“ ..convém lembrar que segundo Husserl, não é a causalidade, mas a motivação que governa os objetos culturais. Realmente, “não vivemos no mundo de maneira indiferente, sem motivos, sem rumos ou sem fins. Ao contrário a vida humana é sempre uma procura de valores. Viver é indiscutivelmente, optar diária e permanentemente entre dois ou mais valores”. Não há, pois, objeto humano-cultural que não tenha sido em sua origem, em sua utilização e até em sua destruição fruto de considerações finalísticas e valorativas do homem.” (Realidade ôntica – pág.47)
“O homem age de conformidade com seu temperamento, produto do meio, da hereditariedade e da educação. Crê exprimir o que pensa; mas esse pensamento é socializado, condicionado pelas relações sociais. Ao condicionamento social das idéias, observa Machado Neto, não escapa nem um gênio como Aristóteles, nem o homem comum pelo fato de que nosso viver é, forçosamente, um conviver, pelo fato de que a sociedade nos cerca de todos os lados, socializando-nos e enculturando-nos a cada passo.” (Essência da norma – pág.59/60)