Infância Mutante - Décima Terceira Parte


Eles voavam no escuro e frio da noite, a pequena parecia ter se acostumado, já não chorava mais. Num vôo supersônico, aquela viagem era curta; em poucos minutos Vampira conseguiu cruzar toda a França rumando ao sul. Já sobrevoavam o mar Tirreno, entre a ilha da Córsega e a península Itálica.

Vampira: É o Mediterrâneo? Que coisa mais chique, Mediterrâneo!

Gambit: Na verdade, é tudo preto, mon amour. Não dá pra ver nada, mas deve ser mar sim. E é o Tirreno.

Vampira: Não é o Mediterrâneo????

Gambit: É e não é, chere! É tudo interligado, mas essa partezinha se chama Tirreno, assim como o outro mar da Itália, que inclusive banha Veneza, se chama Adriático!

Vampira: O Adriático eu já conhecia de nome. 

Ela pensou que sendo Tirreno, sendo Mediterrâneo ou sendo Adriático, não dava era pra ver nada! Só se via a Lua e as estrelas, com uma nitidez impressionante! Vampira resolveu mergulhar no abismo negro abaixo de si e fazer um rasante naquelas águas européias, fossem elas dos mares que quisessem; o que não faltava ali era nome de mar! Gambit gelou de medo ao cair no pretume do nada, ao cair onde não se vê o fim, como uma queda eterna! Quando os dois encostaram as pernas na água gelada e negra, eles se assustaram e gritaram! Rachel chorou com o susto dos dois, Vampira riu e voltou a tomar altitude!

Gambit: Podíamos ter mergulhado fundo, Vampira! Não dava para ver nada!

Vampira: E você não gosta de emoção, seu fresquinho?!?!

Gambit: Oui! Gosto, mas não com um bebê que não é nosso junto!

Vampira: Ih! Olha só! Não era você que dizia que Rachel é sua filha???

Gambit: Continua voando em linha reta, sem rasantes... - Ele estava nervoso com as brincadeirass aéreas da mulher no breu da noite, com um mar desconhecido abaixo deles. - Se eu ao menos pudesse fumar!

Vampira: Hahahaha! Sossega! ... Como vamos achar Roma?

Gambit: Voe sempre perto da costa e o mais baixo possível. Roma fica mais ou menos perto do mar e... brilha! Como qualquer grande cidade brilha! Mas se estivéssemos com o Pássaro Negro, eu te daria coordenadas mais precisas!

Vampira: Brilha? Beleza, eu acho! Vamos lá, rumo a Cidade Eternaaaaa!!!! - E deu outro rasante, seguido de uma subida repentina com cambalhotas!

 Gambit sentiu o almoço querer voltar por onde não devia, mas resolveu se acalmar e acompanhar a mulher na empolgação.

Gambit: Ihuuuu! Que medo! Cidade Eternaaaaaaaaa!!!  Esperem por messiê Remy Lebeau, o turista encantador de romanas! - Outro rasante e cambalhotas, Vampira não pensava no bebê no seu colo.

Vampira: Vai nessa que eu te levo pra Índia, pra você ser encantador de cobras!


Enquanto isso, em Washington num apartamento pequeno e horroroso, Wolverine tentava arrumar uma mesa suja. Colocava algumas torradas em cima da mesa e um pote de geléia de uva, que Bruna tinha pedido para comprar uns dias antes. Além disso, a cerveja de sempre, várias pequenas garrafinhas. Ela saiu do banheiro já vestida e com o cabelo molhado. Logan sorriu, queria animá-la.

Wolverine: Tudo bem, guria?

Bruna: ...

Wolverine: Senta.

Ela sentou e Logan empurrou as torradas e a geléia pra ela, além de uma garrafinha de cerveja.

Bruna: Vou passar a geléia com a mão? - Ih! Ele esqueceu da faca! Bruna não se surpreenderia se aquele grosso realmente colocasse geléia na torrada com os dedos!

Wolverine: Desculpa! Eu nunca como essas coisas de ... fresco! - Ele ia dizer viado, mas resolveu se segurar. Pegou uma faca e sentou. - Escuta, queria que você soubesse que não era eu mesmo naquele banheiro, querendo te pegar a força. Tu é gata, mas eu não faço isso.

Bruna: De uma vez por todas, quando é que eu vou embora? Por que estou aqui? Por que ninguém se deu conta que eu fui sequestrada?

Wolverine: Olha, eu vou te contar a verdade. Eu sou mutante e aquela mulher azul também é, e...

Bruna: E você acha que isso eu não sei?! Tá na cara que vocês são mutantes! Mas o que está havendo? É porque meu patrão é anti-mutante, eu sei! Porque ele tem um projeto contra os mutantes, eu sei! Mas eu não sou contra os mutantes, eu só trabalhava pra ele. E você nem me interrogou para saber de nada! Então, por que ainda estou aqui? O que está havendo afinal?

