FELIZ ANO NOVO
Lino Vitti
“Feliz Ano Novo” daqui, “Feliz Ano Novo” dali, “Bom
Princípio de Ano Novo” daqui, “Bom Princípio de Ano Novo” dali, um tal de
desejar sem fim entre bocas que falam e ouvidos que escutam, a verdade é que
dom tempo vai passando como um trator mastodôntico sobre a vida humana,
deixando vestígios nem sempre agradáveis e bem aceitos, deixando tristezas e
males-estar, muito pouco ou quase nada de bom, de felicidade, de alegria e de
amor, como que tornando inútil e vão o desejar de um Novo Ano feliz e pacífico.
Pode-se notar que a cada ano
que passa apesar dos milhões e milhões de “Feliz Ano Novo”, nada acontece mesmo
de acréscimo de felicidade humana aos que passam na marcha do tempo. Fazem-se
esforços, inventam-se fórmulas, usa-se de muita sinceridade, mas há como que
uma muralha que cerceia a passagem das palavras que cada lábio profere, brotada
embora do coração e do anseio de bondade que as acompanha.
Fico pensando, sempre que vejo
o salto do ano velho para o ano novo, como seria diferente a humanidade, se
aqueles milhões de “Feliz Ano Novo” se transformassem em realidade, se houvesse
verdade inconteste nas palavras de cada boca, se aqueles desejos muitas vezes
proferidos verdadeiramente, alcançassem a realização do que neles se contém, se
toda aquela “Felicidade” baixasse efetivamente dos páramos celestiais e viesse
morar cá neste vale de lágrimas, como reza a oração cristã da Salve Rainha, por
ao menos um dia !
Eu diria, em vez de humanidade,
o termo irmandade, pois na verdade somos a família do universo, somos todos
irmãos, filhos do mesmo Pai Celestial, daí a necessidade de ao vir de cada Ano
Novo, nos abraçarmos em prece universal comum, não só distribuindo os felizes
“Ano Novo”, mas pedindo ao dono do Tempo e da Eternidade proteção e fé, amor e
esperança, tudo enfeitado pela realidade do Bem, da Paz, do Amor a Deus e ao
próximo.
Apesar de tudo, entretanto, um
novo Ano Novo está aí, abrindo as portas pelas quais devemos adentrar, para
novas tentativas de felicidade, de amor entre as famílias, de mais crença em
Deus e sua religião, de mais dedicação ao trabalho, de mais caridade para com
os irmãos menos favorecidos, de mais vontade de fazer o Bem, de mais coragem
para enfrentar a luta do dia-a-dia, de mais desejos de encontrar o caminho
certo em busca do fim universal que é o Paraíso ou o Inferno, segundo
enveredemos pela prática do Bem ou pela prática do Mal, opções livres que cada
qual tem a escolher.
Assim Ano Novo não é apenas um
dia de festa, de almoços e jantares, de praias e vôos astronáuticos, de shows e
fogos espoucantes, mas um marco para assinalar uma vida mais de acordo com o
Amor a Deus e ao próximo, um ponto de partida, para novas e sábias deliberações
sobre o destino de cada um, de promessas de mudanças, para melhor, de vidas
desregradas e infelizes, de propósitos de mais união entre pais e filhos, entre
mestres e alunos, entre patrões e empregados, entre povos e nações, sem o que o
“Feliz Ano Novo” será uma mera repetição insincera e sem valor.
Vamos aproveitar o dia inicial
de um novo ano para confirmar nossos propósitos de sermos verdadeiramente
humanos e cristãos, promotores reais da felicidade que aos semelhantes
prometemos.
Ao encerrar estas linhas,
porém, julgo-me, de qualquer forma, no dever inarredável de usar mais uma vez o
“FELIZ ANO NOVO” para dirigi-lo de coração a esta Folha Cidade, aos seus
diretores, aos seus editores, aos seus impressores, aos seus colaboradores e
aos amigos leitores, por mais uma etapa vencida no divulgar a Fé, distribuir o
amor fraterno espiritual e material, levar mensagens sólidas de ensinamentos e
instruções cristãos, alimentar o espírito e o corpo de muitos irmãos, num
trabalho condigno e aprovado pelo Altíssimo.
Folha Cidade,
felicíssimo Ano Novo. Venceste mais uma etapa, com galhardia e coragem. Fazemos
votos para que não haja nenhum esmorecimento e continues a jornada do teu
idealismo humano e divino, como o tens feito até hoje: ação, trabalho,
caridade, cultura e amor.
(Dezembro de 2007.)