(Publicado em Antes que as Estrelas Brilhem, p. 16.)
Nesse
chão, onde guarda a santa natureza
as minhas ancestrais, genéticas raízes,
vi florir-me da vida os sonhos de beleza,
desfrutei do viver, os dias mais felizes.
Deram-me as fontes a água pura posta à mesa,
da sede refrescando as fundas cicatrizes.
O céu – cúpula azul – de enorme azul-turquesa,
se enfeitava de sol e de nuvens atrizes.
Pássaros musicais, saudando a manhã nobre,
a escola, as plantações, as estrelas em penca,
as estradas que vão, de um sino o triste dobre...
Uma terra não há como a minha Santana:
Tem o terno verdor de um vazinho de avenca,
e o gosto sazonal de um cacho de banana.