GERALDO AZEVEDO  

Dia branco

Canta coração

Coqueiros

Menina do Lido

 

 

Dia Branco

Geraldo Azevedo/ Renato Rocha

Se você vier

Pro que der e vier

Comigo
Eu te prometo o sol
Se hoje o sol sair
Ou a chuva/ Se a chuva cair
Se você vier
Até onde a gente chegar
Numa praça na beira do mar
Num pedaço de qualquer lugar
Nesse dia branco
Se branco ele for
Esse tanto esse canto de amor
Se você quiser e vier
Pro que der e vier comigo

Coqueiros

Geraldo Azevedo - Marcus Vinícius

Por entre as palmas desse lugar
Por coqueiros de beira mar
Beira os olhos do meu amor
Buscando os meus
Vento a soprar
Quero as águas verdes
E quero enfim
Ser maior do que esse mar
Que avança sobre mim
Sobre a areia quero amar
Mas vou te dizer amor, mulher
Na paisagem do teu corpo
Vou deixar meu sorriso

Entre cirandas e cirandar
A cidade Recife, o sal
Do mar que derramei, chorei
Quando deixei tudo por lá
Entre pedras, ruas, só meu amor
Entre a gente que falava de mim
Que parti
É hoje aqui quis me lembrar
Vendo as praias tão sem cor, enfim
Sem as palmas dos coqueiros meu amor
Eu me lembro

 

Canta Coração

Geraldo Azevedo e Carlos Fernando

Canta canta passarinho
Canta canta miudinho
Na palma da minha mão
Quero ver você voando
Quero ouvir você cantando
Quero paz no coração
Quero ver você voando
Quero ouvir você cantando
Na palma da minha mão

Na palma da minha mão
Tem os dedos tem as linhas
Que olhar cigano caminha
Procurando alcançar
A nau perdida o trem que chega
A nova dança
Mata verde esperança
Em suas tranças vou voar
Passarinho eu vou voar

Meu alegre coração
É triste como um camelo
É frágil que nem brinquedo
É forte como um leão
É todo zelo é todo amor
É desmantelo
É querubim é cão de fogo
É Jesus Cristo é Lampião
Passarinho eu vou voar

Menina do Lido

Geraldo Azevedo - Carlos Fernando

Menina, eu te conheço
Não sei de onde
Mas por incrível que pareça
Sei o seu nome
Menina
Não sei se foi no bonde
De Santa Teresa
Como podia ser
Numa butique em Copacabana
Ou num chá de caridade, menina
Promovido a quem de direito
E seu vestido era azul-anil
E era domingo, viu
Você nem ligou pra mim
É, eu sou muito vivo
Te lembra, menina
Do passeio, do sorvete
Na Praça do Lido
Tu não te lembras
Do passeio, do sorvete
Na Praça do Lido

 

 

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