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MAPA NO ROSTO
lisieux
Pelo meu rosto o tempo escorre por entre os sulcos... fronteiras
que demarcam os limites da existência.
Corrente, imensidão salgada, lava quente, limpa este tempo...
deságua em cachoeiras, corre para o oceano, ou forma míseras poças
sob o sol...
Nestas águas afogam-se os meus sonhos infantis...
sobram saudades e desesperanças, boiando nos meus olhos,
transbordando, formando novas fontes... novos rios...
Caudalosas águas, em que, qualquer dia, afogo-me.
BH - 13.04.04 |
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