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FRANCISO IGREJA |
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POSTAL 1 |
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( In O Nascimento de Irene ) |
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tamb�m Irene
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uma loucura: para os encantos de Irene lamentando a tristeza do triste na eter- nidade de vozes que morreram um encontro besta: lamentando o desamor do desamado o sono improf�cuo, da noite improf�cua sem promiss�o e profiss�o em prociss�o prom�scua: lamentando a pobreza do pobre num banho de �ter e �lcool -sem temer ficar s�
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Irene ruminava esperan�as costurava emigra��es e degredos vislumbrando o porto de seu retorno a morte de sua exclus�o a porta de seu reencontro
passo a paso e relembrava a ra�a a p�tria a pra�a em desgra�a e banimento (nostalgicamente apartada de sua vida) Irene sofria a covardia dos fa tos da for�a, do nosso tempo
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seria bom se n�o tivesse que saltar Irene, seria seria bom seguir ao l�u depois, sempre, depois do pr�ximo ponto da pr�xima esquina ladeira (talvez o pr�ximo bairro possua uma surpresa ou depois o pr�ximo morro deixe j� a vistar o cais) seria bom seguir nessa viagem de ber�o guardado das pessoas que passam ficam ou somem das outras que nem surgem e seus rastros de ru�dos seria bom permanecer na viagem de sub�rbios soturnos de poeira dan�ando nas cal�adas e bueiros - sem precisar descer, sem pensar e pregui�osamente, displicente n�o saltar no ponto que j� chegou e seguir por onde nem sabia que existia geografia nem gente seria bom e Irene gostava de poder que fosse assim de seguir �-toa al�m dos telhados e das igrejas dos mil postes e outros morros das lembran�as e saudades dos moleques jogando pedra da Europa e Washington e passar o tempo de sua mente mente de sono e �nsia seria bom, tranq�ilamente, permanecer a1heia ao rmundo
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