Ultimatum
(1999)
© Dalva Agne Lynch
Não quero criar enredos
No meu teclado.
Quero deslizar meus dedos
Pelo teu corpo
Descobrindo ânsias e segredos
Do que te apraz.
Quero sentir com minha boca
O teu sabor.
Quero enroscar-me, louca
Nas tuas pernas
Quero ouvir tua voz, rouca
Dizendo: mais!
Depois disto, que caia a noite
Em meus sentidos.
Que o fim irrompa como açoite
Deixando marcas
E a lembrança então me afoite
Em meus poemas.