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LongLibrary - sLog126590


Capítulo 13 - O Caminho da Redenção - I

Introdução

É uma pergunta inútil, mas me responda mesmo assim, caro xereta: você já matou?Não falo de algo como uma barata, ou um cachorro.Pessoas.Acho que a resposta é não.Sabe?Sorte a sua.O sentimento, o peso na consciência.É verdade que vim a me acostumar depois, mas o episódio de Gabriel e o carvão foi algo marcante, no sentido negativo da coisa.Então decidi que só havia uma coisa pra se fazer: buscar a redenção.Shinai como troféu...ainda seria.Mas também amaldiçoado.Cavei, de início com a tonfa da feira que me salvou e depois com as mãos cruas um buraco."Adeus shinai, tonfa.Minha redenção não será obstruída por vocês" foi o que passou na minha cabeça.
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Os Dias do Resto da Minha Vida - 1

Até minha cara estava um pouco diferente.O semblante havia se modificado lentamente para um de arrependimento.As coisas estavam relativamente melhores na escola.Os brigões tinham ido embora, Lixo posto o rabo entre as pernas e Ana voltado (ou começado?) a sorrir.Parecia que ia correr tudo muito bem.Só voltaram a me sacanear.E muito.Piadas e muitas vezes pegadinhas.Eles só tinham desestido de tentar me bater, pois eu me defendia, mesmo sem agredir os meus "colegas".Não que eu não quisesse fazê-lo, mas o medo de repetir o erro cometido com Gabriel era maiorImpressionante como as pessoas esqueceram rápido que já haviam me chamado de "herói" no incidente da gangue.Mas tudo bem.

Nesse dia, eu vi um assalto ocorrendo.Coisa simples, do tipo um pivete com caco de vidro.Eu podia parar isso.Mas minha errônea filosofia de não-agressão absoluta me fez com que fosse chamar a burocrática polícia.Claro que eles não chegaram a tempo.Voltando pra casa, vi Artur conversando com uma figura estranha na porta de casa.Um impulso, um instinto me veio.Saí correndo na direção deles.
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- ARTUR! - O moleque olhou pra mim.Apontou pro homem e falou alguma coisa.O sujeito estava vestido de modo atípico pra um dia quente como aquele.Óculos escuros redondos, um chapéu-coco e sobretudo pretos e luvas brancas.Ele agradeceu com um gesto de chapéu e foi indo embora. - Artur, quem era esse cara?! - Eu estava um pouco ofegante, não por causa da corrida, mas por causa do susto.

- Ah, ele disse que era inspetor da escola e queria saber se você morava aqui...aí eu tava pensando se dizia ou não quando você gritou...aí eu apontei e disse que era voc...

- MOLEQUE!'CÊ ENDOIDOU DE VEZ? - Estava possesso.

- Mas..

- Escuta, um inspetor com certeza ia conseguir meu endereço lá sem problemas,não ia precisar confirmar.Mas não devia ser ninguém.Nem se preocupa, valeu?

- Então...então tá.

Depois disso, fui dormir e arquitetei um plano.Tinha que conseguir me mudar...e talvez um parente fosse o melhor jeito de fazer isso.

 
     
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