Wolverine: A Mística, a azul duas-caras, está usando a sua forma e vai ao trabalho pra você. Por isso ninguém notou sua falta. Ela me passa todas as informações do governo e eu ajo à noite, sabotando tudo. Sacou? Tu tem que ficar aqui comigo, porque já existe uma outra Bruna nas ruas! ... Aquela piranha se transforma em quem quiser, inclusive tentou te pegar hoje como se fosse eu. Eu odeio aquela idiota, mas ela é muito útil para certas coisas, Bruna.

Bruna: Existe um clone meu nas ruas? Falando por mim, agindo por mim, manchando meu nome?!?!

Wolverine: É, guria. Mentindo no teu nome, seduzindo em teu nome, usando sua influência e caderno de telefones, transando com teu chefe e com outros vários caras!

Bruna: ...

Wolverine: Desculpa. Mas esse projeto anti-mutante quer aniquilar pessoas inocentes, Bruna! Esterilizar pessoas, matar todos os diferentes, inclusive crianças! Tu tem que entender que, infelizmente, te usamos por um bem maior. Tu mesmo disse que é contra essa sacanagem braba contra os mutantes!

Bruna: Nossa! ME SINTO LISONJEADA- Ela voa contra o corpo de Wolverine e começa a bater nele! Logan segura seus braços facilmente.

Wolverine: Calma! Calma! Sei que é sacanagem com você, mas foi a melhor idéia que tivemos para conseguir informações que vão salvar muitas vidas!

Bruna: Pois me considere sua prisioneira para sempre.

Wolverine: Quê?

Bruna: Essa mulher azul vai ter que ser Bruna pra sempre, eu não tenho como voltar para as ruas e viver como uma pessoa que tem feito tudo o que ela fez! Não em Washington! Não aqui! Não quero mais voltar para minha casa, nem meu emprego, nem ver meus amigos. Vocês dois destruíram minha vida! Destruíram! Todos devem me odiar, ou me odiarão no futuro! Espero que você me mate com essas suas garras! Agora quero morrer mesmo.

Wolverine: Fala isso não.        

Bruna: Não tenho mais família, amigos, emprego, casa, nada! Meu nome e minha imagem já devem estar na lama, eu posso imaginar o que essa mulher azul deve estar fazendo pela demonstração dela no banheiro hoje!

Wolverine achou melhor nem explicar, então, o que Mística quis dizer com "eu não esqueço essa gracinha" e "eu pego todas as mulheres que te interessam". Bruna se sentiria ainda mais usada, mas no futuro saberia de tudo, se não pela lógica, pela língua nos dentes da Mística. Ele lembra de como Jean Grey ficou ao saber que a vaca da Mística havia se transformado em Scott só para poder transar com ela! Mística era inacreditavelmente sórdida, nojenta, falsa, podre, mentirosa e prepotente!

Wolverine: Ei, chora não! Eu sou péssimo para consolar alguém.

Bruna: Eu posso imaginar! E não ia querer mesmo teu consolo, você é baixo que nem aquela mulher!

Wolverine: Pode me xingar, tô acostumado. ... Escuta, já que eu ferrei com tua vida, prometo que não vou te largar assim sem nada e ninguém. Prometo te dar uma vida nova, em outro lugar. Conheço gente importante e com grana, vou arranjar um lugar pra você e um emprego. Os amigos... os amigos tu vai fazendo uns novos e...

Bruna: Não é isso o que eu quero. Eu só queria minha vida de volta e não vou poder mais ter!

Wolverine: Então, te ajudo a conseguir tua vida de volta. Vou deixar provas de que o governo foi sabotado por mutantes e não por você, coisa que eles nem sabem ainda! Deixo provas de que você esteve presa todo esse tempo e que a pessoa que agia por você era uma mutante! Melhor assim, guria?

Bruna parou de chorar um pouco. Não que ela amasse aquela vida que levava, mas não conseguia imaginar vivê-la como uma traidora e nem mesmo fugir dela e saber que seria lembrada como traidora. Só que a morena sabia que toda aquela promessa de Wolverine seria algo difícil de cumprir e mais difícil ainda dos outros acreditarem. Wolverine estava se sentindo mal com tudo aquilo. Viu Bruna deitar na cama que era dele, mas estava sendo dela,  se aninhar nos travesseiros e chorar. Ele sentou na beirada da cama e tentou ser legal com aquela coitada, colocando a mão no cabelo liso e negro dela, vendo aquele rosto triste de pele bem escura. "Gosto de você, não queria ter ferrado com tua vida. Fiz o que estava ao meu alcance para salvar pessoas como eu." Recebeu um tapa no braço peludo e viu a coitada se arrastar assustada e se esconder embrulhada bem no canto da cama com a parede.

Bruna: Some de perto de mim!

Wolverine: Ei! - Logan viu que ela tinha machucado a mão e chorava ainda mais. - Machucou a mão, né? Não dá pra bater em mim, guria, meus ossos são revestidos com adamantium. Um material quase indestrutível. ... Olha... Mesmo eu sendo a pessoa que cê odeia mais nesse momento, pensei que pudesse ser um corpo humano no qual tu podia chorar e imaginar que era algum amigo. Não consigo te ver chorando e saber que a culpa é minha.

Bruna: SAIIIII!

