Infância Mutante - Décima Primeira Parte
Mais dois meses se passam.
Noite agradável, madrugada avançada, brisa com cheiro de árvores avançando janela adentro, luz da lua refletida num lençol com sombra das árvores. Longas pernas brancas se mexem para fora do lençol, dedos nervosos se esfregam nos fios ruivos; um suspiro angustiado!
Scott: Jean?
Jean: Nada... Não foi nada...
Scott: Pesadelo? Ou ainda são as dores físicas do sofrimento de Rachel.
Jean: Pesadelo mesmo, Scott... Quem dera eu ainda sofresse as dores físicas e mentais do sofrimento da nossa filha, Scott!
Scott: Quê isso, querida? Que horror tanto para ela quanto para você! ... E para mim, não é mesmo? Eu não sinto literalmente como você, mas ainda sou pai e marido e tenho sentimentos.
Jean: Nossa filha já não sofre mais, Scott. Cada dia que passa, eu percebo que ela esquece nós dois. - Jean fecha aqueles olhos verdes escurecidos pela noite e pela tristeza. Scott reflete sobre o que ela disse e sente que estava realmente perdendo a filha, como se Rachel estivesse em coma, ausente da realidade deles e morrendo aos poucos.
Scott: ... Como ela vai esquecer? São só dois meses longe de nós!
Jean: Para quem tem quatro meses, Scott, isso é a metade da vida!
Scott: Eu quero ela de volta agora!
Jean: Eu já estou decidida a tê-la de volta, custe o que custar. Meu tempo de reclusão nesse quarto acabou. Meus poderes, um pouco antes dela nascer, revelaram-se mais fortes do que o do professor. Pois eu vou treinar até a exaustão, Scott! Eu e a minha Fênix aqui dentro!
Scott: Jean! Você não tem controle sobre ela!
Jean: Não tinha! Vamos ver agora como vai ser.
Scott: Nem o professor era páreo para ela.
Jean: Alguma coisa me diz que ela quer Rachel de volta. Mas eu sei que isso ainda vai demorar. Gambit e Vampira vão ter que continuar com nossa filha.
Todo bebê adora brincar de aviãozinho! Os pais pegam a
criança no colo e vão balançando pra cima ou para os lados. Mas com Rachel e
Vampira era diferente! Vampira pegava aquele bebê fofo no colo e voava com ela
pelo apartamento, à noite chegava a voar para fora da janela, causando medo na
menina que via a rua lá embaixo! Mas aquilo era sempre a maior diversão, muitos
risos e gritinhos de bebê atrapalhavam o sono dos vizinhos. Vampira tinha sempre
o maior cuidado com Rachel quando se permitia tirar a pulseira inibidora e
brincar com seus poderes com a menina.
Rachel: Ma-mãe. - Vampira se surpreende mais uma vez com Rachel repetindo o mamãe para ela.
Vampira: Quem foi que ensinou isso para ela, hein, Gambit?
Gambit: Oui, chere! Fui eu mesmo! Remy Lebeau.
Vampira coloca Rachel no chão e a danadinha já conseguia engatinhar até Gambit, com o maior sorrizão que um bebê poderia ter.
Rachel: Pa- pai, ladão! Ladão, pa- pai!
Gambit: Papai brinca de ladrão com você outro dia, se bien, petite? - Ele fala cochichando para o bebê.
Vampira: Olha aqui, Remy! Se você levar Rachel pra rua essa noite, pra roubar desde joalheria até loja de departamento, eu te mando de volta pra Manhattan num só soco! Já basta o que você roubou da outra vez!
Gambit: Oui, mon amour.
Eles passam horas tentando fazer Rachel dormir, mas ela era agitada. Avançadinha e agitada! Se com 4 meses já engatinhava e falava coisas como pa-pai, ma-mãe, "la-dão", "boila"(bola), "peta"(chupeta), "madeia"(mamadeira), Bum(cartas da Gambit explodindo) e "ca-o-o"(cachorro), com 8 meses estaria possivelmente de pé e formando frases! Quem sabe até andando mesmo! Quando conseguem fazer com que finalmente ela durma, também caem no sono exaustos! Cuidar daquela menina não era fácil. Deitados na cama, com os olhos fechados e voz de múmias, eles ainda falavam uma ou outra coisa para o outro.
