Tempo, Presente
(9/4/00 - 02:10)

© Dalva Agne Lynch


Vem
enquanto é tempo
enquanto o que chamamos tempo
ainda existe
nos limites do agora
sem estender-se para além
em certeza
ou esperança.
Vem
rompe as amarras
as garras
o medo da realidade
de esperança nula
para além do agora.
Vem
de olhos fechados
braços abertos
boca
que feche a minha
a minha ânsia por tempo
mais tempo
para deslizar na infinidade
do teu corpo, tua mente
teu eu.
Vem
fora do tempo
mesmo que só no momento
e depois me desabraces
sem memória...

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