Ele ficou, então, longe dela. Vendo a coitada chorar copiosamente, como quem via sua vida acabada. Como uma sozinha no mundo, sofrendo pelo o que os outros deveriam estar pensando dela, sofrendo pela decepção que os pais deveriam estar tendo dela, imaginando o dia que chegaria na casa deles chorando e pedindo para ser perdoada porque não fez nada. Ela nem sabia direito o quê Mística fazia, mas imaginava desde pequenas mentiras até grandes monstruosidades!  


Enquanto isso em Nova York...

Scott a colocou no colo mudo e entrou na mansão, começou a subir as escadas para o quarto. A festa a fantasia não deveria ficar mais agitada e animada com aquela notícia?!?! Mas parece que não ficou, na verdade tinha acabado! Jubileu desligou o som pelo qual ficou responsável como uma espécie de DJ. Os x-men viram pelas vidraças da sala com o jardim aquele Deus Grego de óculos quartzo rubi carregar aquela vedete de saia de penas de ganso pela escada. Uma Palas Athena loira, com um ramo de oliva na cabeça estava boquiaberta com a notícia.

Emma: Essa mulher deve estar mentindo!

Tempestade: E por que estaria, Emma?

Emma: Para chamar a atenção! Atenção do marido para um casamento que deve estar acabando pelo desgaste emocional da perda daquela chorona bebê!   

Bobby: Fica triste não, quem sabe um dia você também não tem filhos com algum desavisado?! - Ele ri de lado. - E quem gosta de chamar atenção aqui é outra pessoa, Emma.

Emma: Pois é, você! Você que tem a coragem de vir fantasiado de Super Homem!

Fera: Scott deve estar preocupadíssimo com Sinistro e esse novo filho.

E deveria estar mesmo, porque a essa altura Sinistro já sabia de tudo, ele observava sempre o casal com sua alta tecnologia e grandes poderes. Ficou maravilhado com a notícia! Chegou a se dividir, não sabia mais o que pensar: perseguir Gambit e Vampira ou esperar o novo mutante nascer??? E por que não ter os dois filhos do casal?! Melhor ainda! 

Emma subia as escadas correndo para trocar de roupa. Bobby ainda espezinhou enquanto ela subia os degraus com pressa, gritando um "não chora não, Emma! Vai borrar sua maquiagem de víbora sofredora"!

Professor: Robert Drake, não repita isso! Senão serei obrigado a fazê-lo pedir desculpas em voz alta usando os meus poderes de persuasão mental. 

Bobby: Desculpa, professor. Eu, em nome da Liga da Justiça e dos Super Amigos, peço desculpas! Não é mesmo Homem Aranha? - Brincou ele fazendo voz de Super Homem e aquele braço esticado de quem voa com o punho fechado. Tempestade e Jubileu sorriram achando graça.

Sam: O Homem Aranha é da Marvel, ele não fazia parte da Liga da Justiça que é da DC, Bobby. Você não vê desenho e não lê gibi há um bom tempo.

Bobby: Claro, coisa de nerd! Eu surfo, que é muito melhor!

Emma entrou no quarto chorando, sabendo que Jean tinha ganho Scott de vez. Ela nunca que conseguiria nada com ele agora. Se já era certinho antes, agora com a mulher grávida seria ainda mais atencioso, amoroso e fiel! Se antes já tinha nervoso de imaginar Scott beijando e amando aquela que ela chamava de "mosca - morta", "pata" e "sem sal", foi forçada a imaginar Scott fazendo aquele filho, mesmo num momento em que parecia triste pela casa e cabisbaixo. Quando ela estava investindo todo seu charme e imaginava que ele estivesse levando uma vida de padre! Mas não! Naquelas quatro paredes próximas ao seu quarto, os dois acalmavam a tristeza que sentiam pela falta da filha com trocas de carinho! Coisa que nem ela própria faria se tivesse perdido um filho tão recentemente!

Emma: Ela deve ter feito de propósito, só para me atingir! Para garanti-lo ao lado dela! Coitado do Scott, sendo usado desse jeito! Tendo que ser pai de novo, por causa do ciúme dela por mim, da insegurança ao vê-lo perto de mim!

Parecia que Emma realmente via o mundo girar ao redor do seu umbigo. Sofria de verdade, amava de verdade, mas sua natureza egocêntrica não mudava. Talvez sofresse até mais do que os outros, porque tudo o que acontecia com ela era mais intenso e mercante do que com os outros.


Scott: Grávida, Jean? De novo?

Jean: Já percebi que não foi a notícia mais feliz da sua vida.

Scott: Não é isso... Mas você já sabe o que passamos e sofremos por nossa filha e o que ainda sofreremos para tê-la de volta e permanecermos com ela. Outro filho... vou sofrer mais e te ver sofrer mais!

Jean: Desculpa, Scott. A culpa é minha, quem tomava as devidas precauções contraceptivas era eu... E... por fragilidade e sentimento de perda de uma filha, quis ter outro!

Scott: Mas não foi você mesma que jurou ter ela de volta?! Por que quis outro, se jurava que não a tinha perdido de fato!!??

