BOLHAS DE SABÃO
Lino Vitti
Ao
descampado sol da manhã clara e santa
A
menina, ao pulsar feliz do coração,
Sorridente
se põe, à luz que tanto a encanta,
A
oferecer à brisa as bolhas de sabão.
Irisadas
de sol e de sonhos se vão
Pelo
infinito azul (e tão azul que espanta!)
Conduzindo
quiçá consigo uma ilusão...
(Neste
mundo a ilusão é sempre tanta, tanta! )
Não
importa, porém, porque a felicidade
Da
meninice está nessa bolha que invade
A
bailar, a bailar, colorida e risonha,
O
infinito azulado... E com ela a esperança
Do
mundo encantador de uma feliz criança
Que
com a bolha vai, e dança, e ama, e sonha.
* * *
(Dedico este
soneto à bisneta Alice e a Mariana,
neta da
poetisa Ivana. Agosto 2006.)