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A CIDADE - Jorge Humberto
1� Parte (O Membro)
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Imposs�vel, desejo,
Nega��o absoluta �
Impulso regido,
Pelo �cio
Caminhamos, do nada,
Nem para isso:
Corpo quadro,
Carne parede
O cigarro, � constante,
A borra ca�da � e a vida,
� repeti��o,
Tornando-se doen�a
Apelo, ao poema, o grito, mas
A poesia, n�o se d� nem partilha
O pessoal
Oh, primaveras, perdidas,
Nos amarelos, da fotografia!
�lbum
De fam�lia � cad�ver
Queimei os dedos,
No cigarro � �serenal�,
Exigindo lugar onde, nada
Ou crian�a, morta
E s� a janela nos fita, o
Esc�rnio e a pele macilenta,
Quando, no
Espelho, olhamo-nos de esguelha �
Na repulsa conformada
E at� sei de cor, os cheiros,
Deste quarto � conhe�o-lhes, o palato,
Seus poros
Fundindo-se, na carne,
Na parede morta, nos
Dedos massacrados,
Pela continua��o, das navalhas,
Das ampolas, de
L�quidos anor�cticos
(A l�mina reactivando, restos
De mim, no �ter da palavra, adormecida)
E, ent�o, subimos,
Subimos, mais alto, at� ao outro,
Que n�o n�s � conhecidos
E vestimo-nos,
Mascarando-nos de outro sangue � galgos,
De argila
Imposs�vel, desejo,
Nega��o absoluta � e um corpo,
Que reclama, o direito
� realidade, das
Frestas dominantes,
� transmuta��o,
Da madeira
Acendo o cigarro, de
Novo,
Constante, cigarro �
A borra
E a vida, assim,
Ca�da
Jorge Humberto
O Poeta II
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