Jean: Momento de fraqueza, Scott. Me perdoa... tenho tomado decisões nesses últimos tempo que te afetam e não tenho te consultado sobre elas. Como ter dado Rachel para Gambit e Vampira.

Ela olha para a mesa de cabeceira ao lado da cama e vê inúmeras fotos em porta retratos. Uma foto de Scott sem os óculos, incrível façanha que ela conseguiu fotografar e adorava como uma jóia. Fotos antigas da primeira equipe com o professor, uma foto do casamento de Gambit e Vampira. Uma foto dela grávida ao lado dele, uma foto de Rachel na piscina com os dois, uma foto de Rachel sozinha dormindo, uma foto de Scott dormindo com Rachel dormindo em cima do peito dele e uma das várias fotos do seu próprio casamento. Chorou, Scott se sentiu mortificado por isso.

Jean: Desculpa mesmo. Não tinha esse direito. ... É inconcebível que eu tenha engravidado num momento como esse, sabendo dos perigos que essa inocente criança vai sofrer ao nascer. Não é culpa dela, não posso fazer isso com ela e conosco. ...Se você quiser, eu aborto ela enquanto ainda é um conjunto de poucas células. Não é uma criança, é só uma promessa de vir a ser alguém.

Scott: Menino ou menina? Você sempre sabe isso.

Jean:  Menino.

Scott se mortificou ainda mais ao pensar que abortar era mesmo a melhor solução, mas não era isso que queria. Ele abraçou as pernas da mulher ajoelhado no chão.

Scott: Vamos ter esse menino, Jean! Ninguém aqui vai abortar coisa nenhuma! Sendo menino, sendo menina, sendo gêmeos, eu quero tudo o que vier de você!

Jean sorriu com lágrimas nos olhos.

Jean: Nate Grey Summers?

Scott: Claro, o nome que você quiser. Rachel Grey Summers, Nate Grey Summers e outros quatro que eu quero ter!

Jean: Quatro?

Scott: Claro.


Costa da península itálica aquilo era com certeza. Eles viram uma grande cidade brilhar próxima ao breu do mar, lá estava a cidade mais procurada durante séculos na história: Roma! Muitas foram as almas que viveram sob a égide do império e não conheceram a tal cidade que veneravam, muitos foram os soldados romanos que lutaram por uma Roma tão remota, distante e apenas sonhada. Não era qualquer um que tinha a chance de conhecer a sede do império e Vampira e Gambit conseguiam sentir o cheiro de história ao sobrevoarem aquelas luzes brilhando.

De repente, as luzes se apagaram, nenhuma ficou acesa!

Vampira: Mas que diabos está acontecendo?

Gambit: Je ne sé pa, ma chere! Estranho... Blecaute sério, na certa! 

Vampira: Não consigo ver nada lá embaixo!

Gambit: Mas pode aterrizar que isso é Roma sim.

Vampira: Tenho certeza que você tá morrendo de medo do escuro, gatinho! Nem Rachel é tão medrosa! - Disse isso rindo, adorava brincar com ele.

Gambit: Gambit não tem medo de nada, chere.

Eles aterrizaram no breu da noite, onde exatamente não sabiam, só lembravam que já tinham passado o muro de mais de 2 mil anos. Então, dentro dos limites da Roma antiga cercada pelos muros, eles estavam!

Vampira: Remy... Isso não está com cara de Sinistro? Ele pode ter nos descoberto!

Gambit: Mon amour! Como Sinistro iria conseguir apagas todas as luzes de Roma só por nossa causa?!

Vampira: Até Tempestade consegue isso, imagina ele!

Do chão, eles só viam as luzes dos carros buzinando num engarrafamento sem semáforos, viam vultos passarem distante entre as luzes dos carros berrando de raiva, na certa por causa do blecaute. Sirenes da polícia, ou melhor: dos Carabiniere! Gambit podia sentir um ar de preocupação daquelas sirenes e da população: Ataque Terrorista!

Gambit: Vampira, a situação aqui está igual a Nova York, eles estão suspeitando de uma ataque terrorista.

Vampira: Isso que dá o Berluscone apoiar o nosso pior presidente de todos os tempos! 

Na Itália existia a Polizia e os Carabiniere, que era uma polícia de Roma, conhecida pelo jeito mau encarado. Armados até os dentes foram marchando com lanternas nas mãos e sendo ajudados pelos faróis dos carros, se posicionaram nos lugares estratégicos: as jóias da cidade! Com binóculos de visão noturna, olhavam as ruínas do antigo Senado Romano, vigiavam o Coliseu, as Termas Romanas, a Via Sacra, o Vaticano, os prédios do Renascimento de Michelângelo e demais mestres, vigiavam tudo! Eis que, um Carabiniere não acreditava na visão verde que seu binóculo noturno lhe proporcionava! O quê que era aquilo alí no meio das ruas do antigo Senado Romano fora do horário de visita?! Uma mulher com um bebê e um homem?!?! Pegou o megafone e meteu a boca:

Carabiniere: Atenção! Se dirijam à saída sul com as mãos para cima, senão atiramos! - Dizia em italiano.

Vampira: Gambit, parece que tem alguém berrando por aí com alguém, você tá vendo da onde?

