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Meu eu
Somos todos inúteis, incapazes de
confirmar a realidade
Somos corpos sedentos de prazer, pecado
ambulante
Libertinos
Somos sentimentos disfarçados, mentira
Somos arrependimento profundo contrição
Somos a imagem do que somos fixada no
olhar dos idiotas de plantão
Somos travessura, malícia
Ímpeto
Somos namorados dos enamorados
Somos asneira, estupidez
Pérfidos
Somos infelizes por natureza
Somos fantasia, soberbos, egocêntricos,
egoístas...
Nada somos além de estúpidos por não
tentarmos ser nós mesmos.
Janaína Botelho
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Cegueira
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Ande enquanto há tempo
Não tenha medo do escuro
Você não sabe seu caminho
E não aceita o futuro
Seu rosto fino sente a presença de uma moça
Há desejo de olhar
Pobre coitado esse homem
Que nunca soube enxergar
Hoje está sozinho precisando de alguém
Anda pelos muros, não consegue entender
Finge estar tranqüilo para não chamar atenção
Reza a cada dia pedindo à Deus perdão
Por suas faltas, atitudes
Por qualquer coisa que seja
Tentando acreditar no que seus olhos não conseguem dizer
Janaína
Botelho
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