aos 19 de agosto de 1748.
De uma família profundamente cristã, era o décimo
dos quinze filhos de Cesário Clet e Claudina Bourquy.
Aos 21 anos de
idade, foi admitido na Congregação da Missão, fundada por
São Vicente de Paulo, na qual fez os votos de consagração
missionária em 1771.
Dois anos mais tarde, foi ordenado padre, aos 27
de março de 1773. Iniciou seu ministério como professor de
Teologia no Seminário de Annecy (França).
Doado de um
tempertamento franco e aberto, de um humor alegre e sereno e de uma vasta e
sólida cultura teológica, desempenhou, a partir de 1788, o
serviço de Diretor do Seminário Interno (Noviciado) da
Congregação, em Paris. Manifestando um ardente desejo de se
dedicar às missões, ofereceu-se com alegria para trabalhar na China.
Seu pedido foi aceito. E, com alegria e resistindo às
oposições manifestadas por familiares, Pe. Régis Clet
partiu para China, chegando a Macau em 1790.
Em Kiang-si, iniciou seu
trabalho missionário, procurando conhecer a cultura chinesa e adaptar-se
a ela. Transferido para Hou-Kouang, aí passou os últimos 27 anos
de sua vida. Com grande zelo, lançou-se ao trabalho missionário
de evangelização. Sua atuação neste vasto
território de mais de duzentas léguas de extensão exigiu
dele longas e cansativas viagens, feitas sempre a pé. Sua
dedicação valeu-lhe, ainda em vida, a fama de santidade. Diversas
histórias contadas em torno de sua vida atestam seu profundo
espírito de fé, seu notável serviço
missionário e seu grande amor ao povo chinês. A ação
missionária do Pe. Régis Clet se defronta, entre outras
dificuldades, com a perseguição político-religiosa. Ao
longo da história, o entendimento entre a Igreja Católica e as
autoridades chinesas foi sempre difícil e instável, devido
às muitas limitações e incompreensões culturais,
políticas e religiosas de ambas as partes. Assim, o imperador
chinês Kien Ling havia, por uma lei publicada em 1794, proibido a
religião católica na China; os europeus que a propagavam deveriam
ser mortos e os chineses cristãos eram passíveis de
exílio.
A aplicação desta lei desencadeou uma forte
perseguição aos missionários estrangeiros e aos
católicos chineses em 1812. Pe. Régis Clet, não sem
grandes provações e sofrimentos, conseguiu escapar. O mesmo
não aconteceu, quando a nova onda de perseguição iniciada
em 1818 conseguiu jogá-lo no cárcere.
Na prisão,
Pe. Régis enfrentou uma série de sessões de
interrogatórios e de severas torturas. Tudo enfrentou com serenidade e
grande espírito de fé. No dia 18 de fevereiro de 1820, em
Ou-Tchang-fou, capital de Houpé, foi estrangulado. Seus restos mortais
foram, em 1868, levados para Paris e colocados na capela da Casa-Mãe da
Congregação da Missão.
1748 - 19 de agosto – Nascimento em Grenoble, França.
1748 - 20 de agosto – Batismo na Igreja de São Luís.
1769 - 06 de março – Ingresso na Congregação da Missão, em Lyon.
1771 - 18 de março - Emissão dos Votos Pepétuos.
1773 - 27 de março – Ordenação sacerdotal, na Capela de São Carlos.
1773 - abril – Professor no Seminário Maior de Annecy.
1788 - junho – Pe. Régis Clet, nomeado Diretor do Seminário Interno, Paris.
1791 - 10 de abril – Embarque para a China, com os Diáconos Lamiot e Pesné.
1791 - 15 de outubro – Chegada em Macau. Estudo da língua e ambientação.
1792 - Após alguns meses em Macau, a viagem para Kiang-Si.
1793 - Transferido para a província de Hu-Kuang.
1818 - Nova onda de perseguição contra os cristãos.
1819 - 16 de junho – Captura do Pe. Régis Clet e envio para Ou-Tchang-Fu.
1820 - 17 de fevereiro – Chegada do correio imperial, trazendo a condenação.
1820 - 18 de fevereiro – Na noite de 17 para 18, execução do missionário Régis Clet.
1843 - 09 de julho – Introdução da causa de beatificação.
1859 - Exumação dos restos no Cemitério da Montanha Vermelha.
1868 - Transladação das relíquias do mártir para a Casa-Mãe de Paris.
1900 - 27 de maio – Beatificação na Basílica de São Pedro em Roma – Papa Leão XIII.
2000 - 01 de outubro – Canonização em Roma.