esta assertiva:

A ra�a amarela vai clarear novos caminhos…

Sarav�, Arigat� Meu Pai !

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SOU FLAMENGO…

 

N�o chamaria de religi�o nem sequer

veria como um credo esta paix�o

que sinto pelo Flamengo.

 

Ter uma n�ga chamada Tereza

� coisa de Jorge Benjor

mas ser Flamengo � magia

que nos acompanha desde menina.

 

Nasci no bairro, nele me criei

e dele n�o me desvencilhei.

Nadadora mirim de um clube sem piscina,

trein�vamos numa alugada ,no Col�gio Anglo- Americano,

onde o prim�rio e o gin�sio cursei.

E o Clube de Regatas Flamengo ent�o crescia, crescia…

Nossa primeira sede deixou saudades…

 

Ser Flamengo, para mim, � s� prazer,

complicado e muito, tem sido conviver

com anti-flamenguistas no pr�prio

bairro do Flamengo.

Assim n�o d� !

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TROVANDO…

 

Nas asas da liberdade
Firmei meu corpo a voar
Pois ser livre � Ter vontade
De n�o parar de sonhar !

Minha m�e n�o tem descanso
Nem ap�s sua partida
Pois de cham�-la n�o canso,
Pelos caminhos da vida.

Tempo de m�ozinha dada,
Eles dizem que passou,
Mas isto n�o me diz nada,
Pensa assim quem nunca amou.

Dizem que sou uma artista
Porque canto e adoro a dan�a,
Mas sou mesmo � sonetista
Que na trova se embalan�a !

A justi�a � o nosso tema
e t�o raramente o lema
daqueles que cuidam dela
transformando-a num problema.

A saudade � bandoleira,
Sem hoje, sem amanh�,
Travosa como a cidreira
Rosada como a rom� !

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