Simplesmente Lillith

Para Dalva

© Samantha Darkmoon

 

Força é que vejo em você
Poder é o que brilha em seus olhos
Firmeza é o que escrevem seus passos
Sabedoria é o que leio em suas palavras
Coragem é o que emana de sua cabeça erguida
Ternura é o que revelam seus gestos acolhedores
Poder é que transpira seu ser
Mulher, bruxa ruiva
Ruiva linda, bruxa louca
Linda louca, bruxa linda
Livre, leve
Totamente e completamente
Simplesmente Lillith...


 
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http://pagina.de/Lady_Darkness

 

 

   

 

 

BRUXARIAS

(setembro 99)


do Mago Daniel para Lillith (Dalva)


    


Bruxarias,

 noites sombrias,

    criaturas de pesadelos,

    de sonhos, as vezes.

    Povoando delírios

    espalhando feitiços,

    oriundos de eras de outrora.

    Bruxa,

    mostra tua mortal arte,

    passeia pela terra da Deusa

    adora a lua que te contempla.

 

http://www.geocities.com/alkimist_2000

 

 

 

Bruxa Vulcânica

para Dalva

© Denise Casagrande

 

 

Bruxa revolta

revoltos cabelos.

Nuvem de chumbo

envolve

coração lava.

Mulher vulcão.

 

Avalanche de gelo

aplaca cicatriza

 

Na solidão do escuro,

no frio do silêncio

prepara

a nova ebulição.

 

 

 

 

AS TRÊS MÃES

 

Dedico este poema às três mães:

Márcia Bianchi,

Dalva Agne Lynch

Márcia Frazão

 

© Ellora Danan


Vejo vocês dançando para mim na luz da Lua...
Quero tocar-lhes....
Quero abraçar-lhes....
Dizer o quanto me sinto protegida...
Me ensinem a dançar também....
Me ensinem a amar também...


Rosto meu, molhado de chuva...
Molhado de Lua....
Será que são lágrimas ou gotas...?
Que vejo rolar na minha face...
Mas flores não choram...


Ou será que virei orquídea?
Mulher ou flor?
Flor na chuva....
As Três Mães me protegem....
Me dão conhecimento...
E sabedoria...


Senhoras das Verdades...
Da Magia....
Das Estrelas....
A noite está fria...


Abro o círculo e elas vem...
Aquelas que são três...
Eu que sou elas...
Mãe, Donzela e Senhora...


É meia-noite... hora das Bruxas...
E pela primeira vez retorno à mim mesma...
Ó Senhoras venham...
Sejam o que querem ser...


Porque assim deve ser...
Com Perfeito Amor...
E Perfeita Confiança...
Que derramem seu sangue virginal...
Para que depois surjam flores em seu lugar...


Elas que são eu...
E nós que somos elas...
As Três Graças...
Alcanço minha substância, minha alma...
Por vocês...
Para vocês....


http://www.geocities.com/elloradanan

 


 

        
A Deusa de um nome só

 

                                                        
© Nancy L.


Retraída crisálida
ainda não sou a Deusa de um nome só
mas também não sou mais a larva
da degenerada cultura.
Quando romper meu casulo
minhas asas se erguerão
coloridas de todos os nomes
de todas as deusas
Deixarei a consorte e a concunbina
e serei o que nunca deixei de ser
a mãe primordial de todos os deuses,
de toda a vida
Senhora dos poderes divinos,
do firmamento, dos ventos, do abismo
A gota de óleo no útero da vida
O campo semeado, a semente,
a própria semeadura
a Deusa primeira, a eternamente grávida
e criadora do falo de Deus....

 

 

Carta para a Bruxa Ruiva

e Louca e Escritora 

(29/09/99)

para Dalva

© Rita de Abreu (Mahareth)

 

 

Era uma vez uma Bruxa Ruiva.

Uma Bruxa muito ruiva e muito louca, muito louca mesmo.

Era a louca de amar, louca de escrever.

E a Bruxa Louca e Ruiva escrevia muito, escrevia estórias e histórias.

Escrevia em papel, em tela, em sonhos e na Luz.

Sim! A Ruiva Louca escrevia na LUZ, por que era Bruxa.

Era uma vez também uma Lua que era Mãe e contava para a Ruiva Bruxa as histórias

e estórias, que deveriam sair em verso e em prosa, em contas ou em gotas,

com riso ou com choro, mas sempre com gozo.

E assim a Lua que era Mãe amava a Bruxa, que era Louca, e Ruiva.

E assim as páginas Luas Mães Loucas Ruivas Bruxas enchiam da alegria a quem as pudesse ler.

E assim a vida caminhava serena e feliz para as Bruxas e para a Luas.

Mas houve um dia em que nossa Ruiva Louca esqueceu que era Bruxa Lua.

Nesse dia ela então sofreu.

Esse foi o dia do Trovão, que não era bruxo e não era ruivo, mas que encantou a noite.

A Louca Ruiva se esqueceu que era nova e cheia como a Lua, e

uma nuvem cobriu o céu, e as palavras não mais se tornavam

histórias e a Ruiva Mãe não dançou para sua Lua Bruxa.

A Bruxa Ruiva ficou triste por ouvir do Trovão (que não era bruxo), que ela era somente louca, sem Lua, sem histórias e sem nada.

A nuvem encobriu o céu, pois era amiga do Trovão, e com ele compactuava.

E o céu chorou nesta noite, pois a Lua Mãe não podia ser vista pela Ruiva filha.

A Mãe Lua a tudo assistia.

Calma e serenamente sabia que sua filha Bruxa em breve voltaria a dançar e a escrever.

E esperou, por que sabia que a Bruxa Ruiva e Louca tinha irmãs e nunca ficava sozinha, pois tinham a mesma mãe.