Gambit: Non.

Vampira: O que estão dizendo?

Gambit: Vou ter que fazer muita concentração pra entender, chere. É bem diferente de francês. Ih! ... Parece que vem do carro dos carabiniere.

Vampira: Sério?

Carabiniere: Atenção! Se dirijam à saída sul com as mãos para cima, senão atiramos! - Continuava em italiano.

Vampira: Será que estão falando com a gente?

Tiros!

Gritaria geral na rua, os carros começaram a buzinar ainda mais no engarrafamento, ninguém sabia o que estava acontecendo, da onde vinham os tiros, nada! Vampira e Gambit ouviram as balas zunirem ao lado deles, ricocheteando em alguma coisa que eles não sabiam o que era, talvez o chão, paredes, pedras, muros, carros, casas, eles não sabiam onde estavam afinal! Entraram em desespero e se jogaram no chão! Rachel chorava horrores, voltando a massacrar a mente daqueles que estavam próximos.

Vampira: AHHHH! Gambit! Quê isso?!?!

Gambit: Sei lá! Estão atirando na gente! Devem ter óculos de visão noturna, melhor sairmos do chão e corrermos!

Vampira: Eu vou dar com a cara em algum lugar, não vejo nada! Não posso correr num tiroteio às escuras com um bebê!

Inclusive os carabiniere estavam sofrendo com o medo de Rachel, ótima proteção tinha aquele bebê.

Carabiniere2: Nãooooo! Seu idota! Como é que você tem coragem de atirar nas ruínas do Senado????? Atira no Papa também! Idiota!

Carabiniere: Desculpa, chefe.

Carabiniere2: Não vê que devem ser dois adolescentes que entraram aí pra transar sossegados dos pais?!

Carabiniere: Podem ser terroristas implantando bombas que matarão inúmeros turistas amanhã e que vão aniquilar as ruínas!

Carabiniere2: E eles iam fazer isso com aquela criança aos berros?! Deixa esses dois que já vão sair correndo daí! Concentre-se nos demais lugares de perigo!

Gambit e Vampira aproveitaram o fim dos tiros para correr com Rachel dali. Com o tempo, as vistas deles foram se acostumando com a escuridão, e eles já podiam reconhecer coisas mais próximas, como paredes, pedras. Se esconderam atrás de uma escadaria de pedra que dava para algum prédio, ficaram ali agachados juntinhos, agarrando Rachel no meio deles e fazendo-a para de chorar aos poucos.

Vampira: Ainda bem que você não atirou nenhum carta explosiva para ver melhor o local, senão já estaríamos mortos com aqueles tiros.

Passaram do susto ao sono e dormiram tranquilos até os primeiros raios do sol romano irritarem seus olhos e serem obrigados a  acordar. Quando se levantaram dali e deram uma olhada geral no lugar deserto onde estavam, perceberam porque foram alvejados com tiros: estavam nas ruínas do Senado Romano!

Vampira: Caraca, Gambit! Olha isso! Gatinho, isso é que é lugar pra passar a noite ao relento!

Gambit: Mon Dieu!

Deram um volta ao redor do corpo e contemplaram a maravilha onde estavam, viam fora do cercado mais ao alto o Coliseu, vampira ficou maravilhada! E ao redor, outras tantas construções renascentistas, com anjos e quádrigas no topo dos prédios, tornando tudo imponente, imperial e sacro! Talvez não soubessem, mas estavam nas ruínas de prédios construídos antes de Cristo (e outros construídos depois), aqueles eram os prédios do antigo centro político da cidade mais importante do imenso império dos césares. Por aquelas ruas com pedras, andou Júlio César, Marco Antônio, Adriano, Constantino - o imperador que cristianizou o império no século IV e pôs fim a séculos de religião de antigos deuses e do Sol (o Deus maior). E por obra dessa cristianização do império, que se seguiu por séculos até os dias de hoje, aquelas ruínas pagãs estavam mescladas com séculos de convivência cristã, inúmeros templos pagãos foram transformados em igrejas, inclusive antigos prédio públicos.

Vampira: Olha que engraçado, Gambit. Essas colunas romanas, que mais lembram um templo de algum Deus mitológico e atrás das colunas, uma igreja com cruz e tudo!  

Gambit: O Coliseu também recebeu uma cruz. Fiquei sabendo que uma das antigas Termas romana, do imperador Dioclesiano, transformou-se numa igreja de arquitetura de Michelângelo.

Vampira: Legal! Além de antiguidade, não vão faltar obras do Renascimento por aqui!

Gambit: Esse lugar é demais, Vampira! Olha em volta! Está tudo junto, misturado! Ruínas com mais de dois mil anos, convivendo juntas com esses prédios Renascentistas de mestres como Michelângelo, e ruelas medievais, e destruições dos templos acontecidas na Idade Média e igrejas barrocas do século XVII e a basílica de São Pedro do final do Renascimento e essas avenidas asfaltadas com seus carros europeus! É uma cidade e tanto!

Logo eles perceberam que pessoas estavam entrando nas ruas das ruínas, já deveria ter sido aberto o horário para visitações, que só ia até as 4 da tarde.