Gambit: Je t´aime, ma chere...
Vampira: Hein? Ah... Eu também, ga... tinho...
Gambit: Você viu o... pulo... que eu dei de um prédio para o outro... na... na... Champs Elysée hoje com o cajado?
Vampira: Vi... Eu... vôo aquilo facilmente... seu... seu metido...
Gambit: ...
Vampira: Mô, você não achou aquele sujeito na calçada muito... estranho? ... Sei lá... meio... sinis...
Dormem.
Em outro lugar, outro casal dormia. Na verdade, apenas
Scott dormia, Jean estava deitada acordada. Desde aquela noite resolvera começar
a trabalhar seus poderes. Fechou os olhos e mentalizou com muita força,
procurava dentre todas as ondas cerebrais próximas, as ondas de Vampira. Mas ela
não estava perto, estava em Paris! Jean pôde sentir Scott dormir e sonhar,
entrou no sonho dele como observadora invisível, pulou para o sonho de
Tempestade, de Jubileu, de Sam, fez força mas não conseguiu entrar no sonho do
professor. Xavier tinha uma forte proteção mental que ela estava com sono para
quebrar. Entrou no sono de Bobby Drake, de Bishop, tentou entrar no de
Emma Frost, mas essa também fazia uma enorme proteção mental. Emma era tão
enciumada com Jean, que mesmo dormindo tinha uma sensibilidade grande a qualquer
coisa que remetesse a ruiva. Dormindo sentiu que Jean tentou entrar no seu sono,
acordou assustada!
Emma: Pata! Querendo entrar no meu sonho! Ah, mas ela vai ter que suar muito a camisa para conseguir isso! Em pensar que todos nessa casa acham ela um anjo! Hunft, pata bisbilhoteira!
Jean começou a fazer mais força e a sentir as ondas mentais dos vizinhos próximos a mansão! E olha que não existiam próximos, a propriedade ocupava muito mais do que um quarteirão! Mas a ruiva conseguiu! E conseguiu se conectar com a mente das pessoas da rua atrás e da outra rua, e dos raros passantes nas ruas e quando percebeu, tinha sobre seu comando as mentes mais distantes de Manhattan! Ela não estava usando o Cérebro, estava usando apenas seus poderes, ali naquela cama ao lado do marido. Por que não conseguia perceber as ondas mentais de quem bem entendesse? Se fosse ao Cérebro conseguiria isso em dois segundos! Mas queria fazer ali, deitada, sem ajuda. Fez muita força, as vezes gemia baixinho, Scott julgava serem seus pesadelos e a abraçava. Começou a sentir as ondas cerebrais daqueles que a conheciam, antigos amigos de infância, um ou outro raro parente e de repente: Wolverine! Ela conseguiu achá-lo mentalmente! Lá estava Jean dentro da memória recente de Logan, viu Mística, viu Wolverine de motorista, viu que ele largou o emprego e se escondeu no cafofo-apartamento com uma moça morena, viu as ruas de Washington! Ela sorriu ao saber onde Wolverine estava. Percebeu que foi mais fácil contactá-lo por causa da forte presença de sua lembrança doce na mente dele, era como um íman! Saiu da memória recente e entrou numa subparte dela: o sonho. Encontrou a si mesma dentro dos sonhos de Logan. Meu Deus, ela pensou. Logan não a esquecia de forma alguma!
Wolverine: #Jeannie, pode deixar que eu tô resolvendo uns troços por aqui. Em breve num vai tê mais anti-mutante pra encher nosso saco.#
Jean: #Estou louca para que você venha logo viver comigo!#
Ela leva um susto, aquela Jean do sonho dizia exatamente o que Wolverine queria que ela falasse.
