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LIGA MARXISTA REVOLUCIONÁRIA |
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A GUERRA NA PALESTINA E SOLIDARIEDADE OPERÁRIA. Estamos vivenciando mais um ataque brutal contra trabalhadores. Nos últimos dias Israel já dizimou mais de 1000 pessoas, em sua maioria mulheres e crianças. A mídia nos põe por dentro de todos os detalhes técnicos desta carnificina: armas de alta tecnologia, números, tentativas de acordo de paz, e principalmente, nos leva a crer que o ataque é contra o Hamas. A criação do Estado de Israel foi uma ocupação imperialista na Palestina. Nada historicamente justifica a criação de um Estado para judeus, exceto o interesse em dominar uma das regiões mais ricas em petróleo. O Estado de Israel é um território estratégico, um ponto de ligação entre o ocidente e o oriente. Sua criação em 1948, foi uma saída para o imperialismo manter a dominação no Golfo Pérsico. Neste sentido, compreendemos que Israel, nasceu como um "sustentáculo" imperialista, disfarçado de Estado Judeu. Sua criação massacrou milhares de Palestinos, que desde então, passam por sucessivas e sangrentas guerras, com o aval do imperialismo e dos governos burgueses árabes. São 60 anos de massacres. Sempre somos levados a acreditar que se trata de guerras entre grupos religiosos ou contra terroristas fanáticos. Mas, a verdade é que a guerra na Palestina tem o mesmo principio de todas as demais: defender os interesses imperialistas, causar instabilidade política na região, oprimir e subjulgar os povos. Geralmente jogando trabalhadores contra trabalhadores, ou simplesmente massacrando-os, como estamos acompanhando. A opressão aos trabalhadores é internacional, a burguesia oprime em todos os cantos do planeta. A tarefa do militante revolucionário é compreender que a classe trabalhadora é internacional. Portanto, a solidariedade operária tem que ser internacional. Em Israel, como em outro país, os trabalhadores são explorados, inclusive palestinos. A guerra na Palestina, não é apenas um "ataque" , mas um massacre, como no Iraque, no Afeganistão, no Haiti. Nossa ação é em defesa da classe trabalhadora. Nossa bandeira é a da soberania dos povos. Os discursos "nacionalistas" caminham lado a lado com o fascismo. Hitler com seu discurso nacionalista exterminou milhões de pessoas. O nacionalismo dos Estados europeus levou à colonização e massacre de povos na América, África e Ásia. O nacionalismo é uma arma capitalista que ilude e confunde trabalhadores. Por isto, entendemos que enquanto estivermos sobre o dominio capitalista, estaremos sujeitos a guerras, massacres e destruição. O Capitalismo só nos leva a um fim: a barbárie. Para nós, a saída é a organização dos trabalhadores no Partido Revolucionário com princípios socialista e internacionalista e, caminhar na luta rumo ao socialismo. "Trabalhadores de todo o mundo, uni-vos!" CONJUNTURA NACIONAL Os trabalhadores não pagarão pela crise! Quando o governo Lula apontou para o socorro aos setores privados com o objetivo de abrandar os efeitos da crise em nosso país, a CUT imediatamente exigiu as contrapartidas para a classe trabalhadora. O socorro chegou aos empresários e banqueiros, mas a contrapartida que os mesmos apresentam para os trabalhadores são as demissões e o aumento dos juros. A Executiva Nacional da CUT já se colocou contra as demissões e as propostas de flexibilizações, mas elas continuam. Em uma resolução da Executiva nacional do dia 13/01/09, está dada a direção da luta: A Central Única dos Trabalhadores reafirma sua posição diante da crise financeira que assola a economia internacional e que começa a se refletir sobre as economias de países de quase todo o mundo. Além de recusar o convite feito pela Federação das Indústrias de São Paulo (FIESP) para uma reunião com as centrais sindicais para negociar propostas de flexibilização, realizada nesta terça-feira (13), a CUT organiza uma grande mobilização nacional intitulada "Os trabalhadores e trabalhadoras não pagarão pela crise!" Nessa linha a Executiva Nacional convocou as entidades para uma reunião no dia 19/01 para "discutir ações de enfrentamento e traçar um cronograma de mobilizações a serem realizadas em todo o país." Para Artur, presidente nacional da Central "A CUT não medirá esforços para impedir que a crise incida sobre a classe trabalhadora e cobrará do Governo ações rápidas e efetivas para que o momento deixe de ser de insegurança e passe a ser de reaquecimento econômico, com retomada da produtividade e do consumo, o que significa manutenção e ampliação de vagas no mercado de trabalho. .... Propostas como a de redução da jornada de trabalho com redução de salários são inaceitáveis. Isso não quer dizer que somos contra negociação, mas sim, que somos contra a negociação sem luta". A fala de Quintino Severo, Secretário Geral da CUT, confirma a linha política: "É inadmissível que os trabalhadores e trabalhadoras paguem pela crise. ... Portanto, medidas urgentes devem ser tomadas pelo Estado para que a crise não recaia sobre a classe trabalhadora e o processo de crescimento e desenvolvimento do país não seja interrompido". Esse quadro e avanço político da direção da CUT nos mostram o erro dos setores divisionistas (Conlutas, Intersindical, PSTU, PCB ...) que atacam a CUT e procuram destruí-la. Além de não fazerem nada de concreto em defesa da classe trabalhadora nesse grave momento, ajudam a destruir um dos maiores instrumentos e luta criado pela classe trabalhadora. Trata-se, com certeza, de uma política criminosa, que a própria história julgará. Mais do que nunca, temos a certeza que a ora é de lutar, na CUT, contribuindo politicamente para que a direção nacional da Central avance cada vez mais, mantendo sempre vivo o princípio da independência de governos e patrões. A Direção - janeiro/2009 ?> |