Vampira: "Bora" fazer turismo e arranjar um lugar para ficar, que da próxima nos acertam com aqueles tiros.

E sumiram os três por entre as raridades da Cidade Eterna, se encantariam com a quantidade de fontes e chafarizes que encontrariam pelo caminho! Era a cidade das águas. Até que a luta contra Sinistro tinha dado a eles algo bom, uma filha e cidades para fazer turismo!


Os X-men haviam trocado de roupa e voltaram a descer para a sala e o jardim, tinha que desmontar os arranjos e limpar tudo; aquela festa acabara cedo demais. Porém, ficaria na memória para sempre, foi o momento da anunciação do segundo filho do casal Summers e de um Show de cabaré de Jean Grey, quem diria! Era a própria Satine, todos adoraram a volta circular que deu com o balanço no ar, jogando o corpo para trás, igual ao filme! E também era a grande comemoração aos novos e surpreendentes poderes que Tempestade adquiria sobre os estados da água! Ela não estava muito feliz com isso, mas os x-men comemoravam aquela façanha! Além disso tudo, também foi o momento em que a dura e sarcástica Emma Frost abriu um pouco a guarda e se mostrou humana, mesmo que uma humana egoísta e morrendo de inveja e ciúmes, ainda sim humana. Jean e Scott desceram as escadas abraçados, com um lindo sorriso no rosto, todos os demais se alegraram ao ver isso. Afinal, quando ele carregou a mulher para o quarto, não estava com uma das suas melhores caras. Todos foram abraçar o casal, menos Emma Frost. Até o professor levou a cadeira até lá para felicitá-los, apesar de ter ficado muito receoso com essa nova gravidez. Jean não era a mulher mais aconselhada a ser mãe e ela sabia disso! Os x-men resolveram subir aos seus quartos para dormir. Só ficaram na sala Scott, Jean e a velha amiga Tempestade. Emma fez que ia subir as escadas, mas escondeu-se num corredor entre a Sala de Perigo e a sala de estar, ficou lá ouvindo a conversa.   

Tempestade: Pela Deusa! Quem poderia imaginar, Jean!

Scott: É um menino, Ororo!

Tempestade: Nossa, mas que felicidade imensurável!

Emma ouviu e sentiu uma dor imensurável.

Jean: Ao mesmo tempo que estou me explodindo de felicidade, estou me corroendo de medo e ansiedade! Já acabei com minhas unhas imaginando o que Sinistro faria se me descobrisse grávida de novo.

Tempestade: Na certa, iria esperar os nove meses de novo.

Eles continuaram conversando, ora sobre a gravidez, ora sobre os novos poderes de Tempestades. As duas estavam muito nervosas, cada uma por seu motivo próprio. Mas Jean era a mais abalada, passou tanto nervoso ao imaginar a reação do marido quando dissesse a verdade e acabou sendo obrigada a contar quando desmaiou. E estava fraca com tanta ansiedade, poderia desmaiar outras tantas vezes, coisa que não ocorreu quando esteve grávida de Rachel. A própria médica dizia que aquela era a grávida perfeita, a mãe ideal. Tempestade e Scott resolveram ir até a cozinha fazer um chá que acalmasse aquela mãe com os nervos à flor da pele. Foi então, que Emma saiu do corredor para falar com a ruiva.

Emma: Feliz?

Jean: Muito.

Emma: Não parece.

Jean: Essa não é uma felicidade calma, Emma. Quando você for mãe, irá entender. Principalmente se for mãe numa situação como a minha!

Emma: Isola, sua rogadora de praga!

Jean: Não estou rogando praga. E ainda bem que entende minha situação de preocupação.

Emma: O isola foi porque eu não quero ter filhos em nenhuma situação ou circunstância, pata! E você também não queria outro! Na verdade queria a menina chorona que nunca vai voltar! E não queria perder além da filha, o maridinho certinho! Resolveu segurar o homem, não é, Jean? Você não é tão idiota quanto eu pensei, tão mosca-morta! Tomara que esse teu golpe da barriga te traga muitas tristezas, princesa encantada dos x-men de araque! Tomara que seja um filho ruim, um mau caráter, um idiota que você odeie!

Jean: Pára, Emma! Eu não quero sofrer as mesmas coisas que seus pais devem ter sofrido! Então pára com a praga!

Emma não acredita que ela disse isso, que a mosca-morta tenha dito isso! E voou em cima de Jean, numa briga de mulheres que nem pareciam ter poderes mutantes! Era cabelo e unha mesmo! Scott e Tempestade escutaram os barulhos na sala e a deusa dos ventos resolveu voltar para ver o que era. Jean havia desmaiado mais uma vez, estava muito nervosa para aguentar ainda mais tudo aquilo! Emma estava com um cara de criança que quebrou um vaso de cristal dos pais.

Emma: Ela está fingindo, é claro!

Tempestade: Emma! Quando Scott aparecer aqui ele vai ficar furioso com você! O que fez afinal?

Emma: Nada! Disse umas verdades para a boneca de porcelana!

Tempestade: Me ajude a levá-la para o quarto!

Emma: O quê???

Tempestade: Ou isso, ou a ira de Scott para sempre.

Emma não estava acreditando, se viu obrigada a carregar a mulher que mais odeia para o quarto! Estava sendo obrigada por um sentimento que nutria por Scott e pela vontade de nunca ser odiada por ele.

Emma: Que ódio! E ela pesa!

Tempestade: Ah, pára com isso! Quê pesa o quê?! Melhor engolir o ódio e me ajudar a colocá-la deixo das cobertas, com um ar de quem descansa tranquila!

Scott subiu para o quarto com o chá quando não encontrou tempestade e Jean na sala. Ororo contou que Jean sentiu-se mal na sala quando estava sozinha e Emma ajudou-a a trazê-la para o quarto! A Rainha Branca vinha sendo submetida a "humilhações" que nunca tinha passado desde que o dia que voltou a ficar na mansão X. Carregar Jean para o quarto foi simplesmente o fim, principalmente ver Scott engatinhar na cama para acordá-la, muito preocupado. Vê-la abrir olhos verdes cansados e ver os lábios dele beijarem aquele rosto com fios ruivos caídos pela frente. Perguntar se estava tudo bem, pedir as duas para ficar a sós com a esposa que ele queria, na certa, ninar como uma filhote de gatinha indefesa! Ódio!!!! Saiu do quarto junto com Tempestade e socou o ar com raiva, tinha lágrimas nos olhos. Ororo não sabia se por amor ou raiva. Emma não estava na sua compreensão, Tempestade era boa e não costumava juntar raiva e amor num mesmo momento de vida, não entendia aquela mulher loira. Emma desceu as escadas e se trancou furiosa no escritório de reunião do professor. Estava procurando o relatório que Wolverine havia entregue sobre suas operações em Washington com Mística! Ela estava decidida que não iria sofrer sozinha!

Emma: Eu não sofro sozinha! Se aquela mosca-morta quer me ver sofrer, pois que aguente o outro lado do moeda! O queridinho corcunda de notre dame do Logan também vai ficar sabendo disso! Culpa sua, Jean! Culpa sua! Quer me ver sofrer, sua pata? Pois veja seu cachorro de estimação ganir por suas burradas! 

Um telefone tocou, era um celular que Logan havia comprado e escondido de Bruna. Afinal, era impossível viver naquele cafofo sem comunicação. A morena nem sabia da existência daquele aparelho.

Wolverine: Alô? - Ele sabia que por enquanto, só quem tinha aquele número era Mística e os X-Men.

Emma: Wolverine?

Wolverine: Emma Frost? É você? Tá me ligando por quê? Você deve ter discado errado, esse não é o número da joalheria!

Emma: Jean Grey está grávida de novo, Logan. Pensei que você quisesse saber da novidade. É um menino que Scott vai dar o nome de Nate Grey Summers.

O telefone desligou e Wolverine perdeu o chão. Ele estava petrificado, lembrou de quando soube pela primeira vez que Jean estava grávida. Ainda lembra de ter engolido o cigarro que fumava! Ainda lembra da dor passageira da queimadura na língua e da dor eterna de saber aquilo. A dor agora era pior! Era uma reincidência! Uma outra prova de que não teria Jean nunca! E justo agora, quando ele pensou que o casamento dos dois pudesse estar abalado com a perda de Rachel! Justo quando ele pensou que poderia recuperar a menina e ganhar um afeto ainda maior de Jean! Mas por que pensou isso?! Era alguma espécie de masoquista??? Não tinha saído da mansão justamente para esquecê-la?! Justo porque não aguentaria vê-la ao lado de Scott criando Rachel?! Então, por quê mesmo longe alimentava essas idéias?! Por quê? Que diabo era aquilo?! Se era para continuar na mesma, era melhor nem ter saído da mansão. Bruna não estava entendendo nada, acordou quando o viu cair no chão sentado, chorando entre os joelhos dobrados no rosto. Ela nunca poderia imaginar cena mais bizarra, aquele troglodita bruto chorando!

Bruna: Aconteceu alguma coisa?

Wolverine: Mi-minha esperança de vida também morreu, Bruna. Tudo que eu pensei que pudesse viver acabou de vez.

Bruna: Bem feito. Tomara mesmo!

Wolverine enterra ainda mais a cabeça entre os joelhos e grita de desespero no choro, justo um menino! E de novo! E de novo tinha que imaginar a cena dos dois juntos, lembrar do cheiro que sentia na mansão! Aquilo era demais pra ele! Bruna levantou da cama e sentou perto dele.

Bruna: Desculpa. Não quis dizer isso. Estava com raiva. Desculpa. Deve ter sido alguma coisa grave... Deve ser com aquela tal de "ruiva". Ela... faleceu?

Wolverine: Como esperança de ser minha, morreu mesmo.   

Bruna: Pelo visto, a vontade para que fosse sua é realmente grande.

Wolverine cai abraçado nos ombros de Bruna, que fica petrificada com o peso dele e com os barulhos de choro tão altos.

Wolverine: Era tudo o que eu mais queria! Me abraça, Bruna! Eu sei o que você estava dizendo em ter a vida aniquilada! Pode deixar, guria! Vou refazer tua vida do jeito que era, ou te dou uma da forma que quiser! Sei como é ter os sonhos despedaçados! 

 Wolverine passou a noite no chão, ao lado daquela morena baixinha de olhos azuis, chorando como nunca chorou. Talvez, se Jean viesse a realmente falecer, não lhe teria sobrado mais lágrimas para lembrá-la.


Enquanto isso, ali mesmo em Washington, mais coisas aconteciam.

Zack Abraan: Sim, senhor presidente. Claro que foi sabotagem e em todos os casos. E já está claro para o meu pessoal que foi sabotagem feito por mutantes mesmo!

"Bruna" Mística observava seu patrão ao telefone numa ligação importantíssima. Mesmo sendo madrugada avançada, eles ainda estavam no escritório, a questão mutante estava dando muito trabalho para aqueles políticos. E Mística estava tendo que trabalhar dobrado, sabotando tudo e depois passando horas madrugada adentro tentando consertar tudo com o patrão, para mais uma vez sabotar e assim por diante.

Zack Abraan: Aham. ... Não! Veja, senhor, eles só atrasaram nossos propósitos! Só isso! Não vão conseguir nos parar. E também nos deram mais gás para irmos com todo ódio para cima deles. ... Aham... Já, já fiz uma limpa por aqui, já troquei os seguranças de todas as agências de pesquisa e armazenamento também. É, claro, alguém foi comprado por aqueles mutantes. Aham. Tem traíra sim. Mas agora eu fiz uma limpa e enxuguei o montante de gente que trabalha pra mim, só ficaram os de extrema confiança. - Bruna dá um ligeiro sorrisinho típico de Mística. - Pode dormir tranquilo, senhor presidente. Os arquivos com os registros mutantes que conseguimos nos arquivos do gueto, no próprio arquivo federal e com as pesquisas a hospitais e escolas eles destruíram! Mas quem disse que meu pessoal não refez toda a pesquisa em pouquíssimo tempo?! Eles podem destruir o que quiserem, senhor, já temos esse material todo de novo em nossas mãos e em vários lugares, vários! ... Então, vai liberar a verba para as propagandas na TV e nas revistas e jornais? Ótimo, senhor! Ganharemos o apoio da população fácil! Sim, claro. O texto vai ser sempre em prol da família, dos costumes, da nação, da segurança, do fim ao terrorismo, da paz e da democracia. Lógico! Não! De jeito nenhum, não vamos deixar vazar nenhuma atrocidade! Hehe, se acontecer, fica entre a gente. A arma?

Mística ouviu a palavra arma, ficou ainda mais atenta.

Zack Abraan: Já. Prontíssima. Só vamos esperar o tempo da enganação das propagandas para colocar todo o plano em ação, senhor. Porque até mesmo a arma está pronta! Como conseguimos?? Ah, foi difícil! Projeto secreto com inúmeros físicos da Nasa, de Harvard, chamei uns CDF de Oxford com aquele sotaque britânico. Aham... Biólogos, químicos. É... Infelizmente foi dinheiro demais, mas por uma boa causa senhor! ... Não, não vão ter como se libertar, senhor. A arma injeta um micro chip inibidor de poderes, inibidor das mutações deles! Aham, não tem como arrancar! Fica dentro da pessoa mesmo! Eles estão perdidos! Depois, com eles nas nossas mãos a gente faz o que quiser. ... Hein?! Hahahahahaha, o senhor é ótimo, presidente! Pois é, podemos mandá-los para Guantânamo se o senhor quiser, hahaha. Que hilário! É... foi, foi... O projeto de base era um colar inibidor de poderes... Pois é, se tivéssemos o colar conosco tudo teria sido bem mais fácil e barato. Engenharia Reversa é mole, a gente abre e vê como é feito e imita! Mas fazer sem um molde, tendo que usar a cabeça daqueles moleques nerds e milhões de dólares foi triste! Mas conseguimos, senhor!    


Já estava quase amanhecendo e Wolverine viu Bruna dormindo no chão, ao seu lado. Parece que até mesmo ele havia cochilado um pouquinho. Ele a pegou no colo para levá-la para a cama, a coitada deveria estar cansada. Mais uma vez sozinho, Logan ficou olhando o céu negro ficar azul escuro e depois claro, aquela luz amarelada invadindo seu apartamento. Ficou a imaginar Jean Grey, lembrar dela. Como é a dor que se sente quando ela está fora de seu alcance? Emma sabia. E egoísta como era, não conseguiu sofrer sozinha, achou que contar para alguém que também viesse a sofrer diminuiria sua própria dor. Mas é lógico que não diminuiu. E em Roma, um casal passeava feliz, depois de tantas aventuras e emoções. Eles também sabiam o que era sofrer por ter o outro fora de seu alcance. Mas agora, tinham superado isso. Eles que sempre sofreram querendo ficar juntos e não podendo, agora estão tendo uma segunda lua de mel. Enquanto que hoje, outros sofrem.


Continua Aqui!

  

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