|
Ambigüidade © Dalva Agne Lynch
Dança de elfos em um caminho silencioso e ensolarado Na tarde que se estende, preguiçosa. Tua mão na minha, quente Como um elo inconsciente ao mundo que deixamos para trás Aquém do sonho. O que me dás, aquilo que abraço, não existe E o que existe não importa. O que existe não compreende As lacunas deixadas pelas folhas caindo à nossa volta. O que existe não tem compartimento grande o suficiente para conter o silêncio do que nunca foi - e nunca será. O que existe devolve em eco o impalpável, o sutil O inconseqüente das cantigas que entoas Na quietude que nos cerca. Por que razão é preciso que eu te crie Para além da vida à nossa frente Porque a realidade, de repente É tão menor que o sonho?
|