Irmãs Loiras, Morenas, Ruivas e Castanhas.

Irmãs de paz e de guerra, que se cuidavam e se amavam.

Nem o Mundo, com sua história infinita sabia dizer ao certo o dia em que a Mãe Lua trouxe para ele suas doces filhas, mas desde então elas viviam unidas em um grande círculo, com a Lua acima brilhando e velando por todas.

Nas filhas da Lua e no Grande Círculo toda a Arte é mantida, alimentada e transmitida.

E a Deusa sabia disso, pois a tudo ela assistia.

E assim as irmãs chegaram e nossa querida Ruiva viu que não estava só.

Sabia que o Círculo nunca se rompia.

Disseram: "Tire sua franja ruiva e louca dos olhos e verá que uma nuvem não basta para cobrir a Lua e um trovão, com seu brilho efêmero, nunca poderia abrir uma porta dedicada à Grande Mãe."

Acenderam velas, empunharam seus athames, saudaram os Deuses e cantaram pelas florestas, espantando a nuvem, o Trovão (nem bruxo nem ruivo) e tudo mais que pudesse ficar no caminho entre a Lua e suas filhas.

Uma festa Bruxa e Louca aconteceu, e o céu chorou o orvalho da felicidade.

A Ruiva Bruxa e suas irmãs celebraram a volta da Lua Mãe e o Velho Mundo ficou feliz pois o seu curso havia voltado ao normal.

A Bruxa Ruiva Louca e escritora voltou às suas histórias, contos e poemas, saudando a beleza infinita de ser Lua Nova, Crescente, Cheia e Minguante.

Plena e feminina, imagem do Divino de onde todas nós viemos.

A Bruxa Ruiva e Louca entendeu então que a maior loucura da vida é deixar de perceber o Divino em nós.

E sorriu.

E essa foi só uma historia entre tantas outras.

Contada por uma velha criança, pois a ternura aplaca os males do coração e a loucura do amor dá sentido à vida.

Abençoadas seremos todas nós, Bruxas, Loucas, Ruivas ou Morenas, de todas as raças e lugares, pois sabemos amar.

Um dia essa Bruxa Ruiva vai conta-la novamente, por seus dedos hábeis e sensibilidade aflorada.

Sob a proteção da Lua Ruiva Mãe.

 

 

 

 

ESTRELA-DALVA--
(05.07/00)
 
© Alexandre Valleta
 
 
 
 
Sois eterna
Mesmo que não queiras, sois eterna
Não importa o que digam
Bem e mal
Por ti velam.
Você consagrou-se ao que é.
O mal que a circunda
Cobre-lhe de maldição.
O bem que a sustenta,
Enche-lhe de bênçãos.
Entre a luz e as trevas,
O poente e o nascente
Tua estrela brilha e brilhará.
Dalva, estrela-dalva
Bem e mal por ti velam.
Lua, Sol, Céu, Dalva estrela-dalva.
Sois o tempo imemorial,
Sois força,
Sois bem e mal.
 
 
 
 
 
 
 
 

Peregrino

© Rene Yukiti Kojitani

Para Dalva

 

Empino-me alto em direção ao céu, e tu

Mostra-me montanhas e vales obscuros,

Mostras-me uma caverna ao sul,

Onde posso relaxar e meditar sobre transmutações;

Ou me levas àquele local quase inexplorado,

Cuja chave está escondida, e onde se revelam segredos;

Ou senão, tu me levas ao norte,

Guiando-me por todas tuas sendas secretas,

E mostrando-me, ao meio do caminho,

As colinas de Tifereth.

Em certo ponto rumo ao norte

Avisto um poço sagrado, e nele derramo os primeiros jarros

De meu sagrado elixir, minha água da vida,

Meu néctar, meu sulco, meu sangue.

Retorno ao sul, e penetro na caverna para meditar,

Para transmutar-me, para preparar o elixir alkímico,

O elixir da vida eterna, cujo ingrediente que me falta

Encontra-se escondido na obscura caverna.

Ah! As andanças de um Peregrino,

Partindo em busca do esplendor...

 

 

 

 

 

 

Poema Medieval.
 
Para Dalva Agne Lynch
 
© Flávio Machado
 
 
Montado em  imaginários cavalos
louca escapada
por florestas outonais
procuro torres
amor medieval
 
Nos campos dos sonhos
 sou herói de cinema
 espada
e armadura
vencendo os inimigos
salvando reinos 
sou cavaleiro de batalhas medievais
armado com lanças de aço
contra os infiéis
contra os males do mundo
carrego uma pesada cruz de madeira
a cruz de todos os pecados
de todas as mortes
 
A minha bandeira tangida de sangue
minha luta
a busca
a procura
pela mulher que me libertará
me tornando 
eterno prisioneiro.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ALVA

Para Dalva

        (08/07/02)

© Jackson Black Angel e Walhalla

 

 

Coragem e sensibilidade

Raridades sem preço, minha cara

Nos raros vasos que se quebram

É que se vê o valor das mãos que os construiram

E bem sabes que tens de alma uma criança

E bem sabes quando se banha de Juventude

Coragem e sensibilidade

Raridades sem preço, minha cara

Ame os dias em que o sol desponta na tua janela

Ame a companheira que vê no espelho

Ame a amiga que vê no espelho teu

Sim, guerreira esta, e vencedora!

Fragilidade é um composto de natureza

E bem sabes a beleza disto

Que não vale uma lágrima

Mesmo entoando experiência

Sabes tu, o coração é uma caixinha

Então guarde apenas o inesquecível

Porque coragem e sensibilidade são raridades, minha cara.

 

 

 

 

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