(Paráfrase a “As Pombas” do poeta Raymundo Corrêa)
Vai-se
o primeiro verso despertado,
vai-se outro,
mais outro, enfim dezenas
de versos saem
do cérebro cansado
mesmo um pobre
soneto seja apenas.
Quando da vida o vento malcriado
sopra e
destrói estrofes tão serenas,
ao invés de
voltarem num bailado
elas se vão
ao léu com muitas penas.
Também do coração onde
amontoam
os versos,
como as pombas, tristes voam
como voam
as aves dos pombais.
No fim da amada vida as rimas
soltam,
mas se aos
pombais as doces pombas voltam
ao coração, os
versos, nunca mais !!!