Vendaval

© Dalva Agne Lynch

 

Sinto o vento fazendo dançar os meus cabelos

Levantando a minha saia, deslizando como mão

Pelas curvas de meu corpo. Abraço, abarco o vento

Ele me sentindo toda – eu nada sentindo a não ser falta.

Em pé sobre esta rocha, suspensa entre céu e mar

Como se isso pudesse ser original e importante

Encaro falta e vento como uma só realidade.

Desafio ambos a se tornarem algo mais do que desejo

Palpável, manejável, coerente. Esperança estúpida...

Agora os teus olhos – teus olhos, essa mistura estranha

Cor de mar e terra com o vento de entremeio.

O vento é tua essência e tua força – será por isso

Que me coloco frente ao vento, sobre a rocha

Entre céu e mar com tua essência e tua força

De entremeio? Entendo agora a mão do vento.

Teu corpo o vento – meu corpo entregue

Ao vendaval.

 

retornar

 

Hosted by www.Geocities.ws

1