Wolverine: #E depois que eu der cabo desses idiotas, eu vou atrás do Sinistro. Trago sua filha de volta!#
Jean:
#É bom que você mate mesmo o Sinistro, porque nossos
futuros filhos vão ser muito mais poderosos do que a Rachel.#
Wolverine: #Claro, né, guria! Tu não vai querer me comparar com aquele paspalho magrão!#
Jean: #Nunca!#
Jean voa na direção de Wolverine e cola na boca dele, os dois se engoliam, as garras de Logan saltaram, um foi arrancando a roupa do outra. Na verdade, as Jean eram rasgadas pelas garras ou pelas mão de Logan. A verdadeira Jean fecha os olhos com força e se concentra para dissipar o sonho da mente de Wolverine.
Jean: [ - Acorda - ]
Wolverine: JEAN!
Bruna: Hein? Ahn...? Quê?
Jean: [ - Washington, Logan? Missão secreta? ... Não mate ninguém, Logan. Por favor, não cometa mais esse erro. E solte sua refém. - ]
Wolverine: Não posso, ruiva. A vaca da Mística depende da reclusão dessa secretária.
Jean: [ - Trabalhando para Mística, Logan? - ]
Wolverine: É. No fim, vai ser para bem de todos nós. Os fins justificam os meios.
Jean: [ - Eu não concordo muito com essa frase, Logan. Abre precedentes para que se comentam muitos erros graves em busca de um fim que nem sempre dá certo, restando apenas o "meio" pelo caminho, como um rastro de horror. - ]
Wolverine: Rastro de horror é eu trabalhar pra aquela piranha duas caras?
Jean: [ - Não. Rastro de horror são os meios violentos que você normalmente usa para conseguir o que quer. Se o fim esperado não vier, seu "meio" vai causar mais um degradação da imagem dos mutantes. - ]
Wolverine: Pode deixar, tô mais tranquilo, Jeanny.
Jean: [ - Tenho que ir. Volte a dormir, pode deixar que eu induzo seu cérebro a um sono rápido. - ]
Wolverine: Como você está conseguindo fazer esse contato, ruiva? Eu estou tão longe.
Jean: [ - Não sei. meus poderes tiveram algumas "pequenas" evoluções. Em breve, farei mais coisas surpreendentes! -]
Wolverine: Viu alguma coisa demais na minha mente, Jeanny?
Jean: [ - O de sempre, Logan. O de sempre com muita pimenta. Mas não é culpa sua, você não comanda seus sentimentos. Se... Se você quiser, eu apago de sua mente os sentimentos que nutre por mim, Logan. Apago certas memórias... Já está na hora de parar de sofrer. - ]
Wolverine: Tenho muito poucas memórias, Jean. Não quero ficar com menos. Prefiro morrer te amando, ao menos irei embora desse mundo tendo a lembrança de ter vivido algo, de ter sentido algo. Às vezes sinto que se te esquecer, me esvazio todo. Já sou tão pouco! Se perco esse sentimento, o que me resta nesse corpo só de ódio?
Jean: [ - Então não apague nada, apenas adicione! Adicione outros sentimentos, para que eles sejam muitos dentro de você e assim, o amor por mim não vai se tornar tão presente, tão repetitivo e massacrante! Você terá muitas possibilidades de felicidade se adicionar na sua vida! Olhe para o lado, Logan. Veja sua refém adormecida... Quem sabe? Adicione! ... Adeus... Durma. - ]
Jean some da mente de Wolverine e o adormece. Continua na busca pelas ondas cerebrais de Vampira. Onde ela estaria? Não seria melhor levantar da cama e ir até o Cérebro para procurá-la e tentar fazer contato? Não... Jean queria conseguir isso sozinha! Que interessante pensar que nunca mais precisaria de celular se conseguisse contactar qualquer pessoa no mundo, sem a ajuda do Cérebro ou de qualquer outra tecnologia auxiliadora.
Encontrou! Encontrou Vampira! Dormia, assim como todos os demais! Entrou em sua mente e a viu atravessar o Atlântico carregando Rachel e Gambit. Viu Paris! Uma lágrima rolou do rosto de Jean ao ver a filha nas lembranças recentes de Vampira. Viu a amiga dar banho na menina e vivenciou aquilo como se fosse ela própria, e também o passeio na Torre Eiffel, a menina brincando com os patinhos no lago do jardim das Tulherias, a filha sentindo medo do escuro da igreja Notre Dame, Rachel tentando passar a mão nos quadros do Louvre! Mas quando viu Rachel chamar Vampira de mamãe e Gambit de papai, levou um susto e sentiu uma dor forte e estranha no peito! Chegou a emitir energia iluminando o quarto e acordando um Scott esbaforido!
Vampira:
AHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH!
Gambit: O quê? O quê? - De cabelo desgrenhado e pegando o tapa olho para servir de explosivo!
Rachel berrava num choro assustado pelo grito da "mamãe" Vampira.
Vampira: Nada, gatinho... Nada. Foi uma dor estranho que eu senti.
Gambit a abraça docemente, um tanto preocupado.
Gambit: Ah, chere... Pensei que fosse alguém querendo te sequestrar de novo. E você toda vulnerável dormindo com essa pulseira, non? Me deu medo, mon amour.
Vampira: É, você tem razão. Vou tirar esse troço do braço. ... Por sinal, vai ter que ser você a acalmar Rachel no berço. Pode ser que ela me encoste.
Gambit: Se bien, mon amour. - Ele levanta em direção ao berço.
Vampira volta a dormir, mas Gambit não conseguia porque Rachel não se acalmava e choramingava toda vez que ele tentava voltar para cama.
No quarto do casal Summers, o susto também foi grande.
Scott: Jean?! O que foi que aconteceu? Que luz foi essa? O quarto tremeu!
Jean: Não sei... Não sei... Volte a dormir... Sei que essa noite estou te acordando toda hora, mas vou tentar acalmar minha mente e meus poderes.
Scott volta a abraçá-la como gato com sono e dorme
desfazendo as rugas de preocupação. Jean volta a entrar na mente de Vampira,
dessa vez não iria rever seus dias de passado mais recente, não queria mais se
machucar com as reações de afeto da filha aos pais postiços. Resolveu fazer
contato direto com Vampira, induzindo-a a um sonho mágico com Jean. Lá estavam
as duas, voando num céu psicodélico e cheio de luz, Vampira levou um susto ao
ver Jean ao seu lado! A ruiva tentou passar uma mensagem de apoio a amiga que
cuidava de sua filha.
Jean: #Vampira.#
Vampira: #Jean, é você???#
Jean: #Conto com você para criar minha filha. Força e sorte. Sei que ela deve estar te causando muito trabalho e tomando todo o seu tempo, e ela é minha e não sua; por isso, desculpe-me. Mas foi a única solução que eu encontrei naquele momento.#
Vampira: #Pode deixar. Estou fazendo o meu melhor. Gambit idem! Ele tem se saído muito bem, estou até surpresa. Rachel adora ele! Sua filha vai cada dia mais linda e fofa, é um amor. Espero poder levá-la de volta a você o mais breve possível. Você precisa curtí-la, é gostosa demais.#
Não foi intencional, mas Jean voltou a sentir uma dor que também afetava Vampira. Era algo como desespero, ciúme, talvez até inveja!
Vampira: #Ai! Jean, o que isso significa??? Sinto uma dor estranha, algo me esmaga, me quebra inteira!#
Jean: #Desculpa. Não estou tendo controle sobre isso, é algo que também me esmaga, como uma cobra!#
Vampira: #É! Uma cobra! Faz isso parar!#
Jean: #Não consigo! Acho melhor que eu vá embora da sua mente! Só queria te dizer que fico feliz que minha filha esteja em suas mãos. E sei que se sinistro voltar a aparecer, vocês dois a salvariam de alguma forma! Mas eu tenho que ir, a falta que ela me faz está me estrangulando... e de alguma forma estrangulando você também! Adeus e obrigada! Trabalharemos aqui na mansão para neutralizar Sinistro e então poderemos estar todos juntos de novo!#
Vampira: #Tomara!#
Jean: #Durma.#
Vampira dorme e Jean acaba seu passeio por todas as mentes que conseguiu invadir. Estava exausta, percorreu Manhattan até Washington e Paris! Ficou surpresa ao perceber que a filha já estava dando mostras de que era uma verdadeira mutante. Tinha só quatro meses, idade em que os bebês só sabem ficar sentados sozinhos e só falam coisas como "guh" e "dah", mas a filha engatinhava e falava algumas palavras! Papai, mamãe, dentre outras como ladão! O que era ladão? Seria latão de lixo? Jean não sabia... Era melhor nem saber! Também adormeceu como gata com sono ao lado do marido de óculos quartzo rubi.
E por falar em ladrão...
Vampira dormia um sono doce enviado pela ruiva Jean Grey, quando se mexe para o lado da cama e não esbarra no marido. Acorda! mais uma vez acorda! Ninguém parecia dormir direito naquela noite de aventuras mentais de Jean Grey. Vampira não viu Gambit em lugar nenhum e até o berço estava vazio! Onde é que poderia estar???
Lá andava Remy Lebeau, pelas ruas boêmias de
Montmartre com sua "filha" em uma das mãos e na outra um cajado! Fazia sucesso
entre as mulheres e bebeu de graça com algumas, elas pagariam qualquer coisa a
ele. Um pintor de quadros, que os vendia naquelas ruas antigas de Paris, ainda
bebia no mesmo barzinho em alta madrugada, seus quadros estavam na porta do bar
para serem roubados por qualquer desalmado!
Mulher1: Essa coisa mais fofucha é sua filha?
Gambit: Oui! Sé ma fille!
Mulher2: Ela até se parece um pouco com você.
Gambit: Turistas?
Mulher1: Ah, sim! Somos italianas! Seu inglês é muito bom, moço francês.
Gambit: Americano de família francesa!
Mulher2: Ahhhhh, que lindo! Visitando velhos parentes?
Gambit: Digamos que sim!
Vampira aparece no bar com ar de poucos amigos.
Vampira: Se divertindo, Gambit?
Gambit: Chere?! Você não estava dormindo?
Vampira: Qual das barangas vai querer apanhar primeiro??? Ou será que não vai ser o maridão o primeiro a levar uns cascudos?!
Vampira pega Gambit pelo sobretudo e o empurra para fora do bar, ele vai caindo pela rua catando cavaco com a força da esposa!!! As mulheres no bar se encolhem e se grudam assustadas. A sulista dá uma gargalhada do medo delas e pega Rachel que estava sentadinha em cima do balcão do bar! Vai levando a menina no colo pela rua e gritando com Gambit até chegarem perto do prédio. Um ou outro vizinho próximo acorda com a gritaria na rua e abre a janela para reclamar.
Vizinho: ÊHHH! Mas que inferno! Casa com outro, mas me deixa dormir, minha filha! Fecha essa matraca! - Disse em francês.
Vampira:
Ah, cala boca! Vai ver se eu tô na esquina, seu velho gordo!
- Disse num francês com alguns erros.
Vizinho: Nem sabe falar pra me insultar direito!
O que diria o casal Summers se visse Rachel sendo levada pelas ruas frias de Paris, naquela hora da madrugada, com tantos gritos por perto???!!! Na certa, se voltasse para os verdadeiros pais, teria uma criação bem mais calma e silenciosa. O casal Lebeau tinha uma vida muito agitada e conturbada! Assustavam a menina demais, mas ela os adorava. Quando não chorava com os sustos deles, ela os adorava!
Um pedestre que passava pela rua também resolveu reclamar da gritaria.
Pedestre: Vocês não sabem cuidar desse bebê! Ela deve estar assustada com essa vida desregrada de pai mulherengo e mãe barraqueira!
Vampira: Barraqueira é a senhora sua mãe! Você cala boca antes que eu te meta a mão na cara!
De repente um vento forte invade a rua e o pedestre se transforma numa figura Sinistra!
Gambit e Vampira: SINISTRO???????
Sinistro: Ela estaria melhor se estivesse sendo criada por mim.