Espelho
(15/Março/2000)
© Dalva Agne Lynch
Vê meu rosto voltado para ti no amanhecer
Refletindo como espelho o meu espírito
Livre e louco.
As águas, o ar, o calor, a beleza dos campos
Estão nele estampados, refletindo como espelho
Livre e louco.
Como entendes os campos, o ar, o sol, as águas
E não entendes a reflexão deles em meu espírito
Livre e louco?
Vê os campos se estendendo à nossa volta
Águas tranqüilas correndo, vôo de tantas asas
Livres, loucas...
Vê as nuvens deslizando lentamente no horizonte
Coloridas por um sol que se levanta quente, devagar
Livre, louco...
Vê agora o turbilhão, a tempestade, a não-colheita
Rondando a natureza os homens amedrontados
Livre e louca!
No amanhecer de cores e formas de meu espírito
A natureza em discordância em mim se espelha
Livre e louca